quinta-feira, 10 de maio de 2012
Transição
Buenas! Este é um momento importante, depois de alguns dias sem postagens aqui no Vida Cancheira, então creio que seja importante ser breve. O nosso blog está sofrendo modificações, tanto estruturais, quanto de conteúdo, e a primeira mudança nós apresentamos neste post. O site está se mudando do domínio ".blogspot.com", para um ".com.br", na plataforma Wordpress. Pedimos compreensão dos amigos e leitores nestes primeiros momentos, quando desenvolvemos o portal, e os novos conteúdos. É uma fase inicial, que exigirá muito dos blogueiros. Todas as postagens foram exportadas para o novo domínio, ou seja, tudo que foi visto e escrito aqui neste espaço, também estará disponibilizado no nosso novo site. Por enquanto, deixaremos o Blogger ativo, mas será uma medida provisória, daqui a algumas semanas estaremos somente e em definitivo no vidacancheira.com.br. Está é uma vitória nossa, que, acima de tudo, tem a participação de nossos leitores, amigos e parceiros, e aqui fica nosso agradecimento, e pedido para que sigam conosco no novo Vida Cancheira.
sábado, 5 de maio de 2012
Cerebral
Na noite de ontem, tivemos a honra, o orgulho e a satisfação de receber no nosso 1º "VC no Bar", o grande Larry Pinto de Faria, eterno atacante do Rolo Compressor, time histórico do Internacional na década de 50. Realizamos a gravação do podcast no bar Ossip, na Cidade Baixa, e conversamos com Larry sobre os mais variados aspectos do futebol, e, claro, sobre a história, as vivências e a visão diferenciada de futebol que somente um craque como ele pode nos transmitir. A mesa contou com Carlos Paiva (@bolachinhaman), Jhon Tedeschi (@jhontedeschi) e Marcelo Mello, contando com o apoio, além do Ossip (e aqui o agradecimento ao Martínez, que nos cedeu o espaço, e foi um excelente anfitrião), da Aduana Moda Masculina, nosso 1º apoiador, que presenteou Larry com uma belíssima camisa. Desfrutem!
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Coruja pelada na altitude
As oitavas-de-final da Copa Libertadores vinham sendo de extremo equilíbrio, até a noite de ontem. No Olímpico Atahualpa, a mais de 3000 metros de altitude, o melhor time da América do Sul, segundo alguns "entendidos", foi deposto desta titulação e, provavelmente, da disputa pelo título da Libertadores. Em uma partida com gramado enlameado, muitas faltas, tarjetas multicoloridas, apagão nos refletores, dentre outros agregadores de dignidade ao jogo, o Deportivo Quito se aproveitou da sua capacidade de adaptação, até por ser o mandante, e goleou, ao natural. Destaques para as grandes atuações de Fidel Martínez, atacante pela esquerda, liso, veloz e driblador, que incomodou Osvaldo González, até que este fosse expulso, e Gustavo Matías Alustiza, agora o artilheiro da competição com 8 gols. Sem contar no grande retrospecto de La Academia jogando em seus domínios, com 4 vitórias em 4 jogos, 14 gols marcados e apenas 1 sofrido.
Os equatorianos começaram o jogo pressionando muito, tentando fazer valer o fator local, tendo como trunfo a altitude a seu favor. Os chilenos tentavam manter a bola nos pés, mas a forte marcação adversária não permitia a tradicional troca de passes, Marcelo Díaz e Aranguiz eram bem marcados e as escapadas com Mena e Rodríguez não eram eficazes como de costume - assim sendo, Junior Fernandes era figura nula no campo. De tanto insistir, aos 29', "El Chavo" Alustiza recebeu ótimo passe na grande área e chutou no alto, indefensável para Jhonny Herrera. Menos de 2' depois, Olivo, que havia recebido cartão amarelo minutos antes, foi expulso em lance de interpretação discutível do mexicano Chacón. Foi a senha para La U se jogar ao ataque de vez, e Carlos Ischia colaborava recuando o time da casa (sacou o avante Bevacqua e colocou o volante Bolaños).
Esta postura foi completamente determinante para o empate chileno, menos de 10' depois de o Deportivo Quito ter aberto o placar. Rara jogada lúcida de Díaz na noite de ontem, lançando Matías Rodríguez, que trouxe a bola para o pé esquerdo (o bom) e fuzilou o veterano Elizaga. O jogo dava toda a pinta de ter virado a favor dos visitantes, mas o que se viu foi um descontrole ofensivo do time da casa, com Martínez e Paredes simplesmente enlouquecendo os defensores rivais. Paredes, inclusive, sofreu um pênalti ignorado pela arbitragem; no meu ver, ele é empurrado na área, só sua queda deveras acintuosa deu a impressão de uma cavada. A medida que o tempo passava, a defesa chilena afrouxava, soltava a corda, até ela cair: Herrera tentou sair jogando, só que Mena aparentemente estava dormindo, e na sequência do lance houve um escanteio. E na sequência do escanteio teve um gol, gol de Luis Checa, o zagueiro-artilheiro do futebol equatoriano. Deportivo Quito novamente na frente.
Na volta do intervalo, Sampaoli, já devidamente expulso, fez 2 trocas, sacando Henríquez e Martínez para as entradas de Lorenzetti e Magalhães. O argentino com nome de marca de chuveiro elétrico, outrora titular, tentou a todo custo ajudar Díaz e Aranguiz, sem o menor indício de sucesso, tanto é que, mesmo jogando com 1 a menos, quem atacavam eram os comandados de Ischia. Em um lapso em que não tivemos as imagens do jogo, "El Chavo" Alustiza marcou mais um, seu 8º gol na competição, e praticamente definia a partida, aos 11' do 2º tempo. 3' depois o zagueiro Osvaldo González, cansado da "alegria y atrevimiento" de Martínez resolveu atorar o ponteiro-esquerdo dos locais, e foi para o olho da rua. Dali em diante, seguiu o desande da maionese de La U, e mesmo que chegasse esporádicamente, como com Junior Fernandes, bloqueado por Elizaga, os chilenos seguiam com um desempenho próximo ao constrangedor.
Após mais alguns 473 dribles en la banda-izquierda do gramado, Fidel Martínez resolveu guardar sua bucha no gol do Bulla. O dublê de Neymar equatoriano pegou a bola próximo a linha divisória do gramado, e arrancou sem nenhuma marcação, invadiu a área e mandou de canhota, inapelável, para decretar o 4-1 no placar do Olímpico Atahualpa, 3º gol do moço na competição. Dali em diante, o jogo seguiu com uma pressão inócua da Universidad de Chile, tentando, ao menos, diminuir o estrago e voltar para Santiago com uma desvantagem menos pesada nas costas. Acredito que, em casa, La U vá jogar futebol, coisa que não fez em Quito, entretanto, o Deportivo está com uma mão e 3 dedos na vaga, apenas um desastroso 3-0 (ou mais!) contra o eliminará da competição, e futebol vai ser o que menos os equatorianos irão querer ver na próxima quinta. Será um jogo muito interessante, tendência de ataque vs defesa. A ver.
Antes do Esquecimento
Os equatorianos começaram o jogo pressionando muito, tentando fazer valer o fator local, tendo como trunfo a altitude a seu favor. Os chilenos tentavam manter a bola nos pés, mas a forte marcação adversária não permitia a tradicional troca de passes, Marcelo Díaz e Aranguiz eram bem marcados e as escapadas com Mena e Rodríguez não eram eficazes como de costume - assim sendo, Junior Fernandes era figura nula no campo. De tanto insistir, aos 29', "El Chavo" Alustiza recebeu ótimo passe na grande área e chutou no alto, indefensável para Jhonny Herrera. Menos de 2' depois, Olivo, que havia recebido cartão amarelo minutos antes, foi expulso em lance de interpretação discutível do mexicano Chacón. Foi a senha para La U se jogar ao ataque de vez, e Carlos Ischia colaborava recuando o time da casa (sacou o avante Bevacqua e colocou o volante Bolaños).
Esta postura foi completamente determinante para o empate chileno, menos de 10' depois de o Deportivo Quito ter aberto o placar. Rara jogada lúcida de Díaz na noite de ontem, lançando Matías Rodríguez, que trouxe a bola para o pé esquerdo (o bom) e fuzilou o veterano Elizaga. O jogo dava toda a pinta de ter virado a favor dos visitantes, mas o que se viu foi um descontrole ofensivo do time da casa, com Martínez e Paredes simplesmente enlouquecendo os defensores rivais. Paredes, inclusive, sofreu um pênalti ignorado pela arbitragem; no meu ver, ele é empurrado na área, só sua queda deveras acintuosa deu a impressão de uma cavada. A medida que o tempo passava, a defesa chilena afrouxava, soltava a corda, até ela cair: Herrera tentou sair jogando, só que Mena aparentemente estava dormindo, e na sequência do lance houve um escanteio. E na sequência do escanteio teve um gol, gol de Luis Checa, o zagueiro-artilheiro do futebol equatoriano. Deportivo Quito novamente na frente.
