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domingo, 17 de julho de 2016

Crônica da quebra de um encanto

Tévez foi apático e só pode lamentar a eliminação do seu Boca Juniors para o surpreendente Independiente del Valle (Foto: Marcos Brindicci / Reuters)
Da euforia à decepção. Uma promessa não cumprida. Um final desastroso, fiasquento. O final de temporada no futebol argentino tem a melancolia dos tangos mais tristes, com aquele quê de tragédia que só os porteños conseguem colocar em melodia e canção.



Nos últimos anos os torneios sul-americanos vinham apresentando para o grande público alguns clubes de menor expressão dentro do cenário nacional, em detrimento dos chamados “cinco grandes”, que andavam passando por maus bocados, inclusive visitando a indesejada Primera B Nacional, no caso de River Plate e Independiente. Tudo bem que o conceito de grandeza na Argentina não está ligado diretamente ao número de títulos conquistados, ou qualquer critério no âmbito esportivo, mas isso é outra história.
No final de 2013 escrevi, ainda no Albiceleste Brasil, sobre o assunto "grandeza": Quando o maior não é um grande – ou um tratado sobre a grandeza
Para a Libertadores 2016, foram seis os representantes argentinos, sendo eles quatro dos cinco grandes, além do Huracán, considerado por muitos como um “sexto grande”. Aliás, fato que não era inédito, uma vez que na edição anterior da competição mais charmosa das Américas os representantes haviam sido os mesmos, à exceção do Estudiantes, que deu lugar ao Rosario Central este ano. A expectativa era que o futebol argentino alcançasse a 3ª final consecutiva e, consequentemente, conquistasse o 3º título seguido.

Os últimos campeões, San Lorenzo e River Plate, haviam passado por maus bocados, mas acabaram mirando y tocando La Copa em 2014 e 2015, respectivamente, quebrando uma hegemonia brasileira que já durava quatro anos. As coisas em 2016 começaram um tanto quanto nebulosas para os grandes, já que as atenções tinham que ser divididas entre Libertadores e Campeonato Argentino, que voltava a ser curto, com um regulamento esdrúxulo. E as coisas não estavam acontecendo como o esperado...

Em nenhum momento os participantes da Libertadores chegaram perto da vaga para a competição em 2017, à exceção do San Lorenzo, que se classificou, mesmo sendo trucidado pelo Lanús na final do campeonato. Um indício que as coisas não dariam muito certo, foi a série de empates nas rodadas de clásicos; apenas Rosario Central, em fevereiro, e o San Lorenzo, em abril, conseguiram vencer seus arquirrivais.

Na Libertadores, o Huracán já precisou superar dificuldades gigantescas, ainda na primeira fase, quando o ônibus que transportava o elenco na Venezuela, após a classificação heroica contra o Caracas, sofreu um acidente e por pouco não causou uma tragédia. A participação do Globo até que foi honrosa, eliminando Peñarol e Sporting Cristal, e complicando as coisas para o Atlético Nacional nas oitavas de final – o fortíssimo time colombiano havia sido adversário também na 2ª fase.

Esportivamente, o San Lorenzo sim foi uma tragédia. Não conseguiu vencer sequer um jogo em casa, e foi presa fácil jogando fora do Nuevo Gasómetro. Digamos que o time merecia melhor sorte, principalmente nos confrontos contra o Grêmio, mas foi grandiosamente prejudicado pelas ideias de jogo do seu então treinador, Pablo Guede, que preferia um estilo de jogo ultra-ofensivo, em detrimento de uma defesa mais sólida. No final das contas, acabou tendo que encerrar sua participação de forma melancólica, empatando com a Liga de Quito.

O Racing jamais chegou a empolgar, ou dar pinta real de que seria campeão. Passou com relativa tranquilidade pelo mexicano Puebla na 1ª fase, e por Bolívar e Deportivo Cali na fase de grupos, ficando atrás apenas do Boca Juniors. Contra o Atlético Mineiro, nas oitavas de final, La Academia chegou a estar se classificando, até os 25’ da etapa final, quando Pratto definiu o confronto no Independência. Com um time mais envelhecido e sem ideias de jogo muito claras por parte do técnico Facundo Sava, o Racing fez até mais do que poderia.

Quem decepcionou foi o Rosario Central. Tido por muitos como o time que jogava o melhor futebol na Argentina, não conseguiu se afirmar em nenhum momento. Fazendo uma rotação intensa no elenco, Eduardo Coudet parecia satisfeito apenas com a classificação, mesmo sendo visível o potencial que a equipe tinha. O melhor momento canalla na Libertadores foi nas oitavas de final, quando detonou o Grêmio, com duas grandes atuações. Nas quartas de final, o time não foi páreo para o Atlético Nacional, sendo eliminado com um gol no último lance da partida de volta, na Colômbia.

O Independiente... bom, o Independiente, de Avellaneda, foi o único grande ausente na Libertadores, mas teve outro Independiente que incomodou e muito na competição. Para a história, o Independiente del Valle é mais um estreante nas finais do torneio. Não apenas isso, os equatorianos eliminaram os gigantes River Plate e Boca Juniors, um verdadeiro Davi encarando de frente dois dos maiores Golias do futebol sul-americano.

O River Plate encarou problemas contra o São Paulo, mas, apesar da pontuação apertada na fase de grupos, nunca correu riscos reais de ser eliminado. Nas oitavas de final, o Millonario foi surpreendido pelo Independiente equatoriano, na altitude de Quito, e perdeu por 2 a 0. No jogo de volta, no Monumental de Núñez, o goleiro Azcona se consagrou, pegou quase tudo e os argentinos não conseguiram fazer mais que 1 a 0. Resultado e futebol insuficientes.

O time do Boca Juniors indiscutivelmente não era o melhor da gloriosa história do clube. Longe disso. Particularmente, fazia muito tempo que eu não via um time azul y oro tão fraco. Penso que este seja o time mais fraco dos últimos 20 anos. O time inicialmente treinado por Rodolfo Arruabarrena começou com dois empates, e o desempenho fraco, também no campeonato nacional, fez com que o presidente Daniel Angelici perdesse a paciência e demitisse El Vasco. A chegada de Guillermo Barros Schelotto fez o time encorpar e vencer os últimos três jogos, incluindo uma grande goleada sobre o Deportivo Cali, na Bombonera.

No final das contas, esses bons resultados eram enganosos, uma vez que a fragilidade dos adversários disfarçava as limitações dos xeneizes. Isso se viu contra o Cerro Porteño, nas oitavas de final, quando o Boca Juniors venceu as duas, mas sem um desempenho convincente. Na sequência, eliminar o fraco Nacional uruguaio foi uma dificuldade gigantesca. Depois do empate no Parque Central, por 1 a 1, uma vitória simples classificava os argentinos para as semifinais. Mas as coisas não foram tão simples assim... Os uruguaios se impuseram e saíram na frente com um gol contra do capitão Daniel Díaz. O Boca empatou com Pavón, que tirou a camisa na comemoração do gol e foi expulso. O empate levava o resultado para os pênaltis, o que acabou acontecendo. Na decisão na marca dos 11 metros, brilhou a estrela do mundialista Orión, que defendeu três penalidades e garantiu a classificação xeneize.

