O Internacional fez neste 12 de fevereiro fez a sua melhor atuação na temporada. O Caxias nada pode fazer diante ao seu torcedor e perante a superioridade colorada. Isso se deve mais aos méritos do time de Dorival Junior do que tentar achar deméritos no time de Paulo Porto. O time que veste grena jogou bem. É dono de uma grande campanha neste gauchão e perdeu para um time muito superior que é o caso do Internacional. O colorado está com um time maduro, confiante e com muita segurança no que faz. O goleiro Muriel tem lá suas falhas mas num todo se tornou dono da camisa 1 do Beira-Rio, Elton apesar de improvisado não faz feio, R.Moledo é um zagueiro firme e passa segurança assim como Índio que vive uma de suas melhores fases no Beira-Rio aos 37 anos, Kleber é um lateral esquerdo de grande capacidade técnica, Bolatti é um volante que joga de cabeça erguida e desarma muito bem, Guiñazu é o leão do meio-campo desarma, corre e tem bom primeiro passe. D´Alesandro é maestro e o camisa 10, Oscar vive um grande momento o menino evolui a cada jogo assim como Dagoberto que vai se readaptando depois de longa parada no São Paulo e por ultimo Damião que cumpre a função 9 pois quando exigido resolve. Ainda estão de fora boas peças de reposição como inteligente Tinga, o Dátolo que vem sendo uma boa surpresa e o bom Gilberto.
Hoje a nação que veste vermelho e branco está feliz não apenas pelo resultado obtido no Centanário ou com a nova patrocinadora de material esportivo e sim por conhecer a sua escalação "de cor e salteado", conhcer a capacidade desses jogadores, confiam e o mais importante transmitem essa confiança. O colorado hoje é um time redondo, favorito a gauchão e Libertadores.
E o que mostra foi a atuação de hoje nos dois gols. Jogada começando com Kleber, passando para Oscar que enxergo Dagoberto entrando na área para marcar o primeiro gol da partida . O segundo gol foi uma tabelinha começando com Dagoberto e o Oscar devolvendo de calcanhar para Dagoberto que estufou a rede.
O que estas tem em comum é o entrosamento dos jogadores, a confiança para começar e terminar uma jogada e ai entra os méritos de Dorival Junior recuando um pouco Dagoberto assim este flutua junto com D´Alessandro e Oscar. Dagoberto por ser atacante sabe fazer gol é do "cacoete" do jogador.
Mas nem tudo é sonho de creme. Elton não é do lugar está improvisado e este defende bem mas na hora do ataque não tem o mesmo rendimento e Damião ainda sofre com um certo isolamento. Porém o Inter tem um time compacto e experiente e consegue balizar essas dificuldades.
Portanto o povo que veste vermelho e branco vai dormir feliz após grande atuação no Centenário. O Inter se consolida cada vez mais como um time "grande internacionalmente" eque durante os últimos anos vem obtendo resultados com taça e faixa no peito. E o mais complicado vem conseguindo se manter neste padrão. Isso tudo é um trabalho de longo prazo que começo lá em 2002 com Fernando Carvalho e esse sim é dirigente de outro nível, um dirigente superior.
*Destaque: Dagoberto e Oscar jogaram muito, D´Alessandro manteve o mesmo nível, Índio joga cada vez mais é um guri de 37 anos.
*Decepção: Hoje um Inter tem no seu elenco apenas um lateral direito de oficio. A direção tem que rever essa situação "pra ontem".
** O Cruzeiro de Porto Alegre mesmo perdendo 6 pontos mostra que tem bala na agulha e deu uma bolachada de 4 a 0 pra cima do Canoas que não mete medo em ninguém e é candidatíssimo a jogar a segundona.
*** E no BA-VI acabou em 0 a 0. Falcão é um conhecedor de futebol indiscutível e tem toda a minha torcida para que consiga realizar uma grande campanha com o Bahia.
Pergunta: Até quando a AG vai segurar esse contrato?
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Fora do comum...
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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
"Fue un baile en Asunción..."
Seguindo com a tentativa de cobertura da Copa Libertadores da América aqui no "Vida Cancheira", ontem parei para assistir ao 2º jogo do Grupo 5, o do Vasco da Gama, entre Libertad-Alianza Lima. A diferença que 15' fazem em um jogo de alto nível, como são os jogos da Libertadores, é algo assustador. O intervalo mudou completamente a história de um jogo que estava se tornando desastroso para o Libertad, com uma atuação boa, porém ineficiente, onde o experiente time paraguaio cansava de desperdiçar oportunidades, enquanto um Alianza Lima sem qualquer tipo de pressão jogava muito à vontade, explorando os contra-ataques, especialmente com o garoto Arroe e o colombiano Montaño, dando um trabalho imenso a defesa do Libertad.
Além do mais, o Libertad, apesar de ser um clube organizado, é um clube sem torcida, o que na Libertadores costuma fazer relativa diferença - aí me pego a pensar do que seria capaz este time se tivesse uma torcida como a do Cerro Porteño, para ficar somente no Paraguai. Um estádio Dr. Nicolás Leóz quase vazio teve o privilégio de assistir a uma avalanche gumarela no 2º tempo. O argentino Civelli tratou de fazer o gol de empate logo aos 2' da 2ª etapa, aproveitando rebote da jogada iniciada pelo ótimo lateral-esquerdo Samudio (camisa 10 do time [!]) e parcialmente finalizada por Caballero, que entrara na vaga de Nuñez, ainda no 1º tempo. O jogo continuou complicado, pois ainda um empate era um ótimo resultado para o Alianza, e o time peruano seguiu posicionado defensivamente, esperando uma improvável falha do Libertad, que voltou com sangue nos olhos.
Até que aos 22', com o jogo relativamente controlado, o Libertad teve um pênalti a seu favor, sofrido por Caballero, e convertido por Sergio Aquino. Daí em diante, a maionese peruana desandou lindamente, e a pressão do time alvinegro se instituiu de forma definitiva. Caballero, aos 33', aumentou a vantagem, depois de jogada do ótimo Civelli, melhor em campo e um dos artilheiros de La Copa, com 2 gols (os mesmos de Pulido, do Tigres; Herrera, do Unión Española; Orozco, do Cruz Azul e Estoyanoff, do Peñarol). Faltando 2 minutos para o final do jogo, a vitória foi consolidada com o gol contra do zagueiro peruano Walter Ibañez. Se seguir atuando como no 2º tempo de ontem, o Libertad se torna favorito a ir longe, muito longe nesta Libertadores. Os próximos compromissos do Grupo 5 são na quinta-feira que vem, quando o Libertad vai ao Parque Central enfrentar o Nacional, e no dia 6 de março, uma terça-feira, com Vasco da Gama contra o Alianza, em São Januário.
Nos Acréscimos
Além do mais, o Libertad, apesar de ser um clube organizado, é um clube sem torcida, o que na Libertadores costuma fazer relativa diferença - aí me pego a pensar do que seria capaz este time se tivesse uma torcida como a do Cerro Porteño, para ficar somente no Paraguai. Um estádio Dr. Nicolás Leóz quase vazio teve o privilégio de assistir a uma avalanche gumarela no 2º tempo. O argentino Civelli tratou de fazer o gol de empate logo aos 2' da 2ª etapa, aproveitando rebote da jogada iniciada pelo ótimo lateral-esquerdo Samudio (camisa 10 do time [!]) e parcialmente finalizada por Caballero, que entrara na vaga de Nuñez, ainda no 1º tempo. O jogo continuou complicado, pois ainda um empate era um ótimo resultado para o Alianza, e o time peruano seguiu posicionado defensivamente, esperando uma improvável falha do Libertad, que voltou com sangue nos olhos.
Até que aos 22', com o jogo relativamente controlado, o Libertad teve um pênalti a seu favor, sofrido por Caballero, e convertido por Sergio Aquino. Daí em diante, a maionese peruana desandou lindamente, e a pressão do time alvinegro se instituiu de forma definitiva. Caballero, aos 33', aumentou a vantagem, depois de jogada do ótimo Civelli, melhor em campo e um dos artilheiros de La Copa, com 2 gols (os mesmos de Pulido, do Tigres; Herrera, do Unión Española; Orozco, do Cruz Azul e Estoyanoff, do Peñarol). Faltando 2 minutos para o final do jogo, a vitória foi consolidada com o gol contra do zagueiro peruano Walter Ibañez. Se seguir atuando como no 2º tempo de ontem, o Libertad se torna favorito a ir longe, muito longe nesta Libertadores. Os próximos compromissos do Grupo 5 são na quinta-feira que vem, quando o Libertad vai ao Parque Central enfrentar o Nacional, e no dia 6 de março, uma terça-feira, com Vasco da Gama contra o Alianza, em São Januário.
Nos Acréscimos
- Ao mesmo tempo em que se degladiavam Libertad e Alianza Lima, Universidad Católica e Bolivar faziam uma partida bem movimentada em Santiago, válida pelo Grupo 3. O time celeste surpreendeu, explorando bem os contra-ataques, e abriu o placar aos 37', gol do uruguaio William Ferreira. Os cruzados acordaram após o gol sofrido e foram para cima, conseguindo o empate ainda no 1º tempo, 6' depois do gol do Bolivar, com o paraguaio Roberto Ovelar. Na 2ª parte, a Católica pressionou, mas não conseguiu a virada.
- Mais tarde, em Guayaquil, Emelec e Olimpia inauguraram o Grupo 2, grupo do Flamengo, debaixo de um dilúvio, que comprometeu completamente o andamento do jogo. A transmissão se dividia entre imagens do gramado enlameado e escorregadio e as imagens das ruas próximas ao estádio George Capwell, que pareciam extensões do Porto da cidade - importante ponto da economia equatoriana. O gol da vitória electrica foi marcado da única forma plausível, de pênalti, convertido por Lucho Figueroa, aos 5' da 2ª etapa.
- No Gauchão, o Veranópolis conseguiu um ótimo resultado ao empatar com o Lajeadense, na Arena, em 0 a 0. Com este resultado, o time pentacolor tirou o Grêmio do G4, ainda que pelos critérios de desempate. No Grupo 2, lidera o invicto Caxias, com 14 pontos. O maior rival grená, o Juventude, reagiu no Grupo 1, vencendo o Avenida em um recuperado Alfredo Jaconi (depois de uma tempestade que transformou o gramado em uma piscina), por 1 a 0, gol do zagueiro Rafael Pereira. O Lajeadense lidera o Grupo 1, com 11 pontos.
Dever casa feito...
O Inter vence a sua primeira partida na Copa Libertadores da America. Na realidade o time colorado fez o dever de casa encurralando o adversário no seu campo de defesa, não dando espaço e chutando muito em gol. Resultado dois a zero. Poderia ter sido mais não fosse o desperdício colorado. O time da P.Cacique abriu o placar com o garoto Oscar em uma tabelinha com Damião fazendo a famosa "parede" e o guri sem medo de ser feliz chutou a gol deslocando o goleiro Penny. Possivelmente Oscar tenha feito uma de suas melhores partidas com camisa vermelha e branca mesmo depois de uma semana conturbada com o seu ex-clube.