Na volta do intervalo, Sampaoli, já devidamente expulso, fez 2 trocas, sacando Henríquez e Martínez para as entradas de Lorenzetti e Magalhães. O argentino com nome de marca de chuveiro elétrico, outrora titular, tentou a todo custo ajudar Díaz e Aranguiz, sem o menor indício de sucesso, tanto é que, mesmo jogando com 1 a menos, quem atacavam eram os comandados de Ischia. Em um lapso em que não tivemos as imagens do jogo, "El Chavo" Alustiza marcou mais um, seu 8º gol na competição, e praticamente definia a partida, aos 11' do 2º tempo. 3' depois o zagueiro Osvaldo González, cansado da "alegria y atrevimiento" de Martínez resolveu atorar o ponteiro-esquerdo dos locais, e foi para o olho da rua. Dali em diante, seguiu o desande da maionese de La U, e mesmo que chegasse esporádicamente, como com Junior Fernandes, bloqueado por Elizaga, os chilenos seguiam com um desempenho próximo ao constrangedor.
Após mais alguns 473 dribles en la banda-izquierda do gramado, Fidel Martínez resolveu guardar sua bucha no gol do Bulla. O dublê de Neymar equatoriano pegou a bola próximo a linha divisória do gramado, e arrancou sem nenhuma marcação, invadiu a área e mandou de canhota, inapelável, para decretar o 4-1 no placar do Olímpico Atahualpa, 3º gol do moço na competição. Dali em diante, o jogo seguiu com uma pressão inócua da Universidad de Chile, tentando, ao menos, diminuir o estrago e voltar para Santiago com uma desvantagem menos pesada nas costas. Acredito que, em casa, La U vá jogar futebol, coisa que não fez em Quito, entretanto, o Deportivo está com uma mão e 3 dedos na vaga, apenas um desastroso 3-0 (ou mais!) contra o eliminará da competição, e futebol vai ser o que menos os equatorianos irão querer ver na próxima quinta. Será um jogo muito interessante, tendência de ataque vs defesa. A ver.
Antes do Esquecimento
- Na quarta, é bom que se faça constar, mais 2 brasileiros deram as caras pelas oitavas-de-final da Libertadores. Em Guayaquil, o Corinthians (na figura do goleiro Cássio) segurou um 0-0 cumpridor contra o Emelec. Gol sofrido no Pacaembu é sinônimo de desastre, mas o time de Tite é muito pragmático, e duvido que isto acontecerá. Já no Rio de Janeiro, Vasco e Lanús fizeram uma partida bem movimentada. Vitória carioca por 2-1, gols de Alecsandro e Diego Souza, com Regueiro diminuindo para o granate. Em La Fortaleza o buraco será bem mais embaixo, e vitória simples dá a vaga aos argentinos. Destaque negativo para Cristóvão Borges, que sacou Felipe e Diego Souza para as entradas de Fellipe Bastos (!) e Carlos Alberto (!!!!). Foi fortemente vaiado, com razão e justiça.
- Pela Copa do Brasil, na quarta-feira, tivemos mais 3 jogos, fora Fortaleza 0-2 Grêmio. No Moisés Lucarelli, a Ponte Preta bateu o São Paulo por 1-0, gol de Roger (ex-Tricolor Paulista); no Barradão, Vitória e Botafogo empataram em 1-1, gols de Elkeson, para os cariocas, empatando Neto Baiano para o rubro-negro; e na Vila Capanema, Edigar Junio fez o gol da vitória do Atlético/PR sobre o Cruzeiro. Ontem, mais 2 jogos: no Mangueirão, o Paysandu precisava reverter uma desvantagem de 3 gols, mas acabou perdendo novamente, 0-1 para o Coritiba, gol de falta de Tcheco; já na (belíssima) Arena Independência, o Atlético/MG até largou bem, fazendo 2-0 antes dos 30', só que o 2º tempo foi todo do Goiás, que fez o gol de honra, e da classificação, aos 40', com Felipe Amorim. O Coritiba pega o vencedor de Botafogo-Vitória, e o Goiás encara quem passar de São Paulo-Ponte Preta.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Pior que a encomenda
Mais uma noite de Copa, noite encrencada de dificuldades para acompanhamento. Dentro da faculdade, rádio e Twitter salvam, pena que não é o suficiente para fazer uma análise mais aprofundada. Tudo que se prometeu do Fortaleza, que iríamos ter um PV em chamas, com o Tricolor do Pici mordendo até os cabelos dos gremistas, entre outros fatores de pavor, não aconteceram. O Tricolor de Porto Alegre matou a fatura antes dos 15' da 1ª etapa. Em um intervalo de menos de 2 minutos, Marcelo Moreno e Marco Antônio, com um golaço, acabaram com a frescura na Capital do Ceará. O Fortaleza conseguiu impor alguma pressão apenas no início do 2º tempo, quando perceberam que não tinham nada a perder, e após a expulsão de Pará, quando, por motivos óbvios, se viram obrigados a atacar a todo custo, mas exigiram apenas 2 defesas mais relevantes de Victor. Espero poder assistir ao jogo durante a noite, para poder embasar um comentário mais consistente. Por enquanto, ficamos no aguardo do vencedor do confronto entre Bahia e Portuguesa, e cumpriremos tabela na próxima quarta-feira, às 22h.
* atualização já em casa, em 03.05, à 00h22
Como eu já esperava, não consegui assistir ao jogo, nem melhores momentos, nem VT, nécaras. Não vou redigir o mais do mesmo que a imprensa escrita já colocou na faixa, apenas algumas constatações do que ouvi, sobretudo quando consegui conexão com a Grêmio no Ar, alternativa digna para quem quer uma transmissão feita para torcedores gremistas, por gremistas que, acima de tudo, entendem de futebol. 1ª) Edílson é titular mesmo com os braços amarrados, e é inacreditável como Gabriel durou tanto tempo na titularidade. Ao menos a presença de alguém que se diz lateral na linha de fundo adversária já mata as saudades, e isto que o #33 está (muito) longe de ser o lateral dos sonhos; 2ª) Marcelo Moreno e André Lima não podem jogar juntos. Acho que foi feita uma tentativa, só que minha memória não me permite lembrar exatamente em qual jogo - e se realmente havia sido feita. Hoje tivemos a certeza (espero que Luxemburgo também): não dá; 3ª) Pará expulso é reforço para o jogo da volta. Entretanto, ficarei tranquilo apenas quando tiver a certeza que Júlio César já esteja plenamente recuperado, o que acredito que acontecerá até a semana que vem; 4ª) Vílson entrou muito bem na vaga de Werley. Se o ex-atleticano ficasse em campo, creio que haveriam brechas para o Fortaleza causar danos ao Grêmio no placar, sobretudo quando a vaca ameaçou querer ir para o brejo, pós-expulsão de Pará; 5ª) Marco Antônio, a mim tu não engana! O gol de placa que fizeste, de maneira alguma, não pode fazer com que se esqueçam as atuações medíocres; 6ª e última) não vamos nos enganar. O Fortaleza é clube de 3ª divisão, fraco, fraquíssimo, talvez pior até que o River Plate/SE(m grife). Ao menos desses o Tricolor vem ganhando com (relativa) segurança.
No mais, os resultados da noite de hoje me deixam ainda mais tranquilo em relação ao futuro gremista na Copa do Brasil. Vitória e Botafogo empataram em 1-1, no Barradão, e são 2 times que não me preocupam, uma hora irão derrapar. Os favoritos (?) São Paulo e Cruzeiro jogaram fora de casa contra Ponte Preta e Atlético/PR, respectivamente, e foram derrotados por 1-0. Vai ser engraçado ver estes times tendo que tirar sangue das unhas para chegar as quartas-de-final, enquanto o Grêmio fará um jogo-treino de luxo semana que vem. O caminho para o penta me parece cada vez mais claro, sem nuvens. Nem conto mais o jogo da volta contra o Fortaleza. Faltam apenas 6 jogos!
* atualização já em casa, em 03.05, à 00h22
Como eu já esperava, não consegui assistir ao jogo, nem melhores momentos, nem VT, nécaras. Não vou redigir o mais do mesmo que a imprensa escrita já colocou na faixa, apenas algumas constatações do que ouvi, sobretudo quando consegui conexão com a Grêmio no Ar, alternativa digna para quem quer uma transmissão feita para torcedores gremistas, por gremistas que, acima de tudo, entendem de futebol. 1ª) Edílson é titular mesmo com os braços amarrados, e é inacreditável como Gabriel durou tanto tempo na titularidade. Ao menos a presença de alguém que se diz lateral na linha de fundo adversária já mata as saudades, e isto que o #33 está (muito) longe de ser o lateral dos sonhos; 2ª) Marcelo Moreno e André Lima não podem jogar juntos. Acho que foi feita uma tentativa, só que minha memória não me permite lembrar exatamente em qual jogo - e se realmente havia sido feita. Hoje tivemos a certeza (espero que Luxemburgo também): não dá; 3ª) Pará expulso é reforço para o jogo da volta. Entretanto, ficarei tranquilo apenas quando tiver a certeza que Júlio César já esteja plenamente recuperado, o que acredito que acontecerá até a semana que vem; 4ª) Vílson entrou muito bem na vaga de Werley. Se o ex-atleticano ficasse em campo, creio que haveriam brechas para o Fortaleza causar danos ao Grêmio no placar, sobretudo quando a vaca ameaçou querer ir para o brejo, pós-expulsão de Pará; 5ª) Marco Antônio, a mim tu não engana! O gol de placa que fizeste, de maneira alguma, não pode fazer com que se esqueçam as atuações medíocres; 6ª e última) não vamos nos enganar. O Fortaleza é clube de 3ª divisão, fraco, fraquíssimo, talvez pior até que o River Plate/SE(m grife). Ao menos desses o Tricolor vem ganhando com (relativa) segurança.