Houve a parada para a Copa América Centenário, e algo estranho aconteceu. O time parou de jogar, devido ao final do campeonato nacional, e o ritmo de jogo se esvaiu. Isso ficou perceptível no retorno, em julho, para o confronto contra o Independiente del Valle, nas semifinais da Copa. No jogo de ida, em Quito, faltaram pernas e fôlego para segurar os equatorianos, que conseguiram uma importante virada, após os argentinos saírem na frente, com o gol de Pablo Pérez. O domínio do Independiente também foi algo preocupante, pois a maior posse de bola foi dos donos da casa, além das melhores chances de gol.

Muito se falou antes do jogo de volta. A maioria do público imaginava que o Boca Juniors fosse se impor, fosse amassar o adversário, se aproveitando do peso de sua camisa e da tão falada mística da Bombonera. A festa foi a de sempre, mas a camisa ficou leve e a mística se esfacelou diante dos olhos de 50 mil pessoas. O garoto Pavón abriu o placar logo aos 3’, o time perdeu várias chances de gol, e permitiu o empate do time equatoriano. A volta do intervalo foi o início de um filme de terror. O Boca se atirou ao ataque, se expôs completamente aos contra-ataques adversários, e, coincidentemente aos 3’, o garoto Bryan Cabezas fez o gol da impensável virada. Dois minutos depois, Orión, heroi contra o Nacional, falhou miseravelmente e Angulo empurrou para o gol vazio.

A partir daí, a Bombonera, Schelotto e os jogadores ficaram aturdidos. Foi um impacto forte demais para que pudesse se ver uma reação racional de algum boquense no estádio. Inclusive Maradona abandonou seu camarote na tradicional cancha xeneize. Pavón ainda diminuiu no final do jogo, mas nem a derrota conseguiu ser evitada. Nem a derrota na final da Libertadores 2004, para o Once Caldas, da Colômbia, teve tanto ar de tragédia quanto essa eliminação.

O Boca Juniors eventualmente perde jogando em casa, até mesmo para adversários mais fracos em nível local. Mas jogos em grandes, decisivos, de Libertadores, principalmente, a Bombonera costumava intimidar, costumava latir, como dizem os argentinos. Só que no ano passado a torcida já havia feito a diferença negativamente, no confronto contra o River Plate, que provocou a exclusão do time da Libertadores. Desta vez, a pressão da torcida claramente se voltou contra o time, que se mostrou nervoso em muitos momentos da partida e fraquejou no momento mais importante da temporada.

A tragédia na Bombonera foi a cereja do bolo de um primeiro semestre para se esquecer dos grandes times argentinos, além da derrota da seleção na final da Copa América Centenário, aumentando ainda mais o jejum sem títulos da Albiceleste. Resta ver como o clube dos cinco grandes irá reagir na segunda parte de 2016, pois apenas o San Lorenzo está garantido na Libertadores 2017 (ao lado de Lanús, Estudiantes e Godoy Cruz), e a última vaga será destinada ao campeão da Copa Argentina, que será conhecido no final do ano. Serão longos meses no futebol argentino...

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Orgulhosamente seguimos iludidos

Apontou e acertou: o Grêmio não ocupava o topo da tabela do Brasileirão desde outubro de 2008 (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)
Antes do início do Campeonato Brasileiro, nem o mais delirante dos torcedores da dupla Gre-Nal poderia imaginar que depois de quatro rodadas, os dois gigantes do futebol gaúcho estariam dividindo a liderança da competição. Os primeiros meses de 2016 foram pouco animadores, com um pouco inspirado Internacional conquistando o Gauchão, e o Grêmio decepcionando nas três competições que disputou. Eis que a arrancada do Brasileirão surpreende, com ambos os times mostrando grande solidez, se credenciando de cara ao título nacional que não fica na Província de São Pedro fazem longínquos 20 anos.

Depois da primeira rodada a sensação que ficou era de que teríamos mais um Brasileirão daqueles intermináveis, com a dupla lutando por posições intermediárias, para no final do campeonato se contentar com vagas para torneios continentais. Os empates sem gols contra Corinthians e Chapecoense foram difíceis de digerir, cada qual pelas suas circunstâncias. O Grêmio controlou o jogo na Arena Corinthians, perdeu boas chances de gol, mas mostrou muitos dos problemas que irritaram muito o torcedor nas eliminações na Libertadores e no Gauchão. Já o Inter, jogando em casa, consagrou o goleiro Danilo, da Chapecoense, e também não foi capaz de tirar o zero do placar, inclusive desperdiçando pênalti dos pés do zagueiro Paulão.

O Tricolor é o líder, com os mesmos 10 pontos colorados, mas com vantagem no saldo de gols. O time de Roger Machado não empolga como em 2015, ainda que dê mostras de estar se aproximando do seu melhor desempenho. A vitória categórica sobre os reservas do Atlético-MG pode até ter enganado muita gente, principalmente depois da vitória esquálida sobre o Flamengo na rodada 2. No entanto, é importante notar que o treinador gremista, ainda que tenha seus defeitos - e que não são poucos -, está reencontrando uma ideia de time que o tornou um dos técnicos mais badalados do país. O próximo passo é ter paciência com os talentosos jovens à disposição no elenco e torná-los protagonistas no time, deixando os criticados medalhões de lado - sobretudo Douglas e Marcelo Oliveira.

Talvez surpreenda ainda mais a boa largada do Inter, cujo futebol pouco vistoso dava esperanças igualmente proporcionais aos seus torcedores. É um time claramente moldado a se defender, jogando muitas vezes com três volantes, e que prima pela eficiência em todos os setores. O sistema defensivo, outrora uma dor de cabeça no Beira-Rio, aparentemente foi resolvido, com a ascensão de Artur e as ótimas fases de Paulão e Ernando. E os lampejos de talento individual, que era o que salvavam o time no ano passado, evoluíram para uma mecânica de jogo interessante do meio para a frente, contando com a qualidade e mobilidade do trio Eduardo Sasha, Andrigo e Vitinho. As vitórias maiúsculas contra São Paulo e Santos, ambos em território paulista, foram um belo cartão de visitas.

O Inter também aponta para o alto, mais um postulante ao título nacional (Foto: Ricardo Duarte / SC Internacional)
O que fica é a expectativa de uma sequência de bons resultados que façam a dupla Gre-Nal brigar como protagonistas, como deveria ser em todos os anos. Não existe adversário fácil no Campeonato Brasileiro, tido por muitos como o mais difícil do mundo, mas 2016 também não é um ano que apresente um "bicho-papão". Os grandes paulistas estão em um período de instabilidade, sobretudo Corinthians e Palmeiras, os cariocas há tempos não assustam, e os mineiros parecem um pouco abaixo das ótimas campanhas feitas de 2012 para cá. Ou seja, mesmo longe de terem os melhores times das suas histórias, Grêmio e Inter mostram ter totais condições de sair da fila por títulos nacionais. Depende apenas deles fazer com que a ilusão do torcedor de um dos gigantes gaúchos se torne realidade e festa na Goethe no início de dezembro.