O Inter foi superior no jogo inteiro. Mas no primeiro tempo o time ficou meio acomodado trocando passes laterais mas ainda sim era infinitamente superior ao Juan Aurich do Peru.
Apesar do domino nem tudo foi flores ao time colorado. bem verdade que "dos males" foi o menor mas não gostei da atuação de Dagoberto que está jogando muito recuado e com isso deixando o Damião isolado. Dorival deveria repensar essa estrategia. Gostei do volante Bolatti, Elton não comprometeu. Na verdade o Inter fez uma baita partida. O argentino Dátolo entrou e fez o segundo na sua segunda partida pelo Internacional. Alias jogada mostra uma evolução do ano passado para cá. O time do Inter está chutando em gol. O lance do segundo gol iniciou com um chute forte do garoto João Paulo, o goleiro Penny dando rebote e então o hermano Dátolo aproveitou o rebote e chutou sem dó nem piedade.
D´Alessandro foi muito marcado. Na verdade apanhou como loco afinal ele é o camisa 10 do time é normal ser o mais visado por isso mesmo exalto essa vitoria que mostrou outros recursos como o Oscar que jogou muita bola, Damião não fez uma grande partida mas foi fundamental para o primeiro gol colorado é lance de quem sabe jogar, mostrou também que seu banco de reservas está bem montado pois o Inter melhorou com João Paulo e Dátolo. Resumindo o Inter é sim candidato ao titulo.
Portanto agora é arrumar a casa dando maior atenção ao gauchão que afinal é campeonato da nossa terra e o colorado tem obrigação de melhorar o seu desempenho. Até mesmo porque a próxima parada pela Libertadores é só no dia 08/03 contra o o atual campeão Santos de Neymar & CIA.
*Destaque: Oscar foi absoluto no jogo, gostei da atuação de Bolatti que entrou na finaleira (pelo fato de Tinga ter se lesionado), D´Alessandro apesar de apanhar muito foi muito bem. Dátolo e João Paulo também deram boa resposta.
*Decepção: Dorival poderia rever essa situação de Dagoberto e o isolamento de Damião.
**O Vascão fez feio na frente de sua fanática torcida perdendo para tradicionalismo Nacional do Uruguai. E pelo visto vai padecer para passar de fase.
***O Flusão passou um sufoco mas passou pelo argentino Arsenal de Sarandi e mostrou que no seu grupo se não abrir o olho vai fica pelo caminho.
****Neymar fez 3 na goleada de 4 a 1 do Santos sobre o Botafogo-SP.
Pergunta: Quando a AG vai assinar o tal contrato?
O Inter foi superior no jogo inteiro. Mas no primeiro tempo o time ficou meio acomodado trocando passes laterais mas ainda sim era infinitamente superior ao Juan Aurich do Peru.
Apesar do domino nem tudo foi flores ao time colorado. bem verdade que "dos males" foi o menor mas não gostei da atuação de Dagoberto que está jogando muito recuado e com isso deixando o Damião isolado. Dorival deveria repensar essa estrategia. Gostei do volante Bolatti, Elton não comprometeu. Na verdade o Inter fez uma baita partida. O argentino Dátolo entrou e fez o segundo na sua segunda partida pelo Internacional. Alias jogada mostra uma evolução do ano passado para cá. O time do Inter está chutando em gol. O lance do segundo gol iniciou com um chute forte do garoto João Paulo, o goleiro Penny dando rebote e então o hermano Dátolo aproveitou o rebote e chutou sem dó nem piedade.
D´Alessandro foi muito marcado. Na verdade apanhou como loco afinal ele é o camisa 10 do time é normal ser o mais visado por isso mesmo exalto essa vitoria que mostrou outros recursos como o Oscar que jogou muita bola, Damião não fez uma grande partida mas foi fundamental para o primeiro gol colorado é lance de quem sabe jogar, mostrou também que seu banco de reservas está bem montado pois o Inter melhorou com João Paulo e Dátolo. Resumindo o Inter é sim candidato ao titulo.
Portanto agora é arrumar a casa dando maior atenção ao gauchão que afinal é campeonato da nossa terra e o colorado tem obrigação de melhorar o seu desempenho. Até mesmo porque a próxima parada pela Libertadores é só no dia 08/03 contra o o atual campeão Santos de Neymar & CIA.
*Destaque: Oscar foi absoluto no jogo, gostei da atuação de Bolatti que entrou na finaleira (pelo fato de Tinga ter se lesionado), D´Alessandro apesar de apanhar muito foi muito bem. Dátolo e João Paulo também deram boa resposta.
*Decepção: Dorival poderia rever essa situação de Dagoberto e o isolamento de Damião.
**O Vascão fez feio na frente de sua fanática torcida perdendo para tradicionalismo Nacional do Uruguai. E pelo visto vai padecer para passar de fase.
***O Flusão passou um sufoco mas passou pelo argentino Arsenal de Sarandi e mostrou que no seu grupo se não abrir o olho vai fica pelo caminho.
****Neymar fez 3 na goleada de 4 a 1 do Santos sobre o Botafogo-SP.
Pergunta: Quando a AG vai assinar o tal contrato?
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Bateu no teto
Nos primeiros posts sobre o Grêmio em 2012, eu bati na tecla da paciência que se deveria ter com o[s] sistema[s] tático[s] do prof. (Pardal?) Caio Júnior, e com alguns jogadores. Acabou, ao menos para mim. Contra o Ypiranga, em Erechim, as piores falhas do Grêmio, como um todo, apareceram e ficaram muito latentes, ainda mais tendo em vista a (falta de) qualidade do adversário, que só havia empatado 2 partidas em todo campeonato - e esteve prestes a perder a "virgindade" contra o Tricolor da Azenha. Algumas atuações individuais vergonhosas, a falta de convicção tática, e erros nas trocas quase comprometeram o placar, mas, acima de tudo, comprometeram fortemente a atuação do time, que foi muito ruim.
Impressionante um time grande que, depois de um mês de trabalho, só consegue atacar jogando bolas para o alto, lotericamente, como se fosse um time varzeano; até um time varzeano consegue trabalhar melhor uma jogada que o atual time gremista. Me dá sincera pena do centroavante Marcelo Moreno, único expoente técnico do time, que fica 90' travando uma batalha pelo alto, pelo chão, e por todos os lados contra os defensores adversários. Fico imaginando o que pode ser feito para ajustar a equipe, me coloco no lugar do Caio, mas é complicado. O time já não é muito qualificado tecnicamente, e taticamente se vê claramente a mão do treinador - no pior modo, obviamente. Não conseguir adaptar o esquema às peças, e ignorar outras, é de uma burrice sem tamanho.
Ontem a extrema sorte ajudou o Grêmio, que marcou 2 gols absolutamente lotéricos, assim como já havia feito no Gre-Nal 390. O gol aos 48' da 2ª etapa mostra que a camisa ainda vence um peso de papel na balança, porém demonstrar um pouquinho de futebol é um mal necessário. O começo do jogo foi promissor, o time parecia ajeitadinho, forçando muito pela esquerda, com Bruno Collaço e Leandro, porque o lado direito, com Gabriel e Marco Antônio, estava ali somente para completar os 11. Para fechar o time também fardaram Naldo e Douglas Grolli. O camisa 4, inclusive, teve uma das piores atuações que eu vi de um zagueiro gremista desde que me entendo por gente, errando 90% dos lances, e sendo decisivo no gol dos Canários. O ex-pedreiro de Chapecó fez o gol da vitória, o que não justifica uma atuação tão fraca, tão insuficiente.
Claro que eu seguirei indo aos jogos, seguirei apoiando o time, só que a partir de agora eu não terei mais nenhum pudor em xingar técnico, jogadores e, principalmente, a direção, que encheu a boca, prometeu abrir os cofres e trouxeram somente um centroavante digno de nota, os demais destaques são remanescentes da "era AVM" ou oriundos da base. "Bala na agulha", seu Pelaipe? Se fosse ser montado um time com especulações, o Grêmio teria uma verdadeira seleção. Sem contar a "miudinha" que se instalou no Olímpico - os 2 laterais sairam machucados no 1º tempo do Gre-Nal, Sorondo sequer fardou para os amistosos de pré-temporada, polêmicas envolvendo jogadores que saíram ou andam aprontando por aí.
Disse que iria falar depois do Gre-Nal, e não falei, deixei a tarefa para o colega Carlos Paiva, e não prometo falar sério sobre Grêmio e Santa Cruz, que acontecerá no próximo sábado à noite. É provável que na manhã de domingo eu não lembre de mais nenhum detalhe do jogo, e, dependendo do resultado - ou até mesmo da atuação -, Caio Júnior não seja mais o técnico gremista. É profundamente lamentável já estar em estado total de desânimo com menos de 1 mês de temporada, quer dizer, parece que não mudou nada do final do Brasileirão para cá. Como disse o Adriano Snel no Grêmio Libertador, após o clássico do último domingo, "jogo do Grêmio tá mais pra encontrar os amigos e tomar uma cerveja antes do jogo do que torcer e curtir um bom time de futebol". Exatamente o que estou pensando em fazer no próximo sábado.
Nos Acréscimos
Impressionante um time grande que, depois de um mês de trabalho, só consegue atacar jogando bolas para o alto, lotericamente, como se fosse um time varzeano; até um time varzeano consegue trabalhar melhor uma jogada que o atual time gremista. Me dá sincera pena do centroavante Marcelo Moreno, único expoente técnico do time, que fica 90' travando uma batalha pelo alto, pelo chão, e por todos os lados contra os defensores adversários. Fico imaginando o que pode ser feito para ajustar a equipe, me coloco no lugar do Caio, mas é complicado. O time já não é muito qualificado tecnicamente, e taticamente se vê claramente a mão do treinador - no pior modo, obviamente. Não conseguir adaptar o esquema às peças, e ignorar outras, é de uma burrice sem tamanho.
Ontem a extrema sorte ajudou o Grêmio, que marcou 2 gols absolutamente lotéricos, assim como já havia feito no Gre-Nal 390. O gol aos 48' da 2ª etapa mostra que a camisa ainda vence um peso de papel na balança, porém demonstrar um pouquinho de futebol é um mal necessário. O começo do jogo foi promissor, o time parecia ajeitadinho, forçando muito pela esquerda, com Bruno Collaço e Leandro, porque o lado direito, com Gabriel e Marco Antônio, estava ali somente para completar os 11. Para fechar o time também fardaram Naldo e Douglas Grolli. O camisa 4, inclusive, teve uma das piores atuações que eu vi de um zagueiro gremista desde que me entendo por gente, errando 90% dos lances, e sendo decisivo no gol dos Canários. O ex-pedreiro de Chapecó fez o gol da vitória, o que não justifica uma atuação tão fraca, tão insuficiente.