No mais, os resultados da noite de hoje me deixam ainda mais tranquilo em relação ao futuro gremista na Copa do Brasil. Vitória e Botafogo empataram em 1-1, no Barradão, e são 2 times que não me preocupam, uma hora irão derrapar. Os favoritos (?) São Paulo e Cruzeiro jogaram fora de casa contra Ponte Preta e Atlético/PR, respectivamente, e foram derrotados por 1-0. Vai ser engraçado ver estes times tendo que tirar sangue das unhas para chegar as quartas-de-final, enquanto o Grêmio fará um jogo-treino de luxo semana que vem. O caminho para o penta me parece cada vez mais claro, sem nuvens. Nem conto mais o jogo da volta contra o Fortaleza. Faltam apenas 6 jogos!
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Saque fortínero no Cartel de Medellín
Terça de feriado e frio no Sul. Tempo propício para tentar acompanhar as 2 partidas da noite de ontem pela Copa Libertadores da América. Infelizmente consegui apenas assistir ao 1º jogo da noite, o 2º começou as 23h30, e hoje era dia de labuta, portanto, não ficaria 90' na frente da televisão por nada deste mundo. Bueno, no Atanasio Girardot, a promessa era de um grande jogo entre Atlético Nacional e Vélez Sarsfield, mas o que se viu ficou deveras longe do esperado. Os argentinos largam na frente no confronto, e terão uma vantagem gigantesca na próxima terça - se complicam apenas se levarem gols, e os colombianos (ainda) tem o melhor ataque da competição. Os verdolagas foram para a decisão sem o técnico Escobar (Santiago, não o Pablo), demitido na segunda-feira, depois do clube após uma crise envolvendo Dorlán Pabón, Macnelly Torres e Luis Fernando Mosquera na época do aniversário de 65 anos do Atlético.
A partida começou com o Nacional indo para o ataque, e tentando abrir vantagem já nos primeiros minutos. O estádio não estava tão cheio, porém os torcedores que encararam a tempestade na noite de ontem foram à arquibancada dispostos a apoiar o time até o final. Pabón até exigiu boa defesa de Barovero no início, só que a resposta do Vélez foi fatal: aos 8', Martínez ensebou a jogada pela esquerda, inverteu bela bola para Iván Bella, que ajeitou para o pé esquerdo e mandou no cantinho, sem chances para Pezzuti. O gol apavorou os colombianos, que começaram a partir para cima de forma desordenada. Ainda sob efeito dos conflitos do último final de semana, Pabón, Torres et caterva tentavam chutes dementes de qualquer localização do gramado, na torcida por pegar o ótimo Marcelo Barovero desprevenido. Eles poderiam ficar se utilizando desse expediente durante mais 3 horas, e não aconteceria nada.
Os defensores do Vélez foram os nomes da partida, Ortíz e Sebá Dominguez tiveram atuações exemplares, bem como os abnegados Cubero e Zapata, que brecaram todas as tentativas de tramas ofensivas dos colombianos. No início da 2ª etapa, Martínez cavou um pênalti, que ele mesmo cobrou e desperdiçou, em grande intervenção de Pezzuti. Lá pelas tantas "El Burrito" puxava toda sorte de contra-ataques, que invariavelmente morriam nos pés de Lucas Pratto, que, não fossem 2 finalizações perigosas, seria facilmente o pior em campo, se assemelhando a uma banheira vestindo a camisa 22 fortinera. Gostei muito da atitude dos colombianos, que, ao menos se não conseguiam criar com decência, arriscavam. Arriscavam, arriscavam e arriscavam... Chegaram perto do gol apenas em gol quase feito perdido por Pabón e em uma cobrança de falta de Juan Quintero, ambas ótimas defesas de Barovero.
No final das contas, o 0-1 ficou de ótimo tamanho para o Vélez, apesar de eu acreditar que o empate teria sido mais justo, pela insistência heroica do Atlético Nacional, apenas pecando pela ineficiência. O Vélez é tão, mas tão zicado, que é capaz de levar 1-2 na volta e dar adeus à Copa, como também é capaz de emendar uma goleada histórica; o tempo me ensinou a não confiar em times que tem um "V" (de Vendetta?!) cruzando a camisa. A vantagem está com o Vélez, só que não sou eu quem me atreverei a estabelecer tendências para o confronto - tudo pode acontecer em Liniers. Como o próprio treinador Ricardo Gareca disse, não há nada garantido, mesmo com a vitória fora de casa. A ver, infelizmente não conseguirei acompanhar o jogo de volta, que será realizado na próxima terça-feira (útil!), no José Amalfitani.
Meu pai (!) acompanhou comigo boa parte do 1º tempo de Cruz Azul-Libertad, e proferiu que só iria dormir quando o Libertad empatasse. Pois é, "La Maquina Cementera" abriu o marcador cedo, com Orozco, aproveitando linha de passe de cabeça iniciada no cruzamento de Perea (sim, aquele mesmo) e assistência de Maranhão (o próprio). Antes disto, o goleiro Corona deu um enorme susto até em quem assistia pela televisão: ao interceptar bola nos pés de Pablo Velázquez, o centroavante acabou acertando acidentalmente o adversário. Enfim, meu pai não precisou esperar muito, e aos 25' da 2ª etapa, o próprio Velázquez empatou o confronto. Segue minha torcida pelos Repolleros no jogo de volta, também na próxima terça, em Assunção. Hoje teremos Lanús-Vasco da Gama, Emelec-Corinthians e Boca Juniors-Unión Española. Na medida do possível, acompanharemos.
A partida começou com o Nacional indo para o ataque, e tentando abrir vantagem já nos primeiros minutos. O estádio não estava tão cheio, porém os torcedores que encararam a tempestade na noite de ontem foram à arquibancada dispostos a apoiar o time até o final. Pabón até exigiu boa defesa de Barovero no início, só que a resposta do Vélez foi fatal: aos 8', Martínez ensebou a jogada pela esquerda, inverteu bela bola para Iván Bella, que ajeitou para o pé esquerdo e mandou no cantinho, sem chances para Pezzuti. O gol apavorou os colombianos, que começaram a partir para cima de forma desordenada. Ainda sob efeito dos conflitos do último final de semana, Pabón, Torres et caterva tentavam chutes dementes de qualquer localização do gramado, na torcida por pegar o ótimo Marcelo Barovero desprevenido. Eles poderiam ficar se utilizando desse expediente durante mais 3 horas, e não aconteceria nada.
Os defensores do Vélez foram os nomes da partida, Ortíz e Sebá Dominguez tiveram atuações exemplares, bem como os abnegados Cubero e Zapata, que brecaram todas as tentativas de tramas ofensivas dos colombianos. No início da 2ª etapa, Martínez cavou um pênalti, que ele mesmo cobrou e desperdiçou, em grande intervenção de Pezzuti. Lá pelas tantas "El Burrito" puxava toda sorte de contra-ataques, que invariavelmente morriam nos pés de Lucas Pratto, que, não fossem 2 finalizações perigosas, seria facilmente o pior em campo, se assemelhando a uma banheira vestindo a camisa 22 fortinera. Gostei muito da atitude dos colombianos, que, ao menos se não conseguiam criar com decência, arriscavam. Arriscavam, arriscavam e arriscavam... Chegaram perto do gol apenas em gol quase feito perdido por Pabón e em uma cobrança de falta de Juan Quintero, ambas ótimas defesas de Barovero.
No final das contas, o 0-1 ficou de ótimo tamanho para o Vélez, apesar de eu acreditar que o empate teria sido mais justo, pela insistência heroica do Atlético Nacional, apenas pecando pela ineficiência. O Vélez é tão, mas tão zicado, que é capaz de levar 1-2 na volta e dar adeus à Copa, como também é capaz de emendar uma goleada histórica; o tempo me ensinou a não confiar em times que tem um "V" (de Vendetta?!) cruzando a camisa. A vantagem está com o Vélez, só que não sou eu quem me atreverei a estabelecer tendências para o confronto - tudo pode acontecer em Liniers. Como o próprio treinador Ricardo Gareca disse, não há nada garantido, mesmo com a vitória fora de casa. A ver, infelizmente não conseguirei acompanhar o jogo de volta, que será realizado na próxima terça-feira (útil!), no José Amalfitani.