Antes do Esquecimento
  • Na tarde deste domingo foi disputada a grande final do Torneo de Transición argentino, entre San Lorenzo e Lanús, no Monumental de Núñez. Era esperada uma decisão altamente equilibrada, mas o time treinado por Pablo Guede voltou a fraquejar em uma decisão e foi massacrado pelo Granate. A vitória por 4 a 0 do Lanús ficou baratíssima, escancarando a falência do sistema de jogo do Ciclón. Apesar do vexame, o San Lorenzo estará na Libertadores 2017, junto do campeão Lanús, do Godoy Cruz e do Estudiantes.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

À contento?

Mais um jogo para a série dos resultados sem grandes atuações. Consegui apenas assistir ao melhores (?) momentos da partida de sábado na noite de ontem, portanto, o texto só sai do forno agora. O "plus" a mais na vitória sobre o Canoas, em relação aos fatores que vinham desagradando, foi o extremo preciosismo, que salvou os visitantes de sofrerem uma goleada, mesmo enfrentando um Grêmio pouco afim de jogo - nota-se aí a (falta de) qualidade dos outrora universitários. No entanto, uma novidade positiva: a defesa jogou bem, e pela 1ª vez na temporada o time fica mais de 2 jogos (esse foi o 3º) seguidos sem sofrer gols, o que com Werley e Gilberto Silva no miolo de zaga não deixa de ser uma façanha registrável. Agora vem um Gre-Nal bastante interessante, pelo contexto, na decisão da Taça Farroupilha - a exemplo do ano passado, no Beira-Rio.

O Grêmio, em 10' de blitzkrieg na 1ª etapa, fez seu gol, com André Lima, aos 7', depois de uma falha grotesca da defesa do Canoas. Um legítimo gol de "xiripa" do centroavante gremista. O goleiro Vaná foi o melhor em campo; apesar de protagonizar o pastelão do único gol da partida, fez defesas importantes que mantiveram o "1" no placar dos locais, e a honra no lombo dos rubro-luteranos. A partida até teve um certo equilíbrio, pela força que o Canoas fez para não ser massacrado, mas as investidas ofensivas não davam muitos frutos, por mais que a dupla Jé e Miro Bahia insistissem. Tranquilo, o time de Vanderlei Luxemburgo soube administrar a vantagem, se dando ao luxo de perder algumas oportunidades. Em uma das mais claras, Miralles abusou do capricho ao tentar encobrir o goleiro, justificando, mais uma vez, minhas críticas em série.

A final da Taça Farroupilha tem apenas um prognóstico: equilíbrio total. Os 2 times vão relativamente desfalcados, e o trabalho dos treinadores será essencial para otimizar o desempenho. O Tricolor não terá Léo Gago, além de Júlio César, que já vem fora do time; Mário Fernandes e Marcelo Moreno podem ser novidades no domingo, e, na pior das hipóteses, estarão concentrados. Na vaga do volante, aposto no ingresso de Marquinhos, seguindo a lógica do técnico nas outras oportunidades quando não contou com algum dos volantes. O que pode pender a favor do Grêmio é o fato de ter a semana livre, enquanto o Inter terá um jogo de alta exigência na Libertadores. Enfim, clássico é clássico ("e vice-versa", como dizia Mário Jardel), e não deve ter um favorito apontado. Quem o fizer, estará cometendo uma desonestidade intelectual.

Antes do Esquecimento
  • No final de semana acompanhei fragmentos dos 2 principais jogos no futebol argentino, entre os 2 gigantes de Buenos Aires e 2 clubes de Córdoba. Pela B Nacional, no sábado, o River Plate recebeu o Instituto, líder da competição. O Millonario dominou as ações, sobretudo nos 30 primeiros minutos do 2º tempo, que pude assistir. Trezeguet fez o gol que deixou o River a 1 ponto da Gloria, ainda na ponta. O Boca Juniors foi ao Mario Kempes, e apenas empatou com o Belgrano - que não é mais o mesmo do Apertura (as perdas de Franco Vázquez e César Pereyra foram determinantes). O 1º tempo foi bem movimentado, e Giménez (emprestado pelo Boca ao Pirata) abriu o placar. Erviti empatou na 2ª etapa, que só teve o gol e substâncias soporíferas pairando no ar, e na tela da televisão de quem assistiu. Os Xeneizes seguem na liderança, mas podem perdê-la na noite de hoje, para o Newell's, que enfrentam o Arsenal, no Viaducto.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vídeotape

Em 4 dias, 2 jogos; em 2 jogos, 7 gols. 2 goleadas, 2 classificações em 2 campeonatos diferentes. E mesmo assim, este é um time que não joga um futebol brilhante. Pois é, esta é a rotina do Grêmio na temporada '12, fazendo "o necessário, somente o necessário" para ir galgando etapas e consolidando uma ideia de conjunto. Me perguntaram o que eu achava do Luxemburgo, quando ele foi anunciado. Confesso que tinha uma certa rejeição ao nome, mas repensei, e no post "O Médico e o Monstro", de 22 de fevereiro, exponho alguns aspectos positivos que o treinador poderia agregar ao clube. Assim vem sendo feito, com tranquilidade para trabalhar, as coisas acontecem com muito mais naturalidade, e a famosa "mão do técnico" começa a aparecer claramente. Luxa parece estar se reencontrando com o grande técnico dos anos 90, e a cada partida solidifica mais e mais seus conceitos.

O que aconteceu ontem no Olímpico foi um mais do mesmo, um repeteco do jogo da última quarta-feira. A diferença foi o adversário que veio extremamente retrancado, pois tinha consciência que a derrota significaria, além da eliminação no campeonato, o rebaixamento, só ainda não sacramentado pela teórica possibilidade de título (!) que o Ypiranga tinha. A eficácia do posicionamento proposto por Leocir Dall'astra durou pouco mais de 30', dentro dos quais o time de Erechim só conseguiu passar do meio-campo em 2 oportunidades. Luxemburgo, por sua vez, escalou praticamente o mesmo time da última partida, apenas poupando Bertoglio para o ingresso de Miralles, que nas coletivas da semana foi praticamente escalado pelos jornalistas, e, aliás, jogou o seu futebolzinho medíocre de sempre, enganando somente as chinas de fronteira da torcida gremista.

Werley resolveu entrar no mesmo clube de Naldo e Grolli, zagueiros ridículos, que não cumprem suas funções básicas, mas sempre aparecem na área adversária para marcar seus golzinhos. O camisa 34 marcou 2, o primeiro e o último, e foi eleito por uma das emissoras de rádio que cobriram o jogo como o "craque da partida". Eu deveria ter bebido antes do jogo para cair em tamanha falácia. Nas pouquíssimas vezes em que o Ypiranga visitou a área gremista, Werley foi protagonista negativo, inclusive deixando um avante canarinho executar um giro dentro da área, no 2º tempo, na melhor chance de gol que os visitantes tiveram. Pará e Gabriel seguem medíocres, ardendo de ruim, ainda que o lateral-direito tenha dado ótimo passe para o 2º gol, marcado por André Lima, 1' depois da abertura do placar.