Claro que eu seguirei indo aos jogos, seguirei apoiando o time, só que a partir de agora eu não terei mais nenhum pudor em xingar técnico, jogadores e, principalmente, a direção, que encheu a boca, prometeu abrir os cofres e trouxeram somente um centroavante digno de nota, os demais destaques são remanescentes da "era AVM" ou oriundos da base. "Bala na agulha", seu Pelaipe? Se fosse ser montado um time com especulações, o Grêmio teria uma verdadeira seleção. Sem contar a "miudinha" que se instalou no Olímpico - os 2 laterais sairam machucados no 1º tempo do Gre-Nal, Sorondo sequer fardou para os amistosos de pré-temporada, polêmicas envolvendo jogadores que saíram ou andam aprontando por aí.
Disse que iria falar depois do Gre-Nal, e não falei, deixei a tarefa para o colega Carlos Paiva, e não prometo falar sério sobre Grêmio e Santa Cruz, que acontecerá no próximo sábado à noite. É provável que na manhã de domingo eu não lembre de mais nenhum detalhe do jogo, e, dependendo do resultado - ou até mesmo da atuação -, Caio Júnior não seja mais o técnico gremista. É profundamente lamentável já estar em estado total de desânimo com menos de 1 mês de temporada, quer dizer, parece que não mudou nada do final do Brasileirão para cá. Como disse o Adriano Snel no Grêmio Libertador, após o clássico do último domingo, "jogo do Grêmio tá mais pra encontrar os amigos e tomar uma cerveja antes do jogo do que torcer e curtir um bom time de futebol". Exatamente o que estou pensando em fazer no próximo sábado.
Nos Acréscimos
- Sem comentários para o embróglio envolvendo Fox Sports BR e as operadoras de TV à cabo. Chega a ser vergonhoso que ninguém consiga assistir aos jogos da Copa Libertadores da América na televisão - enquanto os Estaduais forem em concomitância, a preferência será deles, na TV aberta (por mais absurdo que pareça). Tudo bem, não tenho nada a ver com a Libertadores, meu time não está nela, mas e os torcedores dos times que lá estão? Como os torcedores do Internacional assistirão ao jogo de hoje contra o Juan Aurich, sem ser no Beira-Rio? Como se viraram os fluminenses e vascaínos nos jogos de terça e quarta? Enquanto isto, BBB e UFC a todo vapor para quem quiser comprar...
- Mesmo sem televisão, há internet, e ela salva, ao menos para sabermos os resultados. Na terça, 3 jogos: pelo Grupo 7, o Defensor recebeu e levou [!] 0-3 do Vélez, enquanto Chivas e Deportivo Quito empataram em 1 gol, em Guadalajara; pelo Grupo 4, no Engenhão, o Fluminense estreou vencendo o Arsenal de Sarandí por 1 a 0, gol de Fred. Ontem, outros 3 jogos: em Santiago, o Unión Española surpreendeu, e venceu o Atletico Junior por 2-0, na abertura do Grupo 3; pelo Grupo 5, o Nacional/URU mostrou força e venceu o Vasco no Rio, por 1-2; e, pelo Grupo 6, o Cruz Azul foi a Assunção e venceu o Nacional local, também por 1-2.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Abre o violino, Beethoven!
Depois das previsíveis eliminatórias na 1ª fase, hoje (ou melhor, daqui a MUITO pouco) inicia-se a 2ª fase - a de grupos - da Copa Libertadores da América, com 3 partidas, as quais o "Vida Cancheira" só não se compromete a mostrar pela "Foxdependência" e pela relutância das operadoras de TV à cabo em liberar o canal recém-aberto no Brasil (na verdade, o não-comprometimento se dá devido às condições - precárias - do redator, o que não vem ao caso). O grupo 7 entra todo em campo hoje, com Defensor Sporting-Vélez Sarsfield (Montevidéu, 19h45) e Chivas Guadalajara-Deportivo Quito (Guadalajara, 00h15), além de uma partida pelo grupo 4, entre Fluminense-Arsenal de Sarandí (Rio de Janeiro, 22h). O momento é de analisar grupo a grupo, as alternativas e apostas do "Vida Cancheira" (na visão deste blogueiro), e é o que segue.
Jogo mais esperado do Grupo: Internacional-Santos, Beira-Rio (04.04, 21h50min).
Candidato a destaque do Grupo: o Grupo 1 possui 2 destaques, os 2 melhores jogadores em atividade na América do Sul - Neymar, do Santos, e D'Alessandro, do Internacional; as partidas entre o Colorado gaúcho e o Alvinegro praiano prometem pegar fogo, muito pelo desempenho brilhante destes jogadores.
Candidato a surpresa do Grupo: olho em Luis Tejada, atacante panamenho do Juan Aurich, artilheiro do último Descentralizado e que tem a incrível marca de 33 gols em 53 jogos com a camisa rubra do time de Chiclayo. Alguns gols do experiente centroavante podem custar pontos preciosos aos favoritos Inter e Santos.
Aposta na classificação do Grupo: Inter e Santos classificando-se, nesta ordem, e Juan Aurich deixando o "más fuerte" da Bolívia na lanterninha.
Jogo mais esperado do Grupo: Olimpia-Flamengo, El Bosque de Para Uno (22.03, 22h)
Candidato a destaque do Grupo: a "legião estrangeira" do Olimpia já havia se destacado no último Clausura, e vem forte para esta Libertadores. Os uruguaios Martín Silva, Romero, Ariosa, Amado e Órteman (ex-Grêmio), o argentino Maxi Biancucchi (ex-Flamengo e primo de Messi) o colombiano Marín (ex-Atlético/PR) e o recém-chegado peruano Revoredo formam uma espinha dorsal bastante consistente.
Candidato a surpresa do Grupo: ele já foi eleito o melhor do mundo pela FIFA em 2 oportunidades, mas há 5 anos não consegue mostrar nem sombra daquele futebol que encantou o mundo. Ronaldinho Gaúcho quer mostrar que ainda pode desequilibrar partidas, e nada melhor que uma Libertadores para o craque voltar a mostrar a sua cara.
Aposta na classificação do Grupo: Olimpia ponteando, com o Lanús em 2º. Sim, aposto que o Flamengo cai na 1ª fase (não sem sofrimento), e o Emelec fica para bem trás no Grupo.
Jogo mais esperado do Grupo: Atletico Junior-Universidad Católica, Metropolitano de Barranquilla (05.04, 22h30min)
Candidato a destaque do Grupo: o veteraníssimo Giovanni Hernández, de 35 anos, dá o toque de classe ao time da terra de Shakira. Com um bom histórico de convocações para a seleção cafetera, e campeão da Copa América em 2001, El Principe G10 é o referencial técnico, capitão e maior ídolo da torcida, esbanjando categoria, e praticamente levando o time nas costas.
Candidato a surpresa do Grupo: o estádio Santa Laura, do Unión Española, pode protagonizar alguns "acidentes de percurso" dos favoritos. É sempre muito perigoso jogar no caldeirão de Santiago, contra a sempre ensandecida hinchada hispânica que empurra mesmo o time dirigido pelo ex-meia da seleção chilena José Luis Sierra.
Aposta na classificação do Grupo: Junior em 1º com os Cruzados em 2º, sem medo de errar. Unión Española ainda faz um esparro, e o Bolívar será o sparring.
Jogo mais esperado do Grupo: Boca Juniors-Fluminense, La Bombonera (07.03, 22h)
Candidato a destaque do Grupo: Fred, costumaz artilheiro doméstico, terá mais uma chance de mostrar realmente seu potencial decisivo em uma competição internacional. Na Libertadores passada ele até ajudou, e bem, no jogo contra o Argentinos Juniors, com 2 gols, mas contra o Libertad, o centroavante sucumbiu como todo o time carioca.
Candidato a surpresa do Grupo: a defesa do Arsenal, se não for desmanchada até o final da 2ª fase, tem tudo para ser o ponto forte do time, e pode segurar os potentes ataques de Boca Juniors e Fluminense. Lisandro López e Guillermo Burdisso foram sondados por clubes brasileiros, e Hugo Nervo cumpriu bom papel na temporada passada. Olho e ataque neles.
Aposta na classificação do Grupo: Fluminense e Boca Juniors classificam-se fácil, fácil; Arsenal fica com o 3º posto e o Zamora tentará não ter a pior campanha da 2ª fase.
Jogo mais esperado do Grupo: Nacional-Vasco da Gama, Gran Parque Central (12.04, 21h50min)
Candidato a destaque do Grupo: o "Reizinho de São Januário" Juninho Pernambucano voltará a disputar uma partida de Copa Libertadores depois de 13 anos, quando o Vasco foi eliminado pelo Palmeiras na edição '99 da Copa, além de ter sido campeão no ano anterior. Sua experiência, capacidade para organizar e executar bolas paradas é o diferencial do time da Cruz de Malta.
Candidato a surpresa do Grupo: o Alianza Lima larga com uma vantagem interessante nesta fase da Libertadores, que é jogar as 2 últimas partidas diante de sua torcida, dando-lhe a oportunidade de um sprint final. Além disto, o time reforçou-se com o centroavante uruguaio Charquero, onde terá uma bela chance de estourar.
Aposta na classificação do Grupo: vai ser uma briga de facão. Acredito que passem Vasco e Libertad, nesta ordem, com o Nacional esperneando até o fim, e o Alianza Lima incomodando. Entretanto, tudo poderá se inverter, tal a imprevisibilidade do Grupo.
Jogo mais esperado do Grupo: nenhum em especial
Candidato a destaque do Grupo: o Corinthians, por si só, já é destaque na Copa. Some-se a isto um grande trabalho de Tite, desde 2010, e temos aí um dos favoritos ao título. Taticamente o time é ótimo, e isto faz a diferença em jogos encrencados, além da grande experiência do grupo de jogadores. Em suma, o conjunto da obra se destaca no Coringão.
Candidato a surpresa do Grupo: o Cruz Azul tende a me dar nos dedos e repetir a grande campanha de 2001, quando foi vice-campeão, só caindo nos pênaltis, diante do Boca Juniors, em La Bombonera. Christian Giménez, Gerardo Torrado, Edixon Perea e Omar Bravo são muito bons jogadores e podem levar o Cruz Azul além da 2ª fase.
Aposta na classificação do Grupo: Corinthians líder disparado, talvez com a melhor campanha da 2ª fase, com o Cruz Azul em 2º. Nacional e Táchira vão tentar roubar pontos um do outro.
Jogo mais esperado do Grupo: Deportivo Quito-Vélez Sarsfield, Olímpico Atahualpa (07.03, 19h45min)
Candidato a destaque do Grupo: ano passado, na campanha da Universidad Católica na Libertadores, um centroavante um tanto quanto rechonchudo fez sucesso, o argentino Lucas Pratto - um dos artilheiros, com 6 gols. Depois de passagem apagada pelo Genoa/ITA, o "Tanque" terá outra oportunidade de brilhar nos campos da América.
Candidato a surpresa do Grupo: Omar Arellano, de 24 anos, fez chover para cima na curta participação do Chivas vice-campeão da Libertadores '10. Jogando na extrema direita do campo, aquele garoto rápido e driblador impressionou quem assistiu aos 8 jogos do time na competição. Este ano terá a chance de repetir a dose, e se alçar em definitivo na carreira.