Meu pai (!) acompanhou comigo boa parte do 1º tempo de Cruz Azul-Libertad, e proferiu que só iria dormir quando o Libertad empatasse. Pois é, "La Maquina Cementera" abriu o marcador cedo, com Orozco, aproveitando linha de passe de cabeça iniciada no cruzamento de Perea (sim, aquele mesmo) e assistência de Maranhão (o próprio). Antes disto, o goleiro Corona deu um enorme susto até em quem assistia pela televisão: ao interceptar bola nos pés de Pablo Velázquez, o centroavante acabou acertando acidentalmente o adversário. Enfim, meu pai não precisou esperar muito, e aos 25' da 2ª etapa, o próprio Velázquez empatou o confronto. Segue minha torcida pelos Repolleros no jogo de volta, também na próxima terça, em Assunção. Hoje teremos Lanús-Vasco da Gama, Emelec-Corinthians e Boca Juniors-Unión Española. Na medida do possível, acompanharemos.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Altos e Baixos
O Inter venceu o Grêmio por 2 a 1. Em pleno Beira-Rio, diante da sua torcida, o colorado ergueu a taça Farroupilha e garantiu o direito de disputar a final do Gauchão contra o Caxias. Em um jogo onde destaca-se a superioridade da defesa colorada ao amorfo ataque gremista que em toda a primeira etapa não conseguiu desferir se quer um chute ao gol de Muriel. Já Leandro Damião era soberano diante os zagueiros gremistas na bola área tanto que numa bola alçada Damião sozinho falhou ao dominar a pelota e também não contava com o erro de Gabriel que ao invés de afastar o perigo entregou o ouro ao Dátolo que não perdeu a chance e assim abriu o placar no clássico 392.
Na segunda etapa Vanderlei Luxemburgo resolveu mudar o time colocando Marquinhos e Moreno no lugar de Miralles e André Lima respectivamente. Tomando essa medida o Grêmio começou a povoar a meia cancha não dando espaço as colorados induzindo ao erro e foi o que acabou acontecendo e Dátolo autor do gol foi do céu ao inferno dando passe na fogueira para R.Moledo este piorou a situação, se viu em apuros e acabou cometendo a falta em Moreno. Fernando cobrou na trave e no rebote Werley empatou para o time da Azenha.
Mas do céu ao inferno não era exclusividade de Dátolo. Vanderlei Luxemburgo que depois de começar com um time capenga e de conseguir consertar a lambança no intervalo, conseguiu estragar tudo em uma cena patética com o gandula colorado. O comandante gremista foi tão precitado que não percebeu a anulação do arbitro no lance e acabou pagando um vale daqueles de esquecer e virar a pagina justamente em um momento onde seus os comandados estavam começando a dominar jogo.
O resultado foi a expulsão merecida e o desequilíbrio total do time com Andre Lima e Paulo Paixão na casamata. Porém o time colorado nada tinha haver com essa confusão e voltou a ter sangue nos olhos. Mais equilibrado emocionalmente o Inter voltou a pressionar o Grêmio e aos 35 minutos da etapa final numa cobrança de escanteio Fabrício pulou sem marcação e fez o gol da justa vitoria colorada.
Portanto o colorado terá semana de recuperação para os jogos decisivos que estarão por vir como a disputa do Gauchão e a decisão contra o Fluminense no Rio de Janeiro. Também existe a possibilidade de contar com o "memino de ouro Oscar" e se confirmado será um grande reforço.
Destaque: Fabrício fez a sua melhor atuação pelo Inter e mostrou que é do ramo. Tinga como já era de se esperar jogou em alto nivel assim como Guiñazu e Sandro Silva que está gastando a bola. R.Moledo tirando o lance "capital" que originou o gol gremista foi um gigante assim como Índio. Damião fez um deus nos acuda na defesa gremista e teve uma boa atuação igualmente há Jaja Coelho que de bobo não tem nada e se mostra uma alternativa de banco ao Dorival Junior.
Decepção: Dorival Junior insiste com Jô como alternativa no ataque. Apostar e não dar certo é uma coisa. Mas insistir não tem explicação.
* Neymar fez três gols na vitoria do Santos sobre o São Paulo. E mostra que o time da Vila Belmiro no momento é o time a ser batido em todas as competições.
Pergunta: Gandula ganha jogo?
Na segunda etapa Vanderlei Luxemburgo resolveu mudar o time colocando Marquinhos e Moreno no lugar de Miralles e André Lima respectivamente. Tomando essa medida o Grêmio começou a povoar a meia cancha não dando espaço as colorados induzindo ao erro e foi o que acabou acontecendo e Dátolo autor do gol foi do céu ao inferno dando passe na fogueira para R.Moledo este piorou a situação, se viu em apuros e acabou cometendo a falta em Moreno. Fernando cobrou na trave e no rebote Werley empatou para o time da Azenha.
Mas do céu ao inferno não era exclusividade de Dátolo. Vanderlei Luxemburgo que depois de começar com um time capenga e de conseguir consertar a lambança no intervalo, conseguiu estragar tudo em uma cena patética com o gandula colorado. O comandante gremista foi tão precitado que não percebeu a anulação do arbitro no lance e acabou pagando um vale daqueles de esquecer e virar a pagina justamente em um momento onde seus os comandados estavam começando a dominar jogo.
O resultado foi a expulsão merecida e o desequilíbrio total do time com Andre Lima e Paulo Paixão na casamata. Porém o time colorado nada tinha haver com essa confusão e voltou a ter sangue nos olhos. Mais equilibrado emocionalmente o Inter voltou a pressionar o Grêmio e aos 35 minutos da etapa final numa cobrança de escanteio Fabrício pulou sem marcação e fez o gol da justa vitoria colorada.
Portanto o colorado terá semana de recuperação para os jogos decisivos que estarão por vir como a disputa do Gauchão e a decisão contra o Fluminense no Rio de Janeiro. Também existe a possibilidade de contar com o "memino de ouro Oscar" e se confirmado será um grande reforço.
Destaque: Fabrício fez a sua melhor atuação pelo Inter e mostrou que é do ramo. Tinga como já era de se esperar jogou em alto nivel assim como Guiñazu e Sandro Silva que está gastando a bola. R.Moledo tirando o lance "capital" que originou o gol gremista foi um gigante assim como Índio. Damião fez um deus nos acuda na defesa gremista e teve uma boa atuação igualmente há Jaja Coelho que de bobo não tem nada e se mostra uma alternativa de banco ao Dorival Junior.
Decepção: Dorival Junior insiste com Jô como alternativa no ataque. Apostar e não dar certo é uma coisa. Mas insistir não tem explicação.
* Neymar fez três gols na vitoria do Santos sobre o São Paulo. E mostra que o time da Vila Belmiro no momento é o time a ser batido em todas as competições.
Pergunta: Gandula ganha jogo?
domingo, 29 de abril de 2012
Sarna pra se coçar
Para começo de conversa, parabenizo o Sport Club Internacional pela conquista do seu 41º título de Campeonato Gaúcho. Vão pregar respeito e os cambau para com o Caxias, mas, não tem jeito, somente uma tragédia, um cataclisma tira mais esta taça da sala de troféus da Padre Cacique. O direito a receber as faixas do maior clube da terra da Festa da Uva (!) foi adquirido na tarde de hoje, com a vitória no Gre-Nal 392, disputado no Beira-Rio. No meu ver, serão 2 jogos para cumprir o regulamento, pois, do jeito que os grenás estão, nem precisariam entrar em campo. Não sei se espero que eles calem minha boca, para mim não fará a menor diferença. Seja como for, o Inter, vencedor da Taça Farroupilha, chega com méritos, e, graças a melhor campanha no geral, reitera o favoritismo atribuido a ele na grande final.
Meu foco é o lado azul*, lado derrotado. Assisti ao jogo na companhia do amigo e colega blogueiro Lucas Estega, do Futebol Além dos Gramados, e, chegamos a um consenso; o jogo foi ruim, e teríamos chegado à mesma conclusão se o Tricolor tivesse vencido nas mesmas condições. Luxemburgo fez um mistério que, para mim, foi genial, mas no contexto da partida foi desnecessário - a escalação do time foi divulgada apenas quando os 18 relacionados estavam no gramado do Beira-Rio. A ideia era não mexer muito na estrutura do time, consolidado no 4-3-1-2, entretanto o treinador "inovou" (poderia dizer que inventou) botando o time em um 4-3-3 desproposital, sobretudo porque quem tinha que atacar e propor o jogo era o Internacional, até por ser o mandante. O mistério foi tanto, que o telão/sistema de som do estádio chegou a anunciar a escalação com Júlio César na lateral-esquerda; este, provavelmente, estivesse em casa assistindo ao jogo, e recuperando-se de lesão muscular. Sensacional.