E, mesmo com a assistência, Gabriel foi sacado no intervalo para dar lugar a Edílson, este que sempre ingressa bem nas partidas, mas desde 2010 os treinadores o olham com certa indiferença (ou com o reflexo dos R$ 400 mil mensais que recebe o titular). No início do 2º tempo, em jogada muito confusa, com um bate-rebate na entrada da área do Ypiranga, a bola sobrou para Fernando (em posição legal) fuzilar o seu xará Vizzotto, e marcar o 3º gol Tricolor. Daí em diante, o time de Erechim mal tocou na bola, o Grêmio seguiu administrando, e esperando o momento certo, se é que ele apareceria, para tentar marcar mais gols. Algumas chances foram criadas, e a dupla Miralles e Marquinhos desperdiçaram 2 vezes cada um. Werley, como destaquei anteriormente, fecharia o placar a menos de 10' do fim do jogo.

Me impressionou, novamente, a entrada de Felipe Nunes. Não havia falado nele depois da última partida, mas o canhotinho mostrou muita habilidade com a bola nos pés, e muita inteligência para organizar as jogadas. Se tiver seus fundamentos bem trabalhados, pode roubar a vaga de Marco Antônio no time titular. O trio de volantes está consolidado, talvez a única certeza absoluta no atual time gremista, além da titularidade de Victor. E, mesmo com algumas incertezas, o time segue eficiente, fazendo resultados, e indo adiante nos seus compromissos; com Caio Júnior, duvido que o time teria se classificado para as quartas-de-final da Taça Farroupilha. Agora está nas semi, onde enfrentará o Canoas, também no Olímpico, as 16h do próximo sábado. Jogo de baixíssimos riscos. Me atrevo a dizer: que venha o Gre-Nal.

Antes do Esquecimento
  • Lendo a imprensa "especializada" na manhã de hoje, me deparo com este post. Só me resta dar risada. Mais de 15 mil pessoas no estádio, para uma partida com pouquíssimos atrativos, onde a vitória gremista era praticamente certa, o adversário era medíocre... O cara quer casa cheia? Com os ingressos mais baratos a absurdos 40 reais? O pior é saber que, com a inauguração da Arena, o acesso dos torcedores mais "humildes" se tornará ainda mais complicado. E a direção espera 40 mil por jogo no novo estádio. Vão esperando sentadinhos, do jeito que eles querem os torcedores...
  • Finalmente o Boca Juniors perdeu a liderança do Clausura! A derrota na noite de ontem, para o rebaixável Tigre, por 2-1, em Victoria, alçou o Newell's Old Boys à ponta, com os mesmos 20 pontos dos Xeneizes. O Matador, aliás, tem um jogador que deveria ser melhor analisado, e que marcou um belo gol de falta: Diego "Cachete" Morales, enganche de 25 anos e muita qualidade técnica. Da mesma estirpe de Conca e Bottinelli, argentinos de sucesso aqui no Brasil. Será que estão esperando Cachete brilhar no Chile para fazerem alguma tentativa?
  • No Clasico de Avellaneda (ao meio-dia do sábado!), o Independiente recebeu e goleou o Racing, de virada, por 4-1. Destaque negativo para Teófilo Gutiérrez: o brigão atacante colombiano abriu o placar, mas arrumou algumas confusões, primeiro com Sergio Pezzotta, o árbitro do confronto, que o expulsou, e com o capitão Sebastián Saja, já nos vestiários, inclusive sacando uma arma de brinquedo (!) para ameaçar o ex-goleiro do Grêmio, como consta no Diario Deportivo Olé. Imbecil e genial na mesma proporção. Além disto, Alfio Basile não treina mais La Academia, dando lugar a Luis Zubeldía, de 31 anos, ex-técnico do Lanús.

domingo, 1 de abril de 2012

"Quem tem medo do Lobo Mau?"

Se o Grêmio não tinha, nos últimos tempos parece estar querendo mudar de opinião, pois sempre se complica fortemente contra o Pelotas, não importa eles estando bem ou mal. Em 2010, os auricerúleos quebraram 2 tabus: as 15 vitórias consecutivas com Silas (!) no comando do Grêmio, maior sequência de vitórias da história do Tricolor, e a série de 51 jogos sem perder no Olímpico Monumental, a maior da era moderna no futebol brasileiro. Hoje, o Lobão quebrou a invencibilidade de Vanderlei Luxemburgo no comando do Grêmio, com uma vitória embasada na eficiência, se impondo justamente no período onde eu ainda não podia acompanhar a partida, nos primeiros 30 minutos. Como eu costumo bater, marcar gols no início das partidas é essencial para manter uma proposta de jogo, e quebrar a do adversário.

E assim o Pelotas procedeu. Com 1' de jogo, primeiro ataque do time da Zona Sul, Reinaldo, centroavante conhecido por ter sido contratado pelo Grêmio após ser artilheiro da Série B '05, apareceu livre na marca do pênalti e desviou de cabeça, fora do alcance de Victor, para abrir e fechar o marcador. Os donos da casa anda criaram 2 boas oportunidades, em um chute de longe, que Victor se esticou para mandar à córner, e em uma grande jogada de Clodoaldo, que exigiu milagre do goleiro gremista. No mais, Beto Almeida tratou de fazer seu time se resguardar, para não sofrer com os contra-ataques, que, no meu ver, parecia ser a proposta inicial do Grêmio, apostando muito nas subidas dos laterais (sic) e na velocidade de Bertoglio, que, novamente, apanhou demais.

Além da dificuldade de ter sofrido um gol cedo, o Grêmio pareceu mal armado. Não sei se Marco Antônio estava à disposição ou não, mas, hoje, vejo ele como sendo muito mais útil que Marquinhos, titular na tarde de hoje, e eu não bebi no final de semana. Os 2 volantes "móveis" (dê-lhe redundância) não foram bem, sobretudo Souza, que voltou a ser sacado na volta do intervalo. Apenas 1 chance de gol em 45 minutos, com Gabriel, não por acaso, o pior jogador gremista em campo, também substituído ao final do 1º tempo. As entradas de André Lima e Edílson, nas vagas dos supracitados, deram um novo ânimo ao time. Destaque para o lateral-direito, que em meio jogo fez mais que Gabriel em toda a temporada. Ao menos o #33 não é castrado, (leia-se "sabe cruzar") além de chutar muito bem de média distância.

Mesmo com a melhora, mesmo com o cansaço do Pelotas, o Grêmio seguiu sendo ineficaz no ataque, claudicante na defesa, e a derrota pelo placar mínimo se manteve. Já que falei em defesa; ela já não vinha lá essas coisas, Gilberto Silva e Werley se lesionaram, e em seus lugares jogaram Vílson e Pablo, que só não foram pior porque foram pouco acossados pelo ataque pelotense. Confesso minha apreensão com a situação, pois não há um zagueiro sequer em condições de ser titular, e olha que nem Werley tinha essa condição. A direção precisa urgentemente buscar um defensor, nem que tenha que dar uma de dirigente de Brasfoot, abrir a mão e pagar a multa recisória de algum bom defensor no futebol brasileiro. E se vier um armador de brinde, também não ficaria insatisfeito.