Aposta na classificação do Grupo: Vélez passa em 1º, com relativa tranquilidade, com o Deportivo Quito indo junto, no aperto. O Chivas e o Defensor incomodarão, mas não conseguirão seguir adiante.
Jogo mais esperado do Grupo: Peñarol-Universidad de Chile, Centenario (06.03, 19h15min)
Candidato a destaque do Grupo: é a hora e a vez de Jorge Sampaoli fazer o seu esquema tático móvel funcionar em um campeonato mais exigente que a Copa Sul-Americana. Se na referida competição as coisas correram perfeitamente bem, agora, sem alguns jogadores chave, a mão do treinador terá que se manter afiada.
Candidato a surpresa do Grupo: Macnelly Torres, capitão e expoente técnico do time, tem a chance de se reabilitar para uma carreira que parecia promissora há uns 5 anos atrás, quando ele ainda atuava no Cúcuta Deportivo, e se destacou na Libertadores '07 com jogadas de grande habilidade, dribles e passes que fizeram seu cartaz.
Aposta na classificação do Grupo: Universidad de Chile e Peñarol, com uma grita forte de Gdoy Cruz e Atlético Nacional - exatamente nesta ordem.
GRUPO 1Grupo com fortíssima tendência a um domínio brasileiro, com os 2 últimos campeões da América lutando entre si pelo título do grupo. O Internacional passou por um teste complicado na 1ª fase, no mata-mata contra o Once Caldas, e parece vir mais forte e já aquecido para confrontos mais fortes. O atual vice-campeão mundial ainda sofre com a ressaca da paulada sofrida para o Barcelona no Japão, e desde o título da Libertadores do ano passado sofre para mostrar bom futebol. Os campeões do Peru e da Bolívia irão se engalfinhar para não segurar a lanterna, com grande vantagem para o Juan Aurich, oriundo de um torneio local tecnicamente menos ruim.
Santos
Juan Aurich
The Strongest
Internacional
Jogo mais esperado do Grupo: Internacional-Santos, Beira-Rio (04.04, 21h50min).
Candidato a destaque do Grupo: o Grupo 1 possui 2 destaques, os 2 melhores jogadores em atividade na América do Sul - Neymar, do Santos, e D'Alessandro, do Internacional; as partidas entre o Colorado gaúcho e o Alvinegro praiano prometem pegar fogo, muito pelo desempenho brilhante destes jogadores.
Candidato a surpresa do Grupo: olho em Luis Tejada, atacante panamenho do Juan Aurich, artilheiro do último Descentralizado e que tem a incrível marca de 33 gols em 53 jogos com a camisa rubra do time de Chiclayo. Alguns gols do experiente centroavante podem custar pontos preciosos aos favoritos Inter e Santos.
Aposta na classificação do Grupo: Inter e Santos classificando-se, nesta ordem, e Juan Aurich deixando o "más fuerte" da Bolívia na lanterninha.
GRUPO 2Bons jogos e muito equilíbrio são esperados no Grupo 2. Três times de tradição (o Emelec um pouco menos que Flamengo e Olimpia) e um argentino emergente que gosta de incomodar (Émerson Leão que o diga) prometem pelejar até esfarraparem-se e até a última rodada. O Flamengo sairia na frente como favorito, não fosse sua situação política muito confusa, com constantes conflitos internos e externos. O Olimpia tenta recuperar sua grandeza de um Tri-Campeão da América, e vem com um time qualificado, e o Lanús busca adquiri-la, da mesma forma. O Emelec incomodará em Guayaquil, e poderá ser o "fiel da balança".
Olimpia
Emelec
Lanús
Flamengo
Jogo mais esperado do Grupo: Olimpia-Flamengo, El Bosque de Para Uno (22.03, 22h)
Candidato a destaque do Grupo: a "legião estrangeira" do Olimpia já havia se destacado no último Clausura, e vem forte para esta Libertadores. Os uruguaios Martín Silva, Romero, Ariosa, Amado e Órteman (ex-Grêmio), o argentino Maxi Biancucchi (ex-Flamengo e primo de Messi) o colombiano Marín (ex-Atlético/PR) e o recém-chegado peruano Revoredo formam uma espinha dorsal bastante consistente.
Candidato a surpresa do Grupo: ele já foi eleito o melhor do mundo pela FIFA em 2 oportunidades, mas há 5 anos não consegue mostrar nem sombra daquele futebol que encantou o mundo. Ronaldinho Gaúcho quer mostrar que ainda pode desequilibrar partidas, e nada melhor que uma Libertadores para o craque voltar a mostrar a sua cara.
Aposta na classificação do Grupo: Olimpia ponteando, com o Lanús em 2º. Sim, aposto que o Flamengo cai na 1ª fase (não sem sofrimento), e o Emelec fica para bem trás no Grupo.
GRUPO 3Será um grupo que dificilmente terá muita atenção da mídia, com alguma razão. Não há um time de grande tradição, nem dos grandes centros sul-americanos, mas nem por isto iremos ignorá-lo. O Junior, de Barranquilla, deu mostrou bom futebol na Libertadores do ano passado, e vem embalado pelo título colombiano no 2º semestre, conquistado na base do extremo copeirismo. A Católica, que foi além de suas possibilidades em 2011, enfraqueceu-se na comparação, mas segue com um bom time. O Unión Española deve agradecer por ter conseguido vaga na Copa e cumprirá tabela, assim como o fraquíssimo Bolívar.
Bolívar
Atletico Junior
Universidad Católica
Unión Española
Jogo mais esperado do Grupo: Atletico Junior-Universidad Católica, Metropolitano de Barranquilla (05.04, 22h30min)
Candidato a destaque do Grupo: o veteraníssimo Giovanni Hernández, de 35 anos, dá o toque de classe ao time da terra de Shakira. Com um bom histórico de convocações para a seleção cafetera, e campeão da Copa América em 2001, El Principe G10 é o referencial técnico, capitão e maior ídolo da torcida, esbanjando categoria, e praticamente levando o time nas costas.
Candidato a surpresa do Grupo: o estádio Santa Laura, do Unión Española, pode protagonizar alguns "acidentes de percurso" dos favoritos. É sempre muito perigoso jogar no caldeirão de Santiago, contra a sempre ensandecida hinchada hispânica que empurra mesmo o time dirigido pelo ex-meia da seleção chilena José Luis Sierra.
Aposta na classificação do Grupo: Junior em 1º com os Cruzados em 2º, sem medo de errar. Unión Española ainda faz um esparro, e o Bolívar será o sparring.
GRUPO 4Este Grupo marca o retorno do Club Atletico Boca Juniors ao ambiente charmoso da Copa Libertadores, depois de 2 anos, e marca o reencontro entre os Xeneizes e o Fluminense, que os eliminou na Libertadores de 2008. O Tricolor carioca, aliás, surge como força não só do Grupo, como da Copa como um todo, é um dos principais favoritos, possuindo um elenco com ótimas opções, sobretudo do meio para frente. O Boca tem um time bem arrumado por Falcioni, e foi campeão invicto no último Apertura. O Arsenal caiu de pára-quedas na Copa, mas ainda é perigoso em casa. "Who is Zamora?!" (espero não morder a língua)
Boca Juniors
Zamora
Fluminense
Arsenal de Sarandí
Jogo mais esperado do Grupo: Boca Juniors-Fluminense, La Bombonera (07.03, 22h)
Candidato a destaque do Grupo: Fred, costumaz artilheiro doméstico, terá mais uma chance de mostrar realmente seu potencial decisivo em uma competição internacional. Na Libertadores passada ele até ajudou, e bem, no jogo contra o Argentinos Juniors, com 2 gols, mas contra o Libertad, o centroavante sucumbiu como todo o time carioca.
Candidato a surpresa do Grupo: a defesa do Arsenal, se não for desmanchada até o final da 2ª fase, tem tudo para ser o ponto forte do time, e pode segurar os potentes ataques de Boca Juniors e Fluminense. Lisandro López e Guillermo Burdisso foram sondados por clubes brasileiros, e Hugo Nervo cumpriu bom papel na temporada passada. Olho e ataque neles.
Aposta na classificação do Grupo: Fluminense e Boca Juniors classificam-se fácil, fácil; Arsenal fica com o 3º posto e o Zamora tentará não ter a pior campanha da 2ª fase.
GRUPO 5Um dos 2 "Grupos da Morte" - quem passar certamente incomodará muito na fase de mata-mata. O Nacional vem de um título uruguaio surpreendente, depois de um péssimo começo, com o treinador Marcelo Gallardo fazendo o time reagir de maneira espetacular, liderado pelo experiente Álvaro Recoba. O Vasco também reverteu expectativas em 2011; começou muito mal, sendo inclusive ameaçado de descenso no Estadual, depois virou tudo, foi campeão da Copa do Brasil, vice do Brasileirão, e chegou as semi-finais da Sul-Americana. Entretanto, não se reforça como deveria. Libertad e Alianza Lima tem times bastante fortes, e darão trabalho aos favoritos Vasco e Nacional.
Nacional/URU
Alianza Lima
Vasco da Gama
Libertad
Jogo mais esperado do Grupo: Nacional-Vasco da Gama, Gran Parque Central (12.04, 21h50min)
Candidato a destaque do Grupo: o "Reizinho de São Januário" Juninho Pernambucano voltará a disputar uma partida de Copa Libertadores depois de 13 anos, quando o Vasco foi eliminado pelo Palmeiras na edição '99 da Copa, além de ter sido campeão no ano anterior. Sua experiência, capacidade para organizar e executar bolas paradas é o diferencial do time da Cruz de Malta.
Candidato a surpresa do Grupo: o Alianza Lima larga com uma vantagem interessante nesta fase da Libertadores, que é jogar as 2 últimas partidas diante de sua torcida, dando-lhe a oportunidade de um sprint final. Além disto, o time reforçou-se com o centroavante uruguaio Charquero, onde terá uma bela chance de estourar.
Aposta na classificação do Grupo: vai ser uma briga de facão. Acredito que passem Vasco e Libertad, nesta ordem, com o Nacional esperneando até o fim, e o Alianza Lima incomodando. Entretanto, tudo poderá se inverter, tal a imprevisibilidade do Grupo.
GRUPO 6Protocolo corinthiano no Grupo 6, o único risco a se considerar são as viagens longas ao México, para enfrentar um desinteressado Cruz Azul, e à Venezuela, para um confronto contra o Deportivo Táchira. O Corinthians vem como campeão brasileiro, bastante azeitado e com reforços interessantes para a composição do grupo. Não há dúvidas do favoritismo do Corinthians, nenhuma dúvida. A 2ª vaga vai ser triste de ver a briga, os demais times da chave são fracos, com relativo destaque para os Cementeros, que possivelmente não darão "mucha pelota" para a Copa.