No fim das contas, Miralles entrou na vaga de Léo Gago, se juntando a Bertoglio e André Lima no ataque. Marco Antônio recompôs a meia-cancha pela esquerda, fazendo praticamente uma linha com Fernando e Souza. Muitos podem dizer que Bertoglio poderia ter jogado no meio, mas na 1ª etapa ele ficou trocando de posicionamento com Miralles, cada um em uma ponta. A intenção foi excelente, só que esqueceram de avisar ao camisa 18 que o jogo tinha certa importância, e que ele precisaria jogar. É, não jogou. Absolutamente nada, como de costume. A escalação inicial deve ter causado orgasmos nas chinas de fronteira da torcida do Grêmio, que não podem ouvir um jogador "hablar castellano" que já se abrem, só que não deu em nada; o time perdeu totalmente a consistência no meio-campo, sem contar que a excelente marcação do Inter impossibilitou movimentos ofensivos com algum resquício de criatividade. Na 1ª etapa, o time não deu nenhum chute a gol. Nada. Produção estéril.
Não obstante, a zaga voltou a fazer água frente a um ataque mais qualificado. Werley e Gilberto Silva já haviam se visto em apuros contra Leandro Damião e Jajá, mas o Colorado pecava no último passe. E justamente o jogador ofensivo com a pior produção no time vermelho foi o responsável por abrir o marcador. Depois de um contra-ataque, a bola pipocou na área gremista, Gabriel tentou afastar, mas deu um belíssimo passe de calcanhar para Jesús Dátolo bater de perna direita, sem chances para Victor. Eram aproximadamente uns 35', não tomei notas ao acompanhar a partida. Talvez o resultado mais justo fosse o empate, só que quando apenas um dos times finaliza, este não fez mais que sua obrigação, e a vantagem no placar é consequência. Enquanto isto, Bertoglio apenas sofria faltas, e André Lima e Miralles apanhavam da bola, completamente agoniados por não serem abastecidos. Houve uma jogada em que André foi buscar jogo na ponta-esquerda, e tentou abrir espaço a dribles. Óbvio que não rolou. Constrangedor.
O intervalo mostrou mais uma vez porque o Grêmio acertou na escolha do treinador, e porque o Inter sofre com o seu. Luxemburgo percebeu que de boas intenções o inferno está cheio, e sacou Miralles do time, ingressando Marquinhos, e também trocou André Lima por Marcelo Moreno - aqui já adianto, fora uma cabeçada fraca do boliviano, foi uma troca de 6 por 1/2 dúzia. Marquinhos foi fazer a função cumprida por Marco Antônio nos primeiros 45', e este foi ser o "1" do esquema, digamos, ideal. O jogo seguiu sem nada muito digno de nota, com o Inter recuando um pouco, até que em uma trapalhada de Rodrigo Moledo (o melhor em campo, na minha opinião - só errou naquela jogada), o zagueiro precisou cometer falta em Moreno. Dátolo pagou geral, e parecia pressentir o pior, que de fato aconteceu: Fernando, de excelente atuação, cobrou a falta no poste, e, no rebote, Werley completou. Empate e catarse coletiva dos 2 mil gremistas presentes no estádio porto-alegrense na Copa '14.
O Inter pareceu sentir o gol, mas foram apenas 5' onde o Grêmio pareceu querer para si o controle da partida. Até que aconteceu o lance mais peculiar do campeonato - mais até que a mordida do cão da BM no atacante do Caxias; Jajá mandou uma porrada da intermediária, e exigiu uma ótima defesa de Victor. Tudo certo, só que na cobrança do escanteio, o gandula repôs rapidamente para o cruzamento de Dátolo e Vanderlei Luxemburgo saiu à caça do rapaz, e causou um reboliço sem razão, pois o lance não levaria perigo algum ao gol gremista. Momentos de briga, ameaças, gritedo, e depois de dizer algumas verdades para Márcio Chagas da Silva e para o 4º árbitro, Luxemburgo foi para o chuveiro mais cedo (?). Paulo Paixão e André Lima, ambos também envolvidos no rolo, ficaram no comando técnico da equipe, sobretudo o centroavante, que trocava informações por celular com o treinador, além de orientar Leandro, quando este foi a campo. Parece claro que, por conta disto, o garoto nada fez - entrou na vaga de Bertoglio.
De tanto brigar por escanteio, o gol da vitória do Inter não poderia sair de outra maneira. Faltando cerca de 10' para o final da partida, Jajá cobrou escanteio da direita, e Fabrício apareceu como centroavante, completamente desmarcado, para acabar com a trajetória do Grêmio no Gauchão 2012. Diga-se de passagem, voltando na casinha do sistema defensivo, que foi muito mal, o Inter ganhou quase todas pelo alto. Muitos fatores para "chamar" o gol vermelho que definiu tudo. No fim das contas, pela atuação fraca do Grêmio, e maior eficiência do Inter, se fez justiça no placar. Além da já destacada atuação de Rodrigo Moledo, o Inter teve em Tinga mais um expoente, ainda que, por vezes, quisesse apitar o clássico. Do lado gremista, Fernando e Pará (!) foram bem, mas as péssimas atuações de Gabriel e Marco Antônio foram comprometedoras, para ser bonzinho.
Agora, para o Grêmio, tudo é Copa do Brasil, e vejo isto como um fato positivo, naquela velha mania de querer ver algo bom nas derrotas. Jogos apenas nos meios de semana até o Brasileirão, e tranquilidade para enfrentar o Fortaleza, pelas oitavas-de-final da Copa. O confronto começa na próxima quinta-feira, às 21h50, no Presidente Vargas - viagem longa, torcida adversária ensandecida, e um time que vai correr e pegar muito. Nada melhor que priorizar isto, sem ter uma pressão maior com outra decisão concomitante. A derrota no Gre-Nal não foi tão comprometedora, não tem potencial devastador (xô, terra arrasada!), e na terça-feira ninguém mais lembrará de nada. O Tricolor viajará completo, podendo já contar com Mário Fernandes, e a medida que as etapas vão sendo cumpridas, o time vai encorpando em busca do penta-campeonato da 2ª competição nacional mais importante.
* "do lado azul", porque espero que o colega Carlos Paiva poste uma visão colorada sobre o clássico.
Meu foco é o lado azul*, lado derrotado. Assisti ao jogo na companhia do amigo e colega blogueiro Lucas Estega, do Futebol Além dos Gramados, e, chegamos a um consenso; o jogo foi ruim, e teríamos chegado à mesma conclusão se o Tricolor tivesse vencido nas mesmas condições. Luxemburgo fez um mistério que, para mim, foi genial, mas no contexto da partida foi desnecessário - a escalação do time foi divulgada apenas quando os 18 relacionados estavam no gramado do Beira-Rio. A ideia era não mexer muito na estrutura do time, consolidado no 4-3-1-2, entretanto o treinador "inovou" (poderia dizer que inventou) botando o time em um 4-3-3 desproposital, sobretudo porque quem tinha que atacar e propor o jogo era o Internacional, até por ser o mandante. O mistério foi tanto, que o telão/sistema de som do estádio chegou a anunciar a escalação com Júlio César na lateral-esquerda; este, provavelmente, estivesse em casa assistindo ao jogo, e recuperando-se de lesão muscular. Sensacional.
No fim das contas, Miralles entrou na vaga de Léo Gago, se juntando a Bertoglio e André Lima no ataque. Marco Antônio recompôs a meia-cancha pela esquerda, fazendo praticamente uma linha com Fernando e Souza. Muitos podem dizer que Bertoglio poderia ter jogado no meio, mas na 1ª etapa ele ficou trocando de posicionamento com Miralles, cada um em uma ponta. A intenção foi excelente, só que esqueceram de avisar ao camisa 18 que o jogo tinha certa importância, e que ele precisaria jogar. É, não jogou. Absolutamente nada, como de costume. A escalação inicial deve ter causado orgasmos nas chinas de fronteira da torcida do Grêmio, que não podem ouvir um jogador "hablar castellano" que já se abrem, só que não deu em nada; o time perdeu totalmente a consistência no meio-campo, sem contar que a excelente marcação do Inter impossibilitou movimentos ofensivos com algum resquício de criatividade. Na 1ª etapa, o time não deu nenhum chute a gol. Nada. Produção estéril.
Não obstante, a zaga voltou a fazer água frente a um ataque mais qualificado. Werley e Gilberto Silva já haviam se visto em apuros contra Leandro Damião e Jajá, mas o Colorado pecava no último passe. E justamente o jogador ofensivo com a pior produção no time vermelho foi o responsável por abrir o marcador. Depois de um contra-ataque, a bola pipocou na área gremista, Gabriel tentou afastar, mas deu um belíssimo passe de calcanhar para Jesús Dátolo bater de perna direita, sem chances para Victor. Eram aproximadamente uns 35', não tomei notas ao acompanhar a partida. Talvez o resultado mais justo fosse o empate, só que quando apenas um dos times finaliza, este não fez mais que sua obrigação, e a vantagem no placar é consequência. Enquanto isto, Bertoglio apenas sofria faltas, e André Lima e Miralles apanhavam da bola, completamente agoniados por não serem abastecidos. Houve uma jogada em que André foi buscar jogo na ponta-esquerda, e tentou abrir espaço a dribles. Óbvio que não rolou. Constrangedor.