O Pelotas, do (3º) goleiro (e gordinho) Fernando Júnior, de ótima atuação, entra no G4, e depende apenas de si para ir as quartas-de-final da Taça Farroupilha. Pega o Cruzeiro, no próximo domingo, no Estrelão. O Grêmio, já classificado, garante a liderança do grupo com um empate contra o Caxias, também no domingo de Páscoa, no Olímpico. Antes disto, tem Copa do Brasil, quarta, às 19h30, contra o Ipatinga, em Minas Gerais. A expectativa é não termos o jogo de volta, que o Tricolor vença por 2 gols. Para isto, não poderá ter medo, terá que encarar com seriedade e jogar com qualidade para vencer mais este desafio. Uma atuação como a de hoje não poderá se repetir, caso o Grêmio queira seguir na Copa do Brasil.

Antes do Esquecimento
  • Amanhã o Grêmio oferecerá aos seus sócios e torcedores cadastrados uma festa para o lançamento de sua linha oficial Topper 2012. Este blogueiro foi convidado para o evento, e acompanhará a partir das 19h30 de amanhã. Os interessados poderão seguir o evento pelo Facebook do Vida Cancheira, que, na medida do possível, será atualizado com fotos do coquetel. No final da noite, post exclusivo com a cobertura completa.
  • O Santa Cruz jogará a 1ª divisão do Gauchão no seu centenário. Tonho Gil conseguiu evitar o pior, e com 4 pontos em 2 jogos seguidos em casa, o Galo escapou da ameaça de rebaixamento. A vitória do sábado, 2-1 sobre o Lajeadense, foi agônica, mas suficiente para que o time chegasse ao 14 pontos na classificação geral, não podendo mais ser ultrapassado por Ypiranga e Canoas, que tem 11 e 10, respectivamente.
  • Neste momento, e em quanto preparava este post, a televisão mostrava, e segue mostrando, o confronto entre os líderes do Clausura argentino, Estudiantes e Boca Juniors, no Estadio Unico de La Plata. O Boca está se isolando na liderança, com a goleada por 0-3, gols de Santiago Silva (afastando a mufa), Ledesma e Mouche. O time de Falcioni chega aos 17 pontos, rumo à unificação das faixas da temporada 2011/12.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O melhor ataque é a defesa

"Força aérea Tricolor", muito ouvi este termo nas transmissões dos jogos do Grêmio, desde os tempos de centroavantes e zagueiros que iam às áreas adversárias para garantir pontos importantes e até títulos. No sábado houve um "revival" desta saudosa época, em que o time da Azenha era respeitado pela sua força e pragmatismo. E, realmente, foi uma vitória pragmática, sem jogar um belo futebol, mas com relativa segurança, e controlando o confronto na maior parte do tempo. Ainda me desagrada ser necessário um "fato novo" para que o time acorde nos jogos e vá ao ataque. Me acostumei a ver um Grêmio impetuoso jogando em seus domínios, que invadia o campo adversário desde o apito inicial, e penso que Caio Júnior precise rever isto.

Os primeiros momentos do jogo foram de uma modorra impressionante, onde o Grêmio errava passes, mesmo com a maior posse da bola, não criava chances, e ainda as propiciava para o Galo do Vale do Rio Pardo. A única boa notícia da noite estava sendo a entrada de Gilberto Silva, que comprovava uma teoria pessoal: volante deve ter mais de 1,80 e bater até na mãe, se necessário; Gilberto é um pouco mais "classudo" que a necessidade de quebrar todas as jogadas, mas tem a firmeza ideal para a função. Não fosse o experiente pentacampeão mundial, a defesa já teria feito água antes dos 17', tempo da abertura do placar no Olímpico; depois de cobrança de falta da direita, a bola viajou por toda a área, Victor não saiu, Roberto Jacaré começou a linha de passe e Cristiano só escorou para as redes, para festa do único torcedor do Santa Cruz no estádio.

O gol alvinegro ligou o time gremista, que em menos de 1 minuto já tinha o 2º escanteio consecutivo a seu favor, de onde nasceu o gol de empate: cabeçada de Marcelo Moreno no travessão e, no rebote, Naldo tocou sobre Ricardo. As tentativas se davam apenas por intermédio das jogadas aéreas, abusando dos cruzamentos, uma vez que Marquinhos e Marco Antônio (de novo!) estavam apagados na partida, e os laterais eram itens decorativos no gramado (Gabriel um pouco menos que Collaço). Aos 24', o Grêmio copiou a receita do Santa Cruz e, depois de córner cobrado por Marquinhos, Naldo puxou a linha de passe no 1º poste, e Douglas Grolli chutou forte para virar o placar. Dali em diante o time se reorganizou, passou a botar a bola no chão e dominar a partida.

Taticamente, o Grêmio procurou apertar um pouco mais o Santa Cruz, jogando avançado tanto com quanto sem a bola nos pés. Antes do final da 1ª etapa, houveram umas 2 ou 3 chances de gol para o Tricolor, e um pênalti absurdamente não marcado sobre Marcelo Moreno. No início do 2º tempo, o 3º gol gremista, o 3º gol dos zagueiros na noite de futebol "pré-balada" de sábado. Em escanteio que veio da esquerda, e passou por todo mundo, Kléber dominou e alçou com perfeição para Naldo aparecer de surpresa e definir o 3-1 no placar. Parecia que era o gol definitivo, que a partida estava morta. Ledo engano. O Galo passou a atacar com mais frequência, e quase diminuiu em 2 oportunidades. Com meia hora da etapa final, o Grêmio finalmente deixou os quase 7 mil presentes no Olímpico mais tranquilos, sacramentando a vitória com o 4-1.

Aí, no 4º gol, uma situação diferenciada, pois 2' antes, Caio Júnior tinha trocado Gabriel por Edílson, e eu já preparava a corneta. Um segundo depois de eu pensar em xingar, Edílson acerta seu 2º ótimo cruzamento, e coloca a bola na cabeça de Kléber, que não tem dificuldade alguma em tirar de Ricardo. Mesmo assim, sigo reinvindicando maior inteligência do treinador gremista na hora de fazer suas trocas. A entrada de Edílson é até aceitável se formos comparar com as outras 2 trocas, de Marquinhos por Guilherme Bittencourt e de Kléber por André Lima - uma por quem saiu, e outra por quem entrou; Marco Antônio, o pior do Grêmio em campo, jogou os 90', algo inexplicável, enquanto Leandro poderia ter entrado na vaga de Kléber. Se o mundo fosse justo, André Lima sequer seria alternativa no banco de reservas.

O jogo terminou com a primeira atuação mais tranquila, onde o time não correu (muitos) riscos, e a questão tática já foi um pouco menos problemática que nas partidas anteriores. A defesa segue com problemas seríssimos, apesar de não ter sido muito exigida no confronto de sábado, e o sistema de ligação também está deficiente. Com todo o respeito, mas Marco Antônio não é jogador para atuar em um time da grandeza do Grêmio. Consolidam-se Gilberto Silva e Fernando como dupla de volantes, e aí já existe uma questão a ser resolvida: Fernando levou o 3º cartão amarelo, e não joga contra o São José. Mesmo com a paciência no fim, acredito que, no final das contas, o quebra-cabeças se completará. Com ou sem #CaiOJúnior.