Corinthians
Deportivo Táchira
Nacional/PAR
Cruz Azul
Jogo mais esperado do Grupo: nenhum em especial
Candidato a destaque do Grupo: o Corinthians, por si só, já é destaque na Copa. Some-se a isto um grande trabalho de Tite, desde 2010, e temos aí um dos favoritos ao título. Taticamente o time é ótimo, e isto faz a diferença em jogos encrencados, além da grande experiência do grupo de jogadores. Em suma, o conjunto da obra se destaca no Coringão.
Candidato a surpresa do Grupo: o Cruz Azul tende a me dar nos dedos e repetir a grande campanha de 2001, quando foi vice-campeão, só caindo nos pênaltis, diante do Boca Juniors, em La Bombonera. Christian Giménez, Gerardo Torrado, Edixon Perea e Omar Bravo são muito bons jogadores e podem levar o Cruz Azul além da 2ª fase.
Aposta na classificação do Grupo: Corinthians líder disparado, talvez com a melhor campanha da 2ª fase, com o Cruz Azul em 2º. Nacional e Táchira vão tentar roubar pontos um do outro.
GRUPO 7Mais um Grupo muito equilibrado, só não é considerado "da Morte" pois a presença do Chivas desqualifica a competição, principalmente se pensarmos na vontade que eles entrarão em campo. O Vélez, que há horas é considerado favorito à Copa, porém nunca chega sequer perto, tem mais uma chance de quebrar a escrita; time há, a base do ano passado se manteve, com os bons acréscimos de Obolo e Insúa. Enquanto isto, o Defensor tentará surpreender, mas, a nível de comparação, o time atual é muito pior que o de 2009 (o time do "Bombonerazzo"). Campeão equatoriano, o El Nacional investiu bastante para, ao menos, passar de fase, enquanto o Chivas vai depender de sua participação no torneio local para definir o foco.
Vélez Sarsfield
Deportivo Quito
Defensor Sporting
Chivas Guadalajara
Jogo mais esperado do Grupo: Deportivo Quito-Vélez Sarsfield, Olímpico Atahualpa (07.03, 19h45min)
Candidato a destaque do Grupo: ano passado, na campanha da Universidad Católica na Libertadores, um centroavante um tanto quanto rechonchudo fez sucesso, o argentino Lucas Pratto - um dos artilheiros, com 6 gols. Depois de passagem apagada pelo Genoa/ITA, o "Tanque" terá outra oportunidade de brilhar nos campos da América.
Candidato a surpresa do Grupo: Omar Arellano, de 24 anos, fez chover para cima na curta participação do Chivas vice-campeão da Libertadores '10. Jogando na extrema direita do campo, aquele garoto rápido e driblador impressionou quem assistiu aos 8 jogos do time na competição. Este ano terá a chance de repetir a dose, e se alçar em definitivo na carreira.
Aposta na classificação do Grupo: Vélez passa em 1º, com relativa tranquilidade, com o Deportivo Quito indo junto, no aperto. O Chivas e o Defensor incomodarão, mas não conseguirão seguir adiante.
GRUPO 8Tão ou mais "Grupo da Morte" do que o 5, o Grupo 8 tem o atual campeão da Copa Sul-Americana, o atual vice-campeão da Libertadores, um tradicional clube da Colômbia e um emergente argentino. É pouco ou querem mais? La 'U' perdeu seu principal jogador, Eduardo Vargas, para os milhões de € do Napoli/ITA, porém, não houve o temido desmanche no time, que ainda foi bem reforçado. O Nacional, de Medellín, tenta voltar aos seus dias de glória, assim como o Peñarol, que teve um gostinho no ano passado, e hoje tenta se reconsolidar. Os carboneros, a propósito, já mostraram a que vieram na 1ª fase, contra o Caracas. E do Norte argentino vem o Tomba, em sua 2ª participação em Libertadores, tendo um time bastante interessante e qualificado - personificado no interminável Ramírez e em Diego Villar.
Universidad de Chile
Atlético Nacional
Godoy Cruz
Peñarol
Jogo mais esperado do Grupo: Peñarol-Universidad de Chile, Centenario (06.03, 19h15min)
Candidato a destaque do Grupo: é a hora e a vez de Jorge Sampaoli fazer o seu esquema tático móvel funcionar em um campeonato mais exigente que a Copa Sul-Americana. Se na referida competição as coisas correram perfeitamente bem, agora, sem alguns jogadores chave, a mão do treinador terá que se manter afiada.
Candidato a surpresa do Grupo: Macnelly Torres, capitão e expoente técnico do time, tem a chance de se reabilitar para uma carreira que parecia promissora há uns 5 anos atrás, quando ele ainda atuava no Cúcuta Deportivo, e se destacou na Libertadores '07 com jogadas de grande habilidade, dribles e passes que fizeram seu cartaz.
Aposta na classificação do Grupo: Universidad de Chile e Peñarol, com uma grita forte de Gdoy Cruz e Atlético Nacional - exatamente nesta ordem.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Grenal...
No Olímpico quase 20mil torcedores assistiram ao empate de 2 a 2 no Grenal 390. Um empate seria até normal não fosse as circunstancias. O Inter ganhou um ponto no Grenal diferente do Grêmio que perdeu dois. O problema do treinador tricolor é que em determinado momento a nação que veste azul, preto e branco chegou a sonhar com uma meia cancha com Fernando, Léo Gago, Giuliano e Douglas. Por fim no jogo de hoje se viu Fernando (que é ótimo jogador!) Marquinhos, Marco Antonio e Leandro. Assim fica mais fácil para a maionese desandar. Marco Antonio pode evoluir mas está sentindo o peso da camisa do time da Azenha e vem jogando cada vez menos, Marquinhos é um jogador médio e não pode ser a solução do time gremista, Leandro é uma farsa tática. Resumindo o Caio Junior está em um brete. O Time do Grêmio empatou, jogou melhor mas as circunstancias levaram a vaia no final da partida onde o colorado saiu ganhando com gol na estreia do argentino Datolo, depois o tricolor virou com os gols de Moreno e Marquinhos. O colorado só empatou no segundo tempo com o gol do contestado capitão Bolivar.
As vaias certamente não são apenas para este jogo. O que está tirando o sono do torcedor gremista é que seu time não jogou bem em nenhuma partida. A não ser o ataque. Caio trocou de esquema em todos os jogos e é até compreensível pois perdeu uma peça importante que era o Douglas. Hoje ainda perdeu Julio Cesar e Mario Fernandes durante o jogo. Logicamente não repetirá a escalação. O Grêmio está capenga. Tem ataque e não tem meio campo que é onde tudo acontece, a sua defesa não leva segurança e seu técnico esgotou toda a paciência do torcedor.
Já no time da P.Cacique que jogou recheados de reservas ganhou um ponto, uma moral com a torcida e vai cheio de gás enfrentar a Libertadores nesta quinta. Mas nem tudo é sonho de creme no colorado. Jô mais uma vez não foi bem. Na verdade que fica difícil avaliar a sua atuação em um time desentrosado mas as suas atuações estão descredenciando ele mesmo cada vez mais do time colorado. Todos sabem o reserva do 9 Damião tem que ser o Gilberto pois este tem velocidade, técnica e bom chute. Jô está por enquanto só na vontade. Soa a camisa, luta e da carrinho. Mas como artilheiro está morrendo de fome e não justificando o alto investimento colorado em um contrato de 4 anos. Gostei da estreia Datolo. E ficou evidente que o Inter precisa almejar C.Winck ao grupo principal, trabalhar com o bom garoto do sub-20 Diogo e ir as compras de um lateral direito. Nei para por 30 dias e Elton deu uma resposta pequena.
Portanto o time da Azenha precisa ligar o sinal de alerta. E o Caio tem que começar a ganhar pontos e convicção. O time colorado agora é só Libertadores. E este Grenal ficou marcado por um time ganhar apenas um ponto e outro deixar de ganhar dois.
*Destaque: Fernando jogou muito assim como Moreno. Datolo foi bem para uma estreia e também gostei de Bolivar.
* Decepção: Marco Antonio e sua pequena contribuição ao time. Muriel não pode levar aquele tipo de gol como foi a cobrança de Marquinhos. Dorival tem falar menos em arbitragem e treinar futebol.
**Assisti o Caju e gostei de ambos os times que fizeram um baita partida onde o time que veste grena se saiu vencedor com um golaço de Fabinho.
***Santos perdeu para o Palmeiras de virada por 2 a 1. E Neymar saiu muito irritado no dia de seu aniversario onde marcou o seu gol numero 100 aos 20 anos.
Pergunta1 : Como o Caio montará o próximo time?
Pergunta2 : Quem vai substituir o Nei?
As vaias certamente não são apenas para este jogo. O que está tirando o sono do torcedor gremista é que seu time não jogou bem em nenhuma partida. A não ser o ataque. Caio trocou de esquema em todos os jogos e é até compreensível pois perdeu uma peça importante que era o Douglas. Hoje ainda perdeu Julio Cesar e Mario Fernandes durante o jogo. Logicamente não repetirá a escalação. O Grêmio está capenga. Tem ataque e não tem meio campo que é onde tudo acontece, a sua defesa não leva segurança e seu técnico esgotou toda a paciência do torcedor.
Já no time da P.Cacique que jogou recheados de reservas ganhou um ponto, uma moral com a torcida e vai cheio de gás enfrentar a Libertadores nesta quinta. Mas nem tudo é sonho de creme no colorado. Jô mais uma vez não foi bem. Na verdade que fica difícil avaliar a sua atuação em um time desentrosado mas as suas atuações estão descredenciando ele mesmo cada vez mais do time colorado. Todos sabem o reserva do 9 Damião tem que ser o Gilberto pois este tem velocidade, técnica e bom chute. Jô está por enquanto só na vontade. Soa a camisa, luta e da carrinho. Mas como artilheiro está morrendo de fome e não justificando o alto investimento colorado em um contrato de 4 anos. Gostei da estreia Datolo. E ficou evidente que o Inter precisa almejar C.Winck ao grupo principal, trabalhar com o bom garoto do sub-20 Diogo e ir as compras de um lateral direito. Nei para por 30 dias e Elton deu uma resposta pequena.
Portanto o time da Azenha precisa ligar o sinal de alerta. E o Caio tem que começar a ganhar pontos e convicção. O time colorado agora é só Libertadores. E este Grenal ficou marcado por um time ganhar apenas um ponto e outro deixar de ganhar dois.
*Destaque: Fernando jogou muito assim como Moreno. Datolo foi bem para uma estreia e também gostei de Bolivar.
* Decepção: Marco Antonio e sua pequena contribuição ao time. Muriel não pode levar aquele tipo de gol como foi a cobrança de Marquinhos. Dorival tem falar menos em arbitragem e treinar futebol.
**Assisti o Caju e gostei de ambos os times que fizeram um baita partida onde o time que veste grena se saiu vencedor com um golaço de Fabinho.
***Santos perdeu para o Palmeiras de virada por 2 a 1. E Neymar saiu muito irritado no dia de seu aniversario onde marcou o seu gol numero 100 aos 20 anos.
Pergunta1 : Como o Caio montará o próximo time?