O intervalo mostrou mais uma vez porque o Grêmio acertou na escolha do treinador, e porque o Inter sofre com o seu. Luxemburgo percebeu que de boas intenções o inferno está cheio, e sacou Miralles do time, ingressando Marquinhos, e também trocou André Lima por Marcelo Moreno - aqui já adianto, fora uma cabeçada fraca do boliviano, foi uma troca de 6 por 1/2 dúzia. Marquinhos foi fazer a função cumprida por Marco Antônio nos primeiros 45', e este foi ser o "1" do esquema, digamos, ideal. O jogo seguiu sem nada muito digno de nota, com o Inter recuando um pouco, até que em uma trapalhada de Rodrigo Moledo (o melhor em campo, na minha opinião - só errou naquela jogada), o zagueiro precisou cometer falta em Moreno. Dátolo pagou geral, e parecia pressentir o pior, que de fato aconteceu: Fernando, de excelente atuação, cobrou a falta no poste, e, no rebote, Werley completou. Empate e catarse coletiva dos 2 mil gremistas presentes no estádio porto-alegrense na Copa '14.
O Inter pareceu sentir o gol, mas foram apenas 5' onde o Grêmio pareceu querer para si o controle da partida. Até que aconteceu o lance mais peculiar do campeonato - mais até que a mordida do cão da BM no atacante do Caxias; Jajá mandou uma porrada da intermediária, e exigiu uma ótima defesa de Victor. Tudo certo, só que na cobrança do escanteio, o gandula repôs rapidamente para o cruzamento de Dátolo e Vanderlei Luxemburgo saiu à caça do rapaz, e causou um reboliço sem razão, pois o lance não levaria perigo algum ao gol gremista. Momentos de briga, ameaças, gritedo, e depois de dizer algumas verdades para Márcio Chagas da Silva e para o 4º árbitro, Luxemburgo foi para o chuveiro mais cedo (?). Paulo Paixão e André Lima, ambos também envolvidos no rolo, ficaram no comando técnico da equipe, sobretudo o centroavante, que trocava informações por celular com o treinador, além de orientar Leandro, quando este foi a campo. Parece claro que, por conta disto, o garoto nada fez - entrou na vaga de Bertoglio.
De tanto brigar por escanteio, o gol da vitória do Inter não poderia sair de outra maneira. Faltando cerca de 10' para o final da partida, Jajá cobrou escanteio da direita, e Fabrício apareceu como centroavante, completamente desmarcado, para acabar com a trajetória do Grêmio no Gauchão 2012. Diga-se de passagem, voltando na casinha do sistema defensivo, que foi muito mal, o Inter ganhou quase todas pelo alto. Muitos fatores para "chamar" o gol vermelho que definiu tudo. No fim das contas, pela atuação fraca do Grêmio, e maior eficiência do Inter, se fez justiça no placar. Além da já destacada atuação de Rodrigo Moledo, o Inter teve em Tinga mais um expoente, ainda que, por vezes, quisesse apitar o clássico. Do lado gremista, Fernando e Pará (!) foram bem, mas as péssimas atuações de Gabriel e Marco Antônio foram comprometedoras, para ser bonzinho.
Agora, para o Grêmio, tudo é Copa do Brasil, e vejo isto como um fato positivo, naquela velha mania de querer ver algo bom nas derrotas. Jogos apenas nos meios de semana até o Brasileirão, e tranquilidade para enfrentar o Fortaleza, pelas oitavas-de-final da Copa. O confronto começa na próxima quinta-feira, às 21h50, no Presidente Vargas - viagem longa, torcida adversária ensandecida, e um time que vai correr e pegar muito. Nada melhor que priorizar isto, sem ter uma pressão maior com outra decisão concomitante. A derrota no Gre-Nal não foi tão comprometedora, não tem potencial devastador (xô, terra arrasada!), e na terça-feira ninguém mais lembrará de nada. O Tricolor viajará completo, podendo já contar com Mário Fernandes, e a medida que as etapas vão sendo cumpridas, o time vai encorpando em busca do penta-campeonato da 2ª competição nacional mais importante.
* "do lado azul", porque espero que o colega Carlos Paiva poste uma visão colorada sobre o clássico.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Drops copeiros (do Brasil)
Começaram as peleias válidas pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, com 3 jogos disputados ontem à noite. Aqui cabe uma análise do contexto, pois acompanhei en directo (além do VT) apenas alguns minutos da vitória do Palmeiras sobre o Paraná, em Curitiba. Das 3 partidas, apenas 1 deu “a lógica”, onde o time de Série A se sobressaiu sobre o de Série B e encaminhou sua classificação, no caso do Alviverde (“Imponente”, como escreveu Antônio Sergi) paulista. Bahia e, principalmente, Goiás também se mantém com boas possibilidades para o jogo de volta.
Como referi anteriormente, o Palmeiras conseguiu um grande resultado, vencendo o Paraná, na Vila Capanema, por 1-2. Depois da surpreendente eliminação no Paulistão, para o Guarani, os comandados de Felipão sacudiram a poeira, deram a volta por cima, e botam um pé nas quartas-de-final da Copa. O resultado foi melhor que a atuação, tomando como base os minutos que acompanhei, uma vez que o Palmeiras tem enormes dificuldades na armação das jogadas, sendo muito dependente dos rompantes de velocidade de Mazinho, estreante da noite, e, óbvio, das bolas paradas executadas cirurgicamente por Marcos Assunção, que abriu o placar cobrando falta, aos 22’. Previsibilidade e eficiência dos paulistas.
Surpreendeu a gana que jogaram os Tricolores das Araucárias, tanto os 11 dentro do campo, quanto os cerca de 15 mil nas arquibancadas. Mesmo estando nas 2ªs divisões do Brasil e do Paraná, o time mostrou brios, correndo como loucos, e ainda buscariam o empate antes do fim da 1ª etapa, com o meia Luisinho, aproveitando rebote do goleiro Bruno. No 2º tempo, mesmo abaixo de frio e chuva, o jogo ficou quente, com o Paraná vendo que poderia virar o jogo, e o Palmeiras aproveitando as brechas que a (fraquíssima) marcação dos paranistas proporcionava. A correria desenfreada se manteve, entretanto os times não foram suficientemente criativos para tirar o 1-1 do placar.
Aos 33’ da 2ª etapa, Henrique cometeu pênalti absurdo em Patrik, que o seu xará converteu. Palmeiras na frente, e com ótima vantagem para o jogo de volta. O Paraná precisará vencer por 2 ou mais gols de diferença, ou até por 1, desde que por 2-3 ou mais; qualquer outro resultado qualifica os alviverdes para enfrentar o vencedor de Cruzeiro-Atlético/PR, que começam a se degladiar na próxima quarta-feira, na mesma Vila Capanema. A não ser que aconteça um grande acidente, maior até que a eliminação palmeirense no Estadual, Felipão e sua trupe estarão na próxima fase. Mas nas quartas-de-final a exigência será infinitamente maior, aí não sei não... O Paraná, com esse time, certamente volta à elite paranaense, e não cairá na Série B.
Nas outras 2 partidas, mais confrontos Série A vs Série B. No Serra Dourada, o Goiás recebeu o até então invicto em 2012 Atlético/MG. Até então, pois o esmeraldino se impôs, de forma até surpreendente, e venceu com total autoridade o time de Cuca, por 2-0, gols do eterno pretendido pela dupla Gre-Nal Rafael Tolói, e Ricardo Goulart, em jogada do glorioso Ramón(stro). Confronto em aberto, pela melhor capacidade do time mineiro. O vencedor pega São Paulo-Ponte Preta. Já no Canindé, Portuguesa e Bahia fizeram um jogo morno na estréia de Geninho nos lusitanos. O Bahia jogou melhor, e deve confirmar classificação para pegar Grêmio ou Fortaleza. Hoje jogam Ponte Preta-São Paulo e Coritiba-Paysandu.
Como referi anteriormente, o Palmeiras conseguiu um grande resultado, vencendo o Paraná, na Vila Capanema, por 1-2. Depois da surpreendente eliminação no Paulistão, para o Guarani, os comandados de Felipão sacudiram a poeira, deram a volta por cima, e botam um pé nas quartas-de-final da Copa. O resultado foi melhor que a atuação, tomando como base os minutos que acompanhei, uma vez que o Palmeiras tem enormes dificuldades na armação das jogadas, sendo muito dependente dos rompantes de velocidade de Mazinho, estreante da noite, e, óbvio, das bolas paradas executadas cirurgicamente por Marcos Assunção, que abriu o placar cobrando falta, aos 22’. Previsibilidade e eficiência dos paulistas.
Surpreendeu a gana que jogaram os Tricolores das Araucárias, tanto os 11 dentro do campo, quanto os cerca de 15 mil nas arquibancadas. Mesmo estando nas 2ªs divisões do Brasil e do Paraná, o time mostrou brios, correndo como loucos, e ainda buscariam o empate antes do fim da 1ª etapa, com o meia Luisinho, aproveitando rebote do goleiro Bruno. No 2º tempo, mesmo abaixo de frio e chuva, o jogo ficou quente, com o Paraná vendo que poderia virar o jogo, e o Palmeiras aproveitando as brechas que a (fraquíssima) marcação dos paranistas proporcionava. A correria desenfreada se manteve, entretanto os times não foram suficientemente criativos para tirar o 1-1 do placar.