Nos Acréscimos
  • Começou o Torneo Clausura da temporada '11/'12 do futebol argentino, com jogos na sexta, no sábado, ontem e hoje teremos o fechamento da rodada. Acompanhei Vélez Sarsfield e Godoy Cruz, em Liniers, ontem à noite, e foi um ótimo jogo de futebol. Empate em 1-1, gols do estreante Mauro Obolo, para o Fortínero, e Castillón para o Tomba. Destaque para a estreia de Insúa, que entrou ainda no 1º tempo na vaga do "Mago" Ramírez, contundido. São 2 ótimas equipes, e que prometem fazer campanha na Copa Libertadores.
  • O atual campeão, o Boca Juniors, começou a defender o cinturão portenho contra o Olimpo, na Bombonera. Ótima vitória por 2-0, com muito boa atuação de Riquelme, que parou de "correr como um idiota", e deu assistência genial para o 2º gol, de Mouche. Cvitanich abriu o marcador. O Lanús, também na Libertadores, recebeu e goleou o San Lorenzo por 4-1, com 2 gols de Mariano Pavone. O último representante argentino em "La Copa" estreia hoje: o Arsenal vai a Santa Fé enfrentar o Cólon, as 22h10, horário brasileiro de verão.
  • Reforço os agradecimentos feitos pelo colega Carlos Paiva a todo o pessoal do Esporte Clube São José envolvido nesta grande oportunidade a qual está nos sendo propiciada, em especial ao Sandro Neguetti e ao Paulo Matos, e dizer que buscaremos retribuir a esta chance com o maior esforço possível. Não será minha primeira experiência no Zequinha, ainda que esta seja a primeira oficial. Tudo que eu disser a mais que disse o Carlos, estarei sendo repetitivo, portanto, apenas endosso o compromisso e a grande responsabilidade que o "Vida Cancheira" terá neste novo desafio.
P.S.: O "É Só Fazer" é um extinto blog galhofeiro e não-profissional deste escriba. Qualquer menção ofensiva, eu peço encarecidamente que seja relevada. Ao contrário do "Vida Cancheira", àquele blog não tinha um cunho de seriedade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Sólo necesito un respiro

O Apertura '11/12 argentino está praticamente decidido. Na verdade, já estava a algumas rodadas, virtualmente. Agora, somente um desastre futebolístico sem precedentes nos nossos hermanos tira a taça do Boca Juniors. A matemática é simples: temos 3 jogos, 9 pontos em disputa, e é justamente de 9 pontos a diferença dos xeneizes para o 2º colocado, o brioso Tigre, de Victoria, que luta por pontos somente para fugir do descenso. Isto mesmo, teriam que haver 3 derrotas do Boca, com 2 jogos em casa, contra os fracos Banfield e All Boys, e 3 vitórias do Matador, que joga 2 como visitante, contra o ameaçado San Lorenzo e Independiente. O que era um questionamento, tornou-se uma afirmação: entreguem a taça.

O time de Falcioni foi a Mendoza encarar o Godoy Cruz, que estava invicto como mandante no Apertura. Estava. O Malvinas Argentinas viu um dos melhores jogos do torneio até aqui, onde os 2 times buscaram o ataque o tempo todo, visto que ambos ainda tem objetivos no campeonato: o Boca querendo garantir o título, e o Tomba, uma vaga na Libertadores do ano que vem. Os auriazuis foram muito eficientes no 1º tempo, onde praticamente garantiram a vitória, se utilizando do ímpeto ofensivo do Godoy Cruz para escapar em contra-ataques, na velocidade do quarteto Chávez, Rivero, Mouche e Cvitanich, este último de excelente atuação. E foi o camisa 20 quem abriu o marcador, aos 9', aproveitando boa jogada de Rivero, pela direita. Cvitanich também sofreu o pênalti que originou o 2º gol, marcado pelo zagueiro Schiavi, a 36'.

Na 2ª etapa, o Godoy Cruz conseguiu, diferentemente da primeira etapa, chegar à meta de Orión, criando algumas chances em chutes de média distância, entretanto, a bola não encontrava Ramírez na grande área, limitando qualquer possibilidade dos mandantes diminuirem. Enquanto isto, o Boca cozinhava o jogo, bloqueando bem a defesa, mas escapando menos em contra-ataques, procurando manter um pouco mais a posse da bola. No final do jogo, Rojas acertou um chutaço, do meio da rua, diminuindo o placar, mas não passou disto. Vitória do Boca Juniors, que, além de praticamente garantir o título, garantiu vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. O Godoy Cruz não se complica tanto, visando vaga continental, mas uma vitória do Independiente hoje, fora de casa, contra o Unión de Santa Fé, coloca o Rojo no retrovisor dos mendoncinos.

A situação fica relativamente tranquila para o Godoy Cruz, pois o Racing enfim perdeu sua invencibilidade no torneio, jogando em casa, no sábado, contra o Belgrano. Ainda por cima, o fantasma da Promoción volta a assombrar o time de Avellaneda. A partida foi bastante disputada no Cilindro, com Los Piratas abrindo 2 a 0 na primeira parte do jogo, com Pereyra e Turus, em 2 inacreditáveis falhas defensivas do time de Simeone. Giovanni Moreno diminuiu, com um golaço de falta, o que não adiantou em nada, pois no final do 1º tempo, novamente El Picante Pereyra marcaria, em mais uma falha da defesa, que havia sofrido 4 gols em 15 jogos - e levou 3 em 44 minutos.

Na 2ª etapa, um show de cartões vermelhos, 2 para o Belgrano [Rodríguez e Quiroga] e 1 para o Racing [Hauche], o que contribuiu diretamente para a pressão d'La Academia, principalmente a expulsão do volante uruguaio, aos 21' da 2ª parte. Não fossem as expulsões, talvez o desastre tivesse sido pior. A estrela de Simeone [sic] brilhou, ao colocar Valentín Viola na partida, e este marcar o gol do desconto, aos 22', no lance posterior à 1ª expulsão. Daí em diante o que se viu foi uma série de tentativas malogradas do Racing, que esbarrou no seu nervosismo, e na muito boa atuação de Olave. Nos momentos de maior pressão, eu fiquei em frente a televisão pensando que poderia ser diferente se não houvesse a birra de Teo Gutiérrez com o grupo, ou se não houvesse El Cholo Simeone no comando da equipe.

Foi o adeus definitivo a qualquer chance de título, e o chancelamento de uma campanha que parecia boa, graças a longa invencibilidade, mas que trazida para números absolutos, não é mais que medíocre [5 vitórias em 16 partidas], sem contar os maus desempenhos, acima dos maus resultados. O time também se complicou muito na briga por uma vaga na Libertadores, tendo que tirar 6 pontos do Godoy Cruz em apenas 3 jogos, sem confronto direto. Na tabela do Apertura, o time se mantém na 3ª posição, com 25 pontos, podendo ser ultrapassado pelo Unión, que é o outro time que, vencendo, mantém chance de título, mas na mesma situação do Tigre. O Boca garantiu vaga na Libertadores '12, e só uma combinação improvável de resultados tira a vaga direta dos xeneizes.