Pergunta2 : Quem vai substituir o Nei?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Ideologias organizadas
O mundo ficou de queixo caído com as cenas de horror protagonizadas na última semana por torcedores do Al-Masry e do Al-Ahly, do Egito. 74 mortos, mais de 1000 feridos, e a certeza de que as coisas no futebol egípcio jamais serão como antes. Entretanto, recorre em um erro ao pensar que o massacre tratou-se de uma questão puramente ligada à rivalidade futebolística. No final do ano passado, completou-se 1 ano da passagem da Primavera Árabe, a famosa série de manifestações populares que tomou conta de países árabes e não-árabes, derrubando ditaduras em países como a Tunísia, o Egito e a Líbia, além dos demais protestos ocorridos na Jordânia, no Iraque, na Síria, entre outros. Os leitores podem perguntar o que isto tem a ver com o futebol, e um link se faz muito necessário, até como matéria explicativa: a utilização de redes sociais foi de suma importância na organização dos manifestos, e, não apenas nos países árabes, mas no mundo inteiro, a atuação de torcidas organizadas (e assemelhados) nas redes sociais é fortíssima. No momento em que uma torcida cria uma personalidade politizada, ela deixa de ser apenas um elemento de apoio nas arquibancadas para se tornar um nicho da política de determinado lugar.
Os Ultras, tipo de torcida bastante popular na Europa, e em alguns países da Ásia e norte da África, em muitos casos, o que veremos mais adiante, assumiram este papel, e se caracterizam por sua postura em relação as condições político-sociais de sua nação, e até mesmo de outros lugares, tendo em vista o mundo extremamente globalizado no qual estamos inseridos. Pois bem, os Ultras do Al-Ahly participaram ativamente das manifestações no Egito, no início do ano passado, as quais forçaram a renúncia do ex-presidente e ditador Hosni Mubarak, e, desde então, eles estão posicionados contra qualquer ação que remeta ao governo anterior, principalmente se considerarmos que a junta militar que hoje governa o Egito tem ligações muito estreitas com o antigo governante. Seguidamente nas partidas do Ahly são vistas faixas e ouvidos gritos de guerra indicando o descontentamento do grupo com a atual situação do país, e na partida contra o Masry não foi diferente. O que diferenciou foi a reação dos "torcedores" do Masry, que, com o aval da polícia local, não teve dificuldades para invadir o setor onde se localizavam os visitantes. Coloco entre aspas, pois não é correto afirmar que foram realmente torcedores do Masry que fizeram isto, já que existe a suspeita de infiltração de grupo pré-Mubarak entre a multidão de simpatizantes do clube de Port Said.
Esta "inserção política" no futebol egípcio me motivou a uma breve pesquisa, na qual identifiquei um site (ótimo, por sinal), que fez uma análise sobre o assunto. Então, ao invés de me apropriar de informações alheias para formar uma tese, vou linkar o texto aqui no "Vida Cancheira", até para que todos possamos ter argumentos, embasamento e margem para buscar mais informações e discutir sobre o assunto sem correr o risco de cair no senso comum de que o ocorrido no Egito foi apenas questão de rivalidade futebolística.
Os Ultras, tipo de torcida bastante popular na Europa, e em alguns países da Ásia e norte da África, em muitos casos, o que veremos mais adiante, assumiram este papel, e se caracterizam por sua postura em relação as condições político-sociais de sua nação, e até mesmo de outros lugares, tendo em vista o mundo extremamente globalizado no qual estamos inseridos. Pois bem, os Ultras do Al-Ahly participaram ativamente das manifestações no Egito, no início do ano passado, as quais forçaram a renúncia do ex-presidente e ditador Hosni Mubarak, e, desde então, eles estão posicionados contra qualquer ação que remeta ao governo anterior, principalmente se considerarmos que a junta militar que hoje governa o Egito tem ligações muito estreitas com o antigo governante. Seguidamente nas partidas do Ahly são vistas faixas e ouvidos gritos de guerra indicando o descontentamento do grupo com a atual situação do país, e na partida contra o Masry não foi diferente. O que diferenciou foi a reação dos "torcedores" do Masry, que, com o aval da polícia local, não teve dificuldades para invadir o setor onde se localizavam os visitantes. Coloco entre aspas, pois não é correto afirmar que foram realmente torcedores do Masry que fizeram isto, já que existe a suspeita de infiltração de grupo pré-Mubarak entre a multidão de simpatizantes do clube de Port Said.
Esta "inserção política" no futebol egípcio me motivou a uma breve pesquisa, na qual identifiquei um site (ótimo, por sinal), que fez uma análise sobre o assunto. Então, ao invés de me apropriar de informações alheias para formar uma tese, vou linkar o texto aqui no "Vida Cancheira", até para que todos possamos ter argumentos, embasamento e margem para buscar mais informações e discutir sobre o assunto sem correr o risco de cair no senso comum de que o ocorrido no Egito foi apenas questão de rivalidade futebolística.
Especial Futebol (I): Torcidas Organizadas e orientação política, do Passa Palavra.Além dos casos citados na matéria acima, vou um pouco adiante, ultrapassando as questões políticas. Sou um fã declarado do futebol e do rock'n'roll argentino, e um curioso acerca da história de ambos; mal sabia eu, no início de minhas leituras, que a música e o comportamento das torcidas tinham muito a ver no país de nossos hermanos. As crises econômicas vividas pela Argentina entre os anos 80 e 2000 afloraram nos roqueiros locais sua indignação com o contexto da nação, que foi transformada em letra e melodia, destacando a pobreza, a desigualdade, entre outros fatores em destaque à época. As barra-bravas, identificadas com isto, e compostas basicamente por jovens das classes mais baixas da sociedade portenha, passaram a massificar o consumo deste gênero musical e a se inspirarem nele para criarem suas canções levadas às arquibancadas. O artigo da Wikipédia que fala sobre o rock barrial na Argentina explica com maior riqueza de detalhes, e com mais fontes disponíveis (e confiáveis) para profundamento no assunto. O que podemos tirar de lição, é que não são apenas questões esportivas que diferenciam grupos torcedores de determinados clubes de futebol (isto que este é um blog que trata apenas de futebol; esportes como o basquete são extensões da matéria), que nem só questões de rivalidade purista são causadoras de conflitos. O futebol, dentre outras coisas, é um grande catalizador do ambiente que o rodeia.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Apavorante
Confesso aos leitores, que quando mencionei nos posts dos jogos anteriores do Grêmio no Gauchão, que deveria se ter paciência, estava tentando me forçar a imaginar que a situação pudesse, de fato, ser alterada por Caio Júnior. Não foi, e certamente não será até o clássico Gre-Nal do domingo próximo. A partida de ontem, contra o São Luiz de Ijuí, pode ser um excelente parâmetro para avaliação da absoluta falta de qualidade enquanto time; individualmente há bons, até ótimos valores, mas estes não formam uma equipe coesa, com alternativas e mecânica de jogo. Débito na comanda do treinador. A negociação de Douglas com o Corinthians, praticamente uma dispensa (venda por R$ 3 mi), apenas agrava a situação, e tira uma opção que Caio poderia ter, por mais desmotivado que o ex-camisa 10 estivesse - e, realmente, estava.
A preocupação não se dá pelo fato de ter sido um placar magro, apenas 1 a 0, e sim pelo (mau) desempenho, principalmente nos primeiros 30', onde ambas as equipes pareciam estar acertadas para manter o empate em zero até o fim dos tempos. Na minha ébria impressão, o calorão que forçou a todos os 8 mil presentes no Olímpico (em pleno feriadão de Navegantes) a aproveitar a cerveja antes da partida, e a chuva durante ela, tirou qualquer vontade dos atletas em jogar algo parecido com futebol. A partir do pênalti (absurdamente marcado) para o Grêmio, desperdiçado por Kléber, o jogo saiu do nível apagado, para ingressar no nível bocejante, dando sinais de que iria acordar a qualquer momento. Alguma correria, principalmente pois o time de Ijuí se viu obrigado a ensaiar uma saída da toca, nada além disto até o final do 1º tempo.
O esquema 4-4-2 em linhas (ou 4-4-2 "inglês", como preferirem), com o grupo de jogadores que o Grêmio possui, não tem a menor condição de dar certo. Leandro, por um lado, flana leve e veloz por uma banda do gramado, enquanto Marco Antônio joga com freio de mão puxado, certamente por suas características de jogo mais centralizadoras. Se tivesse como duplicar um híbrido de Leandro/M. Antônio, a situação seria menos calamitosa. Marquinhos e Fernando não tiveram qualquer tipo de trabalho, uma vez que o São Luiz empilhou jogadores de defesa, e só foi ameaçar no 2º tempo na base dos chutes de longe e balões para a área do Grêmio; ainda assim, Victor precisou fazer, no mínimo, 2 boas defesas. O Grêmio fazia diferente, sempre tentando as jogadas por baixo, no pivô da dupla de ataque, para ser feita a ligação, tanto com os wingers, quanto com os laterais Júlio César e Mário Fernandes, novamente com interessantes atuações.
O gol gremista é praticamente um capítulo (ou um parágrafo) à parte, um golaço de construção exclusiva da dupla de atacantes Kléber e Marcelo Moreno: um passe impressionante de letra, no ar, de Marcelo Moreno, que deixou Kléber na frente do arqueiro do São Luiz, para não perdoá-lo. A única menção plasticamente honrosa da partida, além das pontes protagonizadas por Vanderlei, sem sombra de dúvida com a melhor atuação do jogo. O estreante Naldo destacou-se nas bolas altas, e desde já me agrada por ser muito mais alto que Saimon - zagueiro com menos de 1,85m não dá, e hoje a média de altura da zaga gremista é de 1,89 (os 1,88 de Naldo, mais os 1,90 de Douglas Grolli), definitivamente um crescimento.
Além disto, com valor de importância, as apresentações aos torcedores de 2 Felipes: o Guedes, volante oriundo da base, e o Nunes, meia-esquerda que veio do futebol paulista. Não tiveram muito tempo para mostrar seu valor, apenas Felipe Nunes tentou um chute lotérico no final da partida, quase mandando a bola para a Geral. Para o Gre-Nal, Gabriel e Léo Gago voltam a estar disponíveis, e, quase certeza, Caio Júnior modificará o esquema, em mais um episódio de seu pardalismo. A tradição do clássico diz que ele costuma "arrumar a casa", e duvido que haja casa mais bagunçada que a gremista. Há que ser apontado o fato que o Internacional jogará com time misto/reserva, provavelmente muito parecido com o que perdeu para o Avenida, o que seria um atenuante no caso de uma vitória Tricolor (e não como contra-argumento para alguma flauta). Domingo à noite volto a tocar no assunto.
Nos Acréscimos
A preocupação não se dá pelo fato de ter sido um placar magro, apenas 1 a 0, e sim pelo (mau) desempenho, principalmente nos primeiros 30', onde ambas as equipes pareciam estar acertadas para manter o empate em zero até o fim dos tempos. Na minha ébria impressão, o calorão que forçou a todos os 8 mil presentes no Olímpico (em pleno feriadão de Navegantes) a aproveitar a cerveja antes da partida, e a chuva durante ela, tirou qualquer vontade dos atletas em jogar algo parecido com futebol. A partir do pênalti (absurdamente marcado) para o Grêmio, desperdiçado por Kléber, o jogo saiu do nível apagado, para ingressar no nível bocejante, dando sinais de que iria acordar a qualquer momento. Alguma correria, principalmente pois o time de Ijuí se viu obrigado a ensaiar uma saída da toca, nada além disto até o final do 1º tempo.