Aos 33’ da 2ª etapa, Henrique cometeu pênalti absurdo em Patrik, que o seu xará converteu. Palmeiras na frente, e com ótima vantagem para o jogo de volta. O Paraná precisará vencer por 2 ou mais gols de diferença, ou até por 1, desde que por 2-3 ou mais; qualquer outro resultado qualifica os alviverdes para enfrentar o vencedor de Cruzeiro-Atlético/PR, que começam a se degladiar na próxima quarta-feira, na mesma Vila Capanema. A não ser que aconteça um grande acidente, maior até que a eliminação palmeirense no Estadual, Felipão e sua trupe estarão na próxima fase. Mas nas quartas-de-final a exigência será infinitamente maior, aí não sei não... O Paraná, com esse time, certamente volta à elite paranaense, e não cairá na Série B.
Nas outras 2 partidas, mais confrontos Série A vs Série B. No Serra Dourada, o Goiás recebeu o até então invicto em 2012 Atlético/MG. Até então, pois o esmeraldino se impôs, de forma até surpreendente, e venceu com total autoridade o time de Cuca, por 2-0, gols do eterno pretendido pela dupla Gre-Nal Rafael Tolói, e Ricardo Goulart, em jogada do glorioso Ramón(stro). Confronto em aberto, pela melhor capacidade do time mineiro. O vencedor pega São Paulo-Ponte Preta. Já no Canindé, Portuguesa e Bahia fizeram um jogo morno na estréia de Geninho nos lusitanos. O Bahia jogou melhor, e deve confirmar classificação para pegar Grêmio ou Fortaleza. Hoje jogam Ponte Preta-São Paulo e Coritiba-Paysandu.
Dos Males o Menor
O Internacional empatou com o Fluminense pelo placar de 0 a 0. Apos um primeiro tempo truncado, batido na meia cancha e com pouco futebol o time Colorado voltou na segunda etapa com "sangue nos olhos" pressionando o time carioca. Até os 20 minutos da segunda etapa o Fluminense tomou uma pressão enorme do time colorado que ainda desperdiçou um pênalti. O tricolor das Laranjeiras até que deu uma reagida no decorrer do jogo exigindo uma defesa que fez honrar o pagamento do dia 5 de cada mês ao goleiro Muriel. Mas o colorado retomou o comando das ações, atacou, foi superior e colocou até uma bola na trave com o Jô porém o jogo terminou sem gols no placar.
Apesar errar um pênalti o argentino Dátolo ainda possui muitos créditos com a torcida que veste vermelho e branco mas certamente que esse gol fará muita falta para o jogo de volta no Engenhão. Sandro Silva e Guiñazu formam uma baita dupla de volantes dinâmicos, marcadores e com boa saída de bola coisa rara hoje no futebol. Tinga foi muito bem atuando em alto nivel, Damião quando abastecido incomodou a defesa de Abel Braga, Nei e Fabrício ambos fizeram uma boa partida.
Dorival Junior fez o simples. Quando o Kleber se machucou colocou o Fabrício o lateral reserva. Escalou um time equilibrado na meia cancha, mesmo com a lesão de Dagoberto que recuava muito e estava um pouco abaixo do seu rendimento normal pois este joga melhor como segundo atacante que não abalou o pensamento do comandante com sua tática de 4-2-3-1. Ostentou a ideia colocando Jaja Coelho que correspondeu bem ajudando a meia cancha colorada se postando a frente, marcando a saída de bola dos cariocas e isso definitivamente mudou o panorama do jogo. Também ajudou a sanar algumas duvidas sobre o esquema colorado que não tem nada de 4-4-2 e sim uma linha três meias, recuando o Dagoberto fazendo este render menos. Pode-se entender como um desperdício de talento. O Inter ficou o ano de 2011 inteiro buscando um segundo atacante, fez das tripas coração para trazer Dagoberto porém Dorival tem uma linha de pesamento ostentada ontem com a entrada de Jaja Coelho pois se fosse o 4-4-2 a opção obvia seria a entrada de Gilberto que pode fazer jogadas de lado. Ao menos Dorival mostra convicção em sua ideia de futebol sem seus principais jogadores de criação que é D´Alessandro e Oscar.
Portanto o Colorado vai para o Rio de Janeiro buscando no minimo qualquer empate com gols para se creditar a próxima fase da competição mais charmosa das Américas.
Destaque: Sandro Silva e Guiñazu foram muito bem, Tinga fez uma baita atuação, Damião fez uma jogadaça dando uma janelinha no defensor carioca e tentou um "Charles" logo em seguida e incomodou muito a defesa do Flusão, Índio e Moledo quando quando exigidos mostraram serviço assim como Muriel.
Decepção: Se esperava um pouco mais de atitude de Dátolo que depois de errar o pênalti se abalou e sumiu do jogo.
*O Bolivar venceu o Santos por 2 a 1. Mas certamente o time praiano vai reverter essa pequena desvantagem e eliminar essa chance de zebra na Vila Belmiro.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Chave para fechar e abrir
Há horas venho pensando seriamente nos 2 assuntos ligados ao Grêmio que vem dando maior polêmica nos últimos tempos: inauguração da Arena e despedida do Olímpico. Muitas ideias pairam sobre esta caixa craniana, e muitas coisas se ouvem por aí, desde especulações, até confirmações - que, aliás, não me agradam muito. Duas coisas estão certas, até agora, que haverá um show da Madonna, no dia 9 de dezembro, para possivelmente fechar as portas do Velho Casarão, e que o Bayern, de Munique, deve inaugurar a Arena, caso não ganhe o campeonato continental que disputa. Queria colocar algumas coisas que povoam minha mente no papel, e uma conversa com o amigo Elói Saldanha Jr., do recém-criado blog "Futebol Além dos Gramados", ajudou a abrir um pouco minha mente.
Começando pelo fim. O fim do Olímpico Monumental. Quase 58 anos abrigando o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, palco de grandes partidas, decisões e títulos do Tricolor, também foi palco de muitos e grandes shows ao longo dessas 6 décadas. Só vou focar na última década, com o auxílio da nossa gloriosa Wikipédia: Eric Clapton, Roger Waters, Rush e Lenny Kravitz pisaram no estádio para fazerem seus espetáculos sem bola nos pés. Meu pai, coloradaço, me fala com carinho do show do Sting no Monumental, lá por 1987, se não me falha a memória. Vejam bem, Sting, ninguém menos que o cara que levava o The Police nas costas. Agora os gestores do clube permitem que a Madonna faça os últimos trabalhos do nosso templo sagrado? Isto é completamente inadmissível. Ela é a Rainha do Pop? Beleza, que seja, mas o Grêmio não é um clube "pop", aliás, existe um clube em Porto Alegre que se orgulha de ser chamado assim. Enfim, deixa pra lá...
Para mim, deveria acabar como começou, com um grande jogo. As passagens de grandes músicos pelo Olímpico entraram para a história, e sei que muitos gremistas tem um enorme orgulho disto. Sei também que alguns gremistas se orgulharão de receber uma artista do tamanho da Madonna no nosso estádio. Eu não. Nada contra a moça (!), muito pelo contrário, respeito demais o sucesso que ela faz há sei lá quantas décadas - certamente mais tempo do que tenho de vida. Entretanto, não é um espetáculo com o qual a maioria de nossa torcida se identifica, disto tenho certeza. Como a produtora não tinha outro lugar decente para socar um show desses, aproveitou-se o Monumental; bueno, se a direção gremista conseguir tirar uma boa grana desse fiasco, minha indignação irá reduzir um pouco. Minha preferência seria colocar em risco a história do estádio (e do clube), fazendo o encerramento com o Gre-Nal da última rodada do Brasileirão, no dia 2 de dezembro e já era, fecha as portas. Sei que muitos gremistas (inglórios) iriam tremer de medo, mas quer jogo mais digno para a ocasião? No festival de inauguração levamos 6 deles, o estádio não caiu, o clube não acabou, e não deixamos de conquistar títulos na nossa casa.
Já quanto a inauguração da nova Arena (que dizem ser "multiuso", entre outras mumunhas de 1º mundo), me divido em 2 correntes, tanto para sugestão de evento, quanto para pontuar uma questão ventilada desde ontem na imprensa. Primeiro, ao apontamento: foi falado que, com a recusa dos australianos do AC/DC, a Grêmio Empreendimentos iria buscar o Foo Fighters para fazer a abertura dos trabalhos no estádio. Desde já confesso que estou secando fortemente esta possibilidade, mas é o escriba Jhon Willian que o faz, e não por não gostar de Dave Grohl e cia., pelo contrário (no início do mês, inclusive, assisti a um show dos caras em São Paulo - mais um motivo para secar [risos]). Sem contar que já se falou em nomes como U2 e Rolling Stones; mais uma vez, nada contra as bandas. É que tem o seguinte, um show desses caras, seria um evento (e que evento!) para Porto Alegre, e, aqui entre nós, o acontecimento da inauguração do novo estádio do Grêmio, deve ser destinado APENAS aos gremistas, no meu ver. Duvido que não haja 1 colorado (ou torcedor de qualquer time que seja) que não queira assistir aos Stones em Porto Alegre, duvido mesmo. Delimitação de público, esta é uma ideia, e não é com shows de grande magnitude que isto será feito.