Nos Acréscimos
  • Amanhã o Vélez joga sua vida na Copa Sul-Americana, quando recebe a Liga de Quito, em Liniers. O time de Gareca precisa vencer por 2-0 para levar a decisão para os pênaltis, e 3 gols de diferença para ganhar a vaga no tempo normal. Grande parte dos titulares foram poupados no final de semana, no empate em 1-1 contra o Colón, também no José Amalfitani.
  • O River tropeçou pela 2ª vez seguida em casa, na Primera B Nacional. O Millonario já havia sido [muito] surpreendido pelo Atlético Tucumán [derrota por 0-2], na 14ª rodada, e, na 16ª, não saiu do 1-1 contra o Rosario Central, no sábado. Cavenaghi fez o gol do River, que segue na liderança, com 30 pontos, a mesma pontuação do Instituto, de Córdoba, que tem um jogo a menos e recebe o Independiente Rivadavia, na noite de hoje.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Primeiro ato das lides copeiras

Hoje se realizou o sorteio dos grupos da Copa Libertadores da América 2012, na sede da Conmebol, em Assunção. Sem mais delongas, vamos aos grupos, e às primeiras análises e previsões [entre parênteses, o time que ocuparia a respectiva vaga HOJE]:

GRUPO 1
Santos
Peru 1
(Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do campeão)
Bolívia 2 (campeão do Apertura)
vencedor de Brasil 6 (Figueirense)-Colômbia 3 (Deportes Tolima)


GRUPO 2
Paraguai 1 (Nacional)
Equador 2 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do vice-campeão)
Argentina 3 (Lanús)
vencedor de Brasil 5 (Internacional)-Bolívia 3 (Real Potosí)


GRUPO 3
Bolívar
Colômbia 2 (campeão do Finalización)
Chile 2 (campeão do Clausura)
vencedor de Tigres UANL-Chile 3 (Universidad Católica)


GRUPO 4
Argentina 2 (Boca Juniors)
Zamora
Brasil 4 (Fluminense)
vencedor de Argentina 5 (Arsenal de Sarandí)-Peru 3 (Sport Huancayo)


GRUPO 5
Nacional/URU
Peru 2 (Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do vice-campeão)
Vasco da Gama
vencedor de Paraguai 3 (Libertad)-LDU Quito


GRUPO 6
Brasil 2 (Corinthians)
Deportivo Táchira
Paraguai 2 (Olimpia)
Cruz Azul


GRUPO 7
Vélez Sarsfield
Equador 1 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do campeão)
Defensor Sporting
Chivas Guadalajara


GRUPO 8
Universidad de Chile
Atlético Nacional
Argentina 4 (Godoy Cruz)
vencedor de Peñarol-Caracas


Já é previsível que teremos mais uma Libertadores parelha, de acordo com o que temos hoje, e que não deverá mudar muito ao longo das próximas semanas. Vamos destacar, nesta primeira análise, os times argentinos. Do lado de lá do Prata, estão garantidos, além do Vélez Sarsfield [campeão do Clausura '10/11] e do Arsenal de Sarandí [melhor argentino não-campeão na Copa Sul-Americana '11], Boca Juniors e Lanús, e é quase impossível que não ocupem os grupos 3 e 2, respectivamente. A última vaga, como falei anteriormente, será disputada até a última rodada do Apertura '11/12. O Tigre entrou na briga hoje [venceu o Atlético Rafaela por 3-0 e tem 2 pontos a menos que o Godoy Cruz], mas tem que terminar o Apertura fora da Promoción para poder pleitear uma (a 5ª) vaga. Está menos inviável para Racing e Independiente, que estão 6 pontos atrás dos mendoncinos, só com um milagre ultrapassam o Lanús. Acredito em um bom sprint do Racing na reta final, mas a ordem dos argentinos na Libertadores '12 deve mesmo ser a atual.
O Vélez Sarsfield caiu no grupo 7, um dos mais definidos já no sorteio, e que tem tendências a ser um dos "de la muerte" na próxima Copa. Defensor e Chivas já são times extremamente perigosos, especialmente os mexicanos, algozes dos de Liniers na Libertadores '10. Poderá haver uma viagem à altitude de Quito, caso o Deportivo ganhe o campeonato equatoriano, mais um complicador no caminho do Vélez. Com alguns reforços pontuais, o time de Ricardo Gareca poderá ir ainda mais longe do que foi este ano [é quase obrigatória a contratação de um centroavante decente].
Os argentinos do grupo 4, provavelmente Boca Juniors e Arsenal de Sarandí [caso este passe da 1ª fase] encararão o Fluminense, e oponentes brasileiros em Libertadores sempre provocam grandes jogos e, o Tricolor carioca, em especial, más lembranças, os próprios Boca [ESTE vídeo é genial!] e Arsenal que o digam. O virtual campeão do Apertura possui um time bem estruturado, entretanto não tem um grupo muito forte, apesar de ainda jovem. Deverá se reforçar muito bem para a disputa da maior competição das Américas, sem sombra de dúvida, e terá sede de vingança contra o Flu. Já o Arse, poderá ter a maior das sedes, se passar da 1ª fase, contra um representante do Peru, tem que agradecer; o time é fraco, e, salvo uma injeção de grana inacreditável no clube, os filhos de Grondona apenas farão figuração na Copa.
O Lanús é aquele time que volta e meia vai muito bem nos torneios domésticos, mas tem um estigma de inofensividade nas competições internacionais. Um time que perde uma final internacional para o Atlético/MG [!] não pode ser levado a sério, mesmo que tenha ganho a Copa Conmebol do ano seguinte [1996]. Digamos que o Lanús é o nosso Botafogo sem Garrincha e sem grife. A única certeza é que ele não será o campeão, e ninguém lembrará que o granate jogou a Libertadores. O time até é bom, conta com jogadores rodados, como o uruguaio Regueiro e o italiano Camoranesi, e alguns argentinos de boa qualidade, como Valeri, Pavone e Fritzler, mas a mística não falha. Aconteça o que acontecer, ano que vem não estaremos noticiando uma grande campanha do Lanús.

Mais adiante este post será atualizado com as análises do último clube classificado, o sobrevivente desta briga de facão no escuro entre Godoy Cruz, Racing e Independiente.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entreguem a taça?

Domingo foi disputada a partida mais decisiva do corrente Apertura, entre os 2 ponteiros, Boca Juniors e Racing. Como de costume, não assisti a todo o jogo, portanto, vou com as impressões que tive em aproximadamente 60 minutos de futebol [não estive tão bem focado assim], e com alguma base dos amigos do Futebol Portenho, que, além de informarem muito bem sobre o futebol argentino, trocam muito boas ideias, com quem quer que seja. Bombonera lotada, expectativa de já ver os xeneizes garantirem, virtualmente, o título do torneio, adversário tradicional que jogava sua última cartada, 2 times invictos no campeonato... ingredientes de sobra para um excelente jogo.