O esquema 4-4-2 em linhas (ou 4-4-2 "inglês", como preferirem), com o grupo de jogadores que o Grêmio possui, não tem a menor condição de dar certo. Leandro, por um lado, flana leve e veloz por uma banda do gramado, enquanto Marco Antônio joga com freio de mão puxado, certamente por suas características de jogo mais centralizadoras. Se tivesse como duplicar um híbrido de Leandro/M. Antônio, a situação seria menos calamitosa. Marquinhos e Fernando não tiveram qualquer tipo de trabalho, uma vez que o São Luiz empilhou jogadores de defesa, e só foi ameaçar no 2º tempo na base dos chutes de longe e balões para a área do Grêmio; ainda assim, Victor precisou fazer, no mínimo, 2 boas defesas. O Grêmio fazia diferente, sempre tentando as jogadas por baixo, no pivô da dupla de ataque, para ser feita a ligação, tanto com os wingers, quanto com os laterais Júlio César e Mário Fernandes, novamente com interessantes atuações.
O gol gremista é praticamente um capítulo (ou um parágrafo) à parte, um golaço de construção exclusiva da dupla de atacantes Kléber e Marcelo Moreno: um passe impressionante de letra, no ar, de Marcelo Moreno, que deixou Kléber na frente do arqueiro do São Luiz, para não perdoá-lo. A única menção plasticamente honrosa da partida, além das pontes protagonizadas por Vanderlei, sem sombra de dúvida com a melhor atuação do jogo. O estreante Naldo destacou-se nas bolas altas, e desde já me agrada por ser muito mais alto que Saimon - zagueiro com menos de 1,85m não dá, e hoje a média de altura da zaga gremista é de 1,89 (os 1,88 de Naldo, mais os 1,90 de Douglas Grolli), definitivamente um crescimento.
Além disto, com valor de importância, as apresentações aos torcedores de 2 Felipes: o Guedes, volante oriundo da base, e o Nunes, meia-esquerda que veio do futebol paulista. Não tiveram muito tempo para mostrar seu valor, apenas Felipe Nunes tentou um chute lotérico no final da partida, quase mandando a bola para a Geral. Para o Gre-Nal, Gabriel e Léo Gago voltam a estar disponíveis, e, quase certeza, Caio Júnior modificará o esquema, em mais um episódio de seu pardalismo. A tradição do clássico diz que ele costuma "arrumar a casa", e duvido que haja casa mais bagunçada que a gremista. Há que ser apontado o fato que o Internacional jogará com time misto/reserva, provavelmente muito parecido com o que perdeu para o Avenida, o que seria um atenuante no caso de uma vitória Tricolor (e não como contra-argumento para alguma flauta). Domingo à noite volto a tocar no assunto.
Nos Acréscimos
- Ontem, pela Copa Libertadores, mais 2 times se classificaram para a 2ª fase. O atual vice-campeão Peñarol foi a Venezuela, e empatou com o Caracas em 1-1. Com a vitória por 4-0 em Montevidéu, o carbonero entra no grupo 8, com Universidad de Chile, Atlético Nacional e Godoy Cruz. Já o Unión Española também viajou para defender uma vantagem, bem menor, é verdade, de 1-0 no 1º jogo contra o Tigres; no México, os hispanos saíram levando 2-0, buscaram o empate, e vão para o grupo 3, com Bolívar, Atlético Júnior e Universidad Católica.
- E, pelo Gauchão, tivemos mais 2 jogos na quinta, além de Grêmio-São Luiz. O Caxias perdeu os 100% de aproveitamento, tropeçando em casa contra o Santa Cruz, empate em 1-1, gols de Leonardo, para o Galo, e Vanderlei, para os grenás. Na Boca do Lobo, com um gol de falta de Maicon Sapucaia, o Pelotas enfim venceu a primeira, na estreia de Beto Almeida, contra o Ypiranga, que ainda não marcou sequer um golzinho no campeonato. Lajeadense, com 9 pontos, e Cruzeiro, com 10, lideram, respectivamente, os grupos A e B.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Rumo ao Tri!
Ontem a noite em Manizales o time colorado saiu com a vaga na fase de grupos da Libertadores da America.
Bem verdade que já tinha conseguido uma vantagem considerável em Porto Alegre. O time da P.Cacique entrou em campo com o Tinga no lugar de Dagoberto. Pois bem... O Tinga fez o segundo gol em linda jogada coletiva, este mesmo entrou na área apenas neste lance em enquanto esteve em campo, marcou bem e resumindo o Tinga foi bem mas o Inter não. Com a entrada do Tinga o colorado não conseguiu ficar com a bola, muito menos trocando passes no campo adversário. O Inter sofreu mais uma vez com o isolamento de Damião, D´Alessandro não tinha com quem armar jogadas pela esquerda pois Tinga entrou uma vez na área assim o Inter estava capenga. Bem verdade o Inter não foi atacado no lado esquerdo mas também não atacou. Pior abdicou de uma virtude por falta de convicção de seu comandante. O Colorado saiu perdendo nos primeiros minutos com um pênalti. O Time de Dorival passou por dificuldade, pois tinha apenas um lado que podia atacar que era o direito com Oscar que foi muito bem. Voltando ao caso Damião que ficou isolado contra os zagueiros do time colombiano. Este jogador sucumbiu por falta de convicção do Dorival Junior retrocedendo ao ano de 2011. O colorado foi pressionado, foi marcado ficando apenas com D´Alessandro e Oscar pelo lado direito e deixando o Damião sem munição levando o jogador a exaustiva solidão no ataque.
Dorival tem que continuar sua ideia de futebol que gosto tanto que é de ataque, toques rápidos e envolventes. Abdicar, retroceder não é uma filosofia bem vista por este que vos escreve. Saiu Dagoberto colocasse outro atacante. Gilberto faria sem problemas essa função e ganharia presença no campo ataque.
Bom... Mas agora já passo e espero que Dorival firme sua convicção de futebol "para frente" tem material humano para isso. O Inter empato, quase levo o terceiro que foi bem anulado pelo bandeirinha. Ontem vi o Inter de 2011 mas espero que fique o 2012 jogando leve com Oscar pela direita, com a maestria de D´Alessandro que foi essencial dando o passe para o Gol de Porto Alegre, dando passe para o Oscar que sofreu o pênalti e convertendo o mesmo, deu passe para o segundo gol colorado, com Dagoberto pela esquerda dando opção de chute e entrando área e com o oportunismo do Damião assim espero. Não quer dizer que vá acontecer. O Inter jogou com regulamento foi um empate de 2 a 2. Mas o colorado pode mais.
Portanto a nação que veste vermelho e branco tem que comemorar entrou no páreo e é sim uns dos favoritos ao a ganhar a taça mais cobiçada das Américas. Já na fase de grupo vai medir forças com o Santos que é o atual campeão. Agora é preparar o coração pois a viagem é longa rumo ao tri...
*Destaque: Oscar jogou muito, D´Ale então como sempre. Índio foi soberano mais uma vez aos 37 anos, Guiñazu foi outro que jogou uma enormidade.
*Decepção: Falta de convicção do trinador abdicando de uma qualidade fazendo o time retroceder.
**Mengo também passou e com bonito gol do R10.
***Faço aqui neste espaço um breve comentário a um lamentável fato ocorrido no Egito onde acabou com centenas de feridos e 74 mortos. Até aonde vai a barbárie humana ou que se consideram humanos? Vou além são pessoas tirando vida uma das outras por causa de uma partida de futebol. O povo do Egito sofre com o descaso de seus comandantes essa tragedia foi um reflexo da própria sociedade que clama por um pais mais livre. Mas como reivindicar liberdade se não conseguem torcer numa partida de futebol? Como pedir respeito sem repeitar o próximo? Lamento por todos que se dizem humanos naquele que um dia foi uma civilização tão evoluída. Lamento muito por aqueles que se dizem humanos como eu e você que está lendo este espaço. Lamento.
Pergunta: Quem é melhor Inter ou santos?
Bem verdade que já tinha conseguido uma vantagem considerável em Porto Alegre. O time da P.Cacique entrou em campo com o Tinga no lugar de Dagoberto. Pois bem... O Tinga fez o segundo gol em linda jogada coletiva, este mesmo entrou na área apenas neste lance em enquanto esteve em campo, marcou bem e resumindo o Tinga foi bem mas o Inter não. Com a entrada do Tinga o colorado não conseguiu ficar com a bola, muito menos trocando passes no campo adversário. O Inter sofreu mais uma vez com o isolamento de Damião, D´Alessandro não tinha com quem armar jogadas pela esquerda pois Tinga entrou uma vez na área assim o Inter estava capenga. Bem verdade o Inter não foi atacado no lado esquerdo mas também não atacou. Pior abdicou de uma virtude por falta de convicção de seu comandante. O Colorado saiu perdendo nos primeiros minutos com um pênalti. O Time de Dorival passou por dificuldade, pois tinha apenas um lado que podia atacar que era o direito com Oscar que foi muito bem. Voltando ao caso Damião que ficou isolado contra os zagueiros do time colombiano. Este jogador sucumbiu por falta de convicção do Dorival Junior retrocedendo ao ano de 2011. O colorado foi pressionado, foi marcado ficando apenas com D´Alessandro e Oscar pelo lado direito e deixando o Damião sem munição levando o jogador a exaustiva solidão no ataque.
Dorival tem que continuar sua ideia de futebol que gosto tanto que é de ataque, toques rápidos e envolventes. Abdicar, retroceder não é uma filosofia bem vista por este que vos escreve. Saiu Dagoberto colocasse outro atacante. Gilberto faria sem problemas essa função e ganharia presença no campo ataque.
Bom... Mas agora já passo e espero que Dorival firme sua convicção de futebol "para frente" tem material humano para isso. O Inter empato, quase levo o terceiro que foi bem anulado pelo bandeirinha. Ontem vi o Inter de 2011 mas espero que fique o 2012 jogando leve com Oscar pela direita, com a maestria de D´Alessandro que foi essencial dando o passe para o Gol de Porto Alegre, dando passe para o Oscar que sofreu o pênalti e convertendo o mesmo, deu passe para o segundo gol colorado, com Dagoberto pela esquerda dando opção de chute e entrando área e com o oportunismo do Damião assim espero. Não quer dizer que vá acontecer. O Inter jogou com regulamento foi um empate de 2 a 2. Mas o colorado pode mais.
Portanto a nação que veste vermelho e branco tem que comemorar entrou no páreo e é sim uns dos favoritos ao a ganhar a taça mais cobiçada das Américas. Já na fase de grupo vai medir forças com o Santos que é o atual campeão. Agora é preparar o coração pois a viagem é longa rumo ao tri...