O que penso a respeito, já pensava, e a conversa com o Elói apenas me limpou as vistas: lembrei do festival de inauguração do Olímpico, há quase 58 anos, quando aconteceu um triangular envolvendo o próprio Grêmio, o Internacional e o Nacional, de Montevidéu - já lembrei há 2 parágrafos o que aconteceu, e não preciso fazê-lo novamente. Penso em algo semelhante a isto, e aqui transcrevo uma sugestão bastante superficial, porque não entendo muito de elaboração de eventos, tampouco de publicidade, e como isto se enquadraria. Seria realizado um torneio semi-final com 4 equipes, e eu sugeriria, além do Grêmio, o Nacional/URU, o Ajax e o Club Almagro, da Argentina. 2 clubes com laços históricos muito fortes com o Grêmio, e um clube europeu com participação na nossa história. O Grêmio participaria do 1º jogo, por óbvio, e entre este jogo e a outra semi-final, seriam realizados shows com artistas identificados com o Grêmio, como Humberto Gessinger (e os Engenheiros do Hawaii, fosse o caso), Tico Santa Cruz (e os Detonautas), Adriana Calcanhoto, Renato Borghetti, Wander Wildner, Michel Teló, algum pagodeiro, enfim, para atender a todos os gostos dos gremistas. Acredito eu que nem todos sejam fãs de rock pesado.
Assim seria feito antes da final, ou como fosse definido o regulamento do torneio, ficaria à cargo dos gestores e organizadores. Deste modo, a festa de abertura da Arena aos gremistas não seria restrita a um nicho de consumidores (de rock'n'roll, no caso), se restringiria aos gremistas, e aí se faria exigível a obrigatoriedade de ser sócio para participar do evento. Valorizaria os vínculos que o clube Grêmio Foot-ball Porto Alegrense tem com alguns clubes no mundo afora, e valorizaria os talentos daqui, que são assumidamente gremistas, ao invés de trazer atrações do exterior que talvez sequer saibam o que é futebol, muito menos o que é o Grêmio. E finalizando, abro espaço para os gremistas fazerem suas sugestões, do que gostariam de ver na inauguração da nossa Arena, e as opiniões sobre o show (e jogo) de despedida do Olímpico.
Antes do Esquecimento
Começando pelo fim. O fim do Olímpico Monumental. Quase 58 anos abrigando o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense, palco de grandes partidas, decisões e títulos do Tricolor, também foi palco de muitos e grandes shows ao longo dessas 6 décadas. Só vou focar na última década, com o auxílio da nossa gloriosa Wikipédia: Eric Clapton, Roger Waters, Rush e Lenny Kravitz pisaram no estádio para fazerem seus espetáculos sem bola nos pés. Meu pai, coloradaço, me fala com carinho do show do Sting no Monumental, lá por 1987, se não me falha a memória. Vejam bem, Sting, ninguém menos que o cara que levava o The Police nas costas. Agora os gestores do clube permitem que a Madonna faça os últimos trabalhos do nosso templo sagrado? Isto é completamente inadmissível. Ela é a Rainha do Pop? Beleza, que seja, mas o Grêmio não é um clube "pop", aliás, existe um clube em Porto Alegre que se orgulha de ser chamado assim. Enfim, deixa pra lá...
Para mim, deveria acabar como começou, com um grande jogo. As passagens de grandes músicos pelo Olímpico entraram para a história, e sei que muitos gremistas tem um enorme orgulho disto. Sei também que alguns gremistas se orgulharão de receber uma artista do tamanho da Madonna no nosso estádio. Eu não. Nada contra a moça (!), muito pelo contrário, respeito demais o sucesso que ela faz há sei lá quantas décadas - certamente mais tempo do que tenho de vida. Entretanto, não é um espetáculo com o qual a maioria de nossa torcida se identifica, disto tenho certeza. Como a produtora não tinha outro lugar decente para socar um show desses, aproveitou-se o Monumental; bueno, se a direção gremista conseguir tirar uma boa grana desse fiasco, minha indignação irá reduzir um pouco. Minha preferência seria colocar em risco a história do estádio (e do clube), fazendo o encerramento com o Gre-Nal da última rodada do Brasileirão, no dia 2 de dezembro e já era, fecha as portas. Sei que muitos gremistas (inglórios) iriam tremer de medo, mas quer jogo mais digno para a ocasião? No festival de inauguração levamos 6 deles, o estádio não caiu, o clube não acabou, e não deixamos de conquistar títulos na nossa casa.
Já quanto a inauguração da nova Arena (que dizem ser "multiuso", entre outras mumunhas de 1º mundo), me divido em 2 correntes, tanto para sugestão de evento, quanto para pontuar uma questão ventilada desde ontem na imprensa. Primeiro, ao apontamento: foi falado que, com a recusa dos australianos do AC/DC, a Grêmio Empreendimentos iria buscar o Foo Fighters para fazer a abertura dos trabalhos no estádio. Desde já confesso que estou secando fortemente esta possibilidade, mas é o escriba Jhon Willian que o faz, e não por não gostar de Dave Grohl e cia., pelo contrário (no início do mês, inclusive, assisti a um show dos caras em São Paulo - mais um motivo para secar [risos]). Sem contar que já se falou em nomes como U2 e Rolling Stones; mais uma vez, nada contra as bandas. É que tem o seguinte, um show desses caras, seria um evento (e que evento!) para Porto Alegre, e, aqui entre nós, o acontecimento da inauguração do novo estádio do Grêmio, deve ser destinado APENAS aos gremistas, no meu ver. Duvido que não haja 1 colorado (ou torcedor de qualquer time que seja) que não queira assistir aos Stones em Porto Alegre, duvido mesmo. Delimitação de público, esta é uma ideia, e não é com shows de grande magnitude que isto será feito.
O que penso a respeito, já pensava, e a conversa com o Elói apenas me limpou as vistas: lembrei do festival de inauguração do Olímpico, há quase 58 anos, quando aconteceu um triangular envolvendo o próprio Grêmio, o Internacional e o Nacional, de Montevidéu - já lembrei há 2 parágrafos o que aconteceu, e não preciso fazê-lo novamente. Penso em algo semelhante a isto, e aqui transcrevo uma sugestão bastante superficial, porque não entendo muito de elaboração de eventos, tampouco de publicidade, e como isto se enquadraria. Seria realizado um torneio semi-final com 4 equipes, e eu sugeriria, além do Grêmio, o Nacional/URU, o Ajax e o Club Almagro, da Argentina. 2 clubes com laços históricos muito fortes com o Grêmio, e um clube europeu com participação na nossa história. O Grêmio participaria do 1º jogo, por óbvio, e entre este jogo e a outra semi-final, seriam realizados shows com artistas identificados com o Grêmio, como Humberto Gessinger (e os Engenheiros do Hawaii, fosse o caso), Tico Santa Cruz (e os Detonautas), Adriana Calcanhoto, Renato Borghetti, Wander Wildner, Michel Teló, algum pagodeiro, enfim, para atender a todos os gostos dos gremistas. Acredito eu que nem todos sejam fãs de rock pesado.
Assim seria feito antes da final, ou como fosse definido o regulamento do torneio, ficaria à cargo dos gestores e organizadores. Deste modo, a festa de abertura da Arena aos gremistas não seria restrita a um nicho de consumidores (de rock'n'roll, no caso), se restringiria aos gremistas, e aí se faria exigível a obrigatoriedade de ser sócio para participar do evento. Valorizaria os vínculos que o clube Grêmio Foot-ball Porto Alegrense tem com alguns clubes no mundo afora, e valorizaria os talentos daqui, que são assumidamente gremistas, ao invés de trazer atrações do exterior que talvez sequer saibam o que é futebol, muito menos o que é o Grêmio. E finalizando, abro espaço para os gremistas fazerem suas sugestões, do que gostariam de ver na inauguração da nossa Arena, e as opiniões sobre o show (e jogo) de despedida do Olímpico.
Antes do Esquecimento
- Comecei o post ontem, 24 de abril, uma data importantíssima: há 59 anos começava a ser erguido o nosso Velho Casarão, do qual estamos discutindo uma melhor maneira de nos despedirmos. Lugar onde vivi muitas emoções, tanto boas, quanto ruins; onde chorei de alegria, de tristeza, dei risada com os amigos, assisti a grandes jogos, torcendo quase que doentiamente por este gigante do futebol que é o Grêmio. Cada vez que penso que estamos vivendo os últimos momentos podendo admirar aquela montanha de concreto e aço, que parece ter vida própria, me dá um aperto no coração. E o site Globo Esporte aproveitou o gancho, e fez uma excelente matéria sobre o assunto, a qual recomendo muito a leitura.
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