*Destaque: Oscar jogou muito, D´Ale então como sempre. Índio foi soberano mais uma vez aos 37 anos, Guiñazu foi outro que jogou uma enormidade.
*Decepção: Falta de convicção do trinador abdicando de uma qualidade fazendo o time retroceder.
**Mengo também passou e com bonito gol do R10.
***Faço aqui neste espaço um breve comentário a um lamentável fato ocorrido no Egito onde acabou com centenas de feridos e 74 mortos. Até aonde vai a barbárie humana ou que se consideram humanos? Vou além são pessoas tirando vida uma das outras por causa de uma partida de futebol. O povo do Egito sofre com o descaso de seus comandantes essa tragedia foi um reflexo da própria sociedade que clama por um pais mais livre. Mas como reivindicar liberdade se não conseguem torcer numa partida de futebol? Como pedir respeito sem repeitar o próximo? Lamento por todos que se dizem humanos naquele que um dia foi uma civilização tão evoluída. Lamento muito por aqueles que se dizem humanos como eu e você que está lendo este espaço. Lamento.
Pergunta: Quem é melhor Inter ou santos?
Arejando o cabaré
Drama. Sangue. Suor. Lágrimas. Risadas! É, risadas. Esqueça o que veio antes disto, a partida entre Flamengo e Real Potosí não pode ser definida de outra forma, a não ser como uma comédia do estilo pastelão. Para quem assistiu o jogo sem segundas intenções, como este blogueiro, foram 90 e tantos minutos de algumas risadas, e um divertimento bem leve. Porque, na verdade, até os torcedores rubro-negros deviam ter motivos para rir durante a partida - ainda mais depois dela, que garantiu o Mengão na 2ª fase da Copa Libertadores, no mesmo grupo de Olimpia/PAR, Lanús/ARG e Emelec/EQU, um grupo bastante encardido, mas nada de surreal. Dá para passar, é só as coisas voltarem ao seu devido controle, principalmente acertando as questões do comando, ou da falta dele.
O Flamengo entrou no gramado do Engenhão sob óbvia pressão: havia perdido o primeiro jogo nos garrões de Deus por 2-1, as brigas entre Ronaldinho e Luxemburgo estavam cada vez mais constantes, reforços não chegavam, enfim, nada jogava a favor do time carioca. O estádio recebia um bom público, que não parecia disposto a atrapalhar um caminho por si só complicado, então, o apoio foi constante antes do jogo, com jogadores tendo seus nomes gritados, e todo aquele "auê" que costumamos ver no Rio de Janeiro. O Potosí, que entrou uns 10 minutos antes do Flamengo no gramado, estava ali como franco-atirador, na condição de um time que nunca havia pisado no Brasil sem ter saído com no mínimo 5 gols na bagagem (pelo menos até onde minha memória me permite lembrar).
Na saída de bola percebia-se que o time boliviano não tinha vindo ao Brasil para brincar: armou-se em uma retranca, que mais parecia uma barreira de coca, que deixaria Evo Morales orgulhoso. Deixaria, pois o sistema defensivo, quando de posse da bola, fazia aparecer suas impressionantes limitações, errando passes curtos, e tropeçando na bola na tentativa de driblar (!) os avantes rubro-negros. A frouxura do time de Luxemburgo que não permitiu grande pressão no início, e, mesmo assim, o goleiro Lapczyk se destacava como melhor jogador boliviano em campo. O time violeta mal conseguia sair para o jogo, armando-se em um 4-4-1-1, recuado, e que tinha como desafogo o... o... o muy digno "bumba-meu-boi", acreditando piamente que o centroavante Brittes fosse reter a bola, e armar para... para... para alguém perdido que viesse de trás. Realmente, a vida do Potosí estava difícil.
De tanto insistir, aos 39' a casa caiu. Ou melhor, o Flamengo abriu as porteiras da favela boliviana, com um gol do lateral Léo Moura, aproveitando cobrança de falta lateral de Ronaldinho Gaúcho. Antes disto, Bottinelli, destaque da pré-temporada flamenga, já havia aparecido 2 vezes, assustando o arqueiro visitante. Ali acima dizia das deficiências da defesa do Potosí, porém um jogador em especial, parecia estar trajando vermelho e preto por baixo da camisa arroxeada; Centurión, que deveria ser o líder da defesa, era o comandante dos episódios de "fogo amigo" proporcionados pela retaguarda potoseña. No 2º tempo, o beque atoraria Léo Moura, assim como havia feito com Bottinelli, e foi assistir aos minutos finais no requinte e modernidade dos vestiários do João Havelange.
Por falar na 2ª etapa, foram 45' de muitas emoções. Claro, pois quando você acha algo engraçado, não deixa de ser uma emoção, e eu soube conviver bem com isto; mas o time do Real Potosí, não. Então eles resolveram começar a gostar do jogo, depois de um princípio onde percebia-se que o Flamengo não ameaçaria muito o arco de Lapczyk. Uns chutes de muito longe, alguns deles passando perto do gol, e só. O time violeta passou a trocar passes, sem muita naturalidade, como era de se esperar, e chegava como no futebol americano, cavando jardas. Ao ponto de ter uma "bola do jogo", com Brittes, que recebeu ótimo cruzamento da direita, e cabeceou à esquerda de Felipe - ali seria a implosão natural do Engenhão. As entradas dos garotos Muralha e Camacho devolveram as rédeas do jogo aos mandantes, fato sustentado pela supracitada expulsão boliviana.
Ao final da partida, em uma roubada de bola no campo de ataque, Ronaldinho recebeu na entrada da área, gingou, driblou o zagueiro e rolou no cantinho esquerdo do goleiro do Potosí. Um golaço, unindo habilidade e tranquilidade, e matando o time boliviano, que ainda espernearia um pouco mais em volta da área do Flamengo, mas não teve seu doce da vantagem devolvido. 2 a 0, pelo 2º tempo um resultado mais justo, pois se fossem 2 etapas como a 1ª, 6 ou 7 a 0 ficaria extremamente barato. Acredito que o Flamengo, se utilizar bem essa gurizada à disposição, pode dar certo trabalho, até pegar algum brasileiro no caminho. Dificilmente ficará na 2ª fase, os adversários são tarimbados, entretanto, igual ou menos qualificados que o time de Luxemburgo, só que o jogo de hoje (ontem) deve servir como um aprendizado - não menosprezar adversários mais fracos, há que tentar patrolar todos. Pelo menos a vitória tende a deixar o ambiente na Gávea menos tenso. Nem que sejam nas aparências.
O Flamengo entrou no gramado do Engenhão sob óbvia pressão: havia perdido o primeiro jogo nos garrões de Deus por 2-1, as brigas entre Ronaldinho e Luxemburgo estavam cada vez mais constantes, reforços não chegavam, enfim, nada jogava a favor do time carioca. O estádio recebia um bom público, que não parecia disposto a atrapalhar um caminho por si só complicado, então, o apoio foi constante antes do jogo, com jogadores tendo seus nomes gritados, e todo aquele "auê" que costumamos ver no Rio de Janeiro. O Potosí, que entrou uns 10 minutos antes do Flamengo no gramado, estava ali como franco-atirador, na condição de um time que nunca havia pisado no Brasil sem ter saído com no mínimo 5 gols na bagagem (pelo menos até onde minha memória me permite lembrar).
Na saída de bola percebia-se que o time boliviano não tinha vindo ao Brasil para brincar: armou-se em uma retranca, que mais parecia uma barreira de coca, que deixaria Evo Morales orgulhoso. Deixaria, pois o sistema defensivo, quando de posse da bola, fazia aparecer suas impressionantes limitações, errando passes curtos, e tropeçando na bola na tentativa de driblar (!) os avantes rubro-negros. A frouxura do time de Luxemburgo que não permitiu grande pressão no início, e, mesmo assim, o goleiro Lapczyk se destacava como melhor jogador boliviano em campo. O time violeta mal conseguia sair para o jogo, armando-se em um 4-4-1-1, recuado, e que tinha como desafogo o... o... o muy digno "bumba-meu-boi", acreditando piamente que o centroavante Brittes fosse reter a bola, e armar para... para... para alguém perdido que viesse de trás. Realmente, a vida do Potosí estava difícil.
De tanto insistir, aos 39' a casa caiu. Ou melhor, o Flamengo abriu as porteiras da favela boliviana, com um gol do lateral Léo Moura, aproveitando cobrança de falta lateral de Ronaldinho Gaúcho. Antes disto, Bottinelli, destaque da pré-temporada flamenga, já havia aparecido 2 vezes, assustando o arqueiro visitante. Ali acima dizia das deficiências da defesa do Potosí, porém um jogador em especial, parecia estar trajando vermelho e preto por baixo da camisa arroxeada; Centurión, que deveria ser o líder da defesa, era o comandante dos episódios de "fogo amigo" proporcionados pela retaguarda potoseña. No 2º tempo, o beque atoraria Léo Moura, assim como havia feito com Bottinelli, e foi assistir aos minutos finais no requinte e modernidade dos vestiários do João Havelange.
Por falar na 2ª etapa, foram 45' de muitas emoções. Claro, pois quando você acha algo engraçado, não deixa de ser uma emoção, e eu soube conviver bem com isto; mas o time do Real Potosí, não. Então eles resolveram começar a gostar do jogo, depois de um princípio onde percebia-se que o Flamengo não ameaçaria muito o arco de Lapczyk. Uns chutes de muito longe, alguns deles passando perto do gol, e só. O time violeta passou a trocar passes, sem muita naturalidade, como era de se esperar, e chegava como no futebol americano, cavando jardas. Ao ponto de ter uma "bola do jogo", com Brittes, que recebeu ótimo cruzamento da direita, e cabeceou à esquerda de Felipe - ali seria a implosão natural do Engenhão. As entradas dos garotos Muralha e Camacho devolveram as rédeas do jogo aos mandantes, fato sustentado pela supracitada expulsão boliviana.
Ao final da partida, em uma roubada de bola no campo de ataque, Ronaldinho recebeu na entrada da área, gingou, driblou o zagueiro e rolou no cantinho esquerdo do goleiro do Potosí. Um golaço, unindo habilidade e tranquilidade, e matando o time boliviano, que ainda espernearia um pouco mais em volta da área do Flamengo, mas não teve seu doce da vantagem devolvido. 2 a 0, pelo 2º tempo um resultado mais justo, pois se fossem 2 etapas como a 1ª, 6 ou 7 a 0 ficaria extremamente barato. Acredito que o Flamengo, se utilizar bem essa gurizada à disposição, pode dar certo trabalho, até pegar algum brasileiro no caminho. Dificilmente ficará na 2ª fase, os adversários são tarimbados, entretanto, igual ou menos qualificados que o time de Luxemburgo, só que o jogo de hoje (ontem) deve servir como um aprendizado - não menosprezar adversários mais fracos, há que tentar patrolar todos. Pelo menos a vitória tende a deixar o ambiente na Gávea menos tenso. Nem que sejam nas aparências.
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