Em uma análise pré-jogo, o 0-0 final seria uma tragédia para os albicelestes, que, deste modo, entregariam a taça nas mãos do Boca; entretanto, o desenrolar da partida tornou o resultado palatável a ambos os times, principalmente se considerarmos as declarações do DT Simeone, dizendo estar satisfeito com a postura do time, que conseguiu "silenciar a Bombonera". Creio que La Academia jogou fora a última chance de título que tinha, que, aliás, já estaria dificílimo com a vitória; com o empate, no meu ver, tornou-se impossível. O nome do jogo, sem dúvida alguma, foi o ex-Grêmio Sebastián Saja, pegando o que podia e o que não podia, salvando o time em muitas, mas muitas oportunidades [listá-las daria um novo texto].

O Boca Juniors pressionou na maior parte do tempo, demonstrando muito mais volume de jogo, enquanto o Racing aproveitava-se da leveza do seu time do meio para a frente, e tentava algum envolvimento somente nos contra-ataques, sempre puxados pelo colombiano Giovanni Moreno. Hauche era o avante mais ativo do time de Avellaneda, enquanto Teófilo Gutiérrez... bom, Téo é um caso à parte. Demorou para reapresentar-se no clube, fato não-inédito, mesmo assim argumentando que "não havia do quê desculpar-se", e teve participação praticamente nula no domingo; praticamente nula é um eufemismo, pois ele fez a maior bobagem da partida, tentando reinvindicar um penal [de forma ridícula, diga-se], dando um peitaço à Patrício no árbitro, sendo expulso.

E deixando o Racing com 2 a menos, visto que Pelletieri já havia sido expulso, de forma discutível. Daí em diante, Simeone pegou o "manual do catenaccio", botou embaixo do braço, e fez o possível e o impossível para segurar o 0-0, e evitar a festa xeneize. Logrou êxito, o time foi muito bem defensivamente, como em toda a competição, e quando os zagueiros [e Matías] Cahais e Martínez não davam jeito em Blandi e Mouche, Saja garantia o ponto. Na segunda, o Lanús poderia chegar na vice-liderança, e ficar, ainda que embaçado, distante, no retrovisor do Boca Juniors; não conseguiu, perdendo em casa para o Arsenal, que empatou em pontos [23] com o próprio granate, nesta disputa pelo vice-campeonato, que vai do Racing [2º, 25] até o Godoy Cruz [11º, 20].

Nos Acréscimos
  • A briga pelas vagas coperas está muito acirrada. Temos o Vélez Sarsfield garantido, como campeão do Clausura '10/11, e o Arsenal, melhor argentino na Copa Sul-Americana '11 [fora o Vélez, que já campeonou em 2011]. Boca Juniors e Lanús só perdem as vagas se houver um desastre nos próximos 4 jogos. O Godoy Cruz está bem encaminhado, 6 pontos à frente de Racing e Independiente, e 5 à frente do Tigre; contudo, como o Matador está na zona do descenso direto, não poderá ganhar a vaga. Mais 2 vagas estão reservadas para estes 3 [ou 4] times.
  • Amanhã o Vélez começa a jogar seu destino na Copa Sul-Americana. Começará jogando na [sempre perigosa] altitude de Quito, contra o [sempre perigoso] time da LDU. E bastante desfalcado, assim como na vitória por 1-3 contra o Belgrano, em Córdoba. Ricardo Gareca não poderá contar com o meia "El Mago" Ramírez, o atacante Martínez e o volante/lateral Zapata. O jogo está marcado para as 19h15, no horário local, 22h15 no horário de verão brasileiro, e o blog seguirá esta partida, que será apitada pelo uruguaio Jorge Larrionda.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ressureición a paso

O 2º semestre de 2011 marca a (enfim!) volta de um gigante. Assim como marcou a derrocada de outro, em seu início, com a queda do River Plate, o Boca Juniors resolveu entrar na crista da onda da história, e escrevê-la, para que as coisas fiquem mais saborosas para os xeneizes, e mais trágicas para os millonarios. Parece que depois de 3 anos na mais absoluta seca, o Boca voltará a campeonar. Ainda que seus oponentes mais próximos (Racing e Lanús) esperneiem, a diferença está muito grande, 8 pontos, coisa que, em 5 jogos, parece impossível de ser descontada, principalmente quando o futebol praticado pelo time de La Bombonera ratifica esta situação.

Ontem, os auriazuis foram ao Fortín de Liniers, enfrentar o misto quente do Vélez Sarsfield, mais preocupado com a Copa Sul-Americana, uma vez que já garantiu pontuação suficiente para estar na Libertadores '12 (e já estava classificado como campeão do último Clausura). E com todos os desfalques, o time de Falcioni conseguiu fazer um duelo muito equilibrado contra os donos da casa, jogando como costumaz neste torneio: fechadinho, esperado o erro do adversário para definir, e com muita (muita MESMO) solidez defensiva. O rochedo formado por Orión-Roncaglia-Schiavi-Insaurralde-Rodríguez sofreu apenas TRÊS gols no torneio (para quem tem o 3º melhor ataque - 17 gols-, é impressionante).

Sem correr qualquer espécie de riscos na defesa, bem guarnecidos por Somoza e Erbes, Erviti, Mouche e, principalmente, Chavéz tiveram liberdade para criar e incomodar um bocado a fraquíssima defesa do Vélez. Mesmo assim, foi uma partida sem grandes chances de gol, Montoya não foi exigido à altura do que prometia o confronto, mesmo tendo defendido um pênalti - absurdamente cobrado por Schiavi [?!], muito menos Orión, que trabalhou apenas 1 vez no jogo, em chutaço de longe de Iván Bella. O setor de meio-campo concentrou a maior parte das ações, principalmente pela variação de Gareca em optar por um 3-4-1-2 no seu time, com Martínez voltando muito como 2º atacante, e Canteros muito distante do "Mago" Ramírez, dificultando muito a criação, que ficava limitada a investidas de Cubero (um dublê de lateral-zagueiro, auxiliando Bella, posicionado à direita [?] do campo) e Papa, pelas bandas do campo. Por vezes foi complicado fazer uma leitura do jogo do Boca, porém era notório o posicionamento distanciado e aberto de Mouche e Araujo, este último de fraca atuação, apenas cavando um pênalti absurdo marcado por Elizondo.

Particularmente, não gostei da partida, esperava mais de ambas as equipes. Mas foi suficiente para o Boca Juniors chegar na próxima rodada com chances de ser o virtual campeão, contando com a vitória sobre o Racing, na Bombonera. O Lanús, que venceu o clássico do Sul, no Florencio Sola, 1-2 contra o Banfield, também é postulante, e poderá se destacar, dependendo do resultado do choque entre os líderes. O Atlético Rafaela, no meu ver, é fogo de palha, não passa do Colón, e se distanciará, independentemente do que aconteça nos outros jogos. A expectativa deste blogueiro é que o Racing faça o crime (e torço para isto), para que o Apertura retome sua "graça". Do contrário, que entreguem a taça para o capitão Schiavi e para o Boca Juniors.

Nos Acréscimos
  • Finalmente o Racing voltou a vencer! Acompanhei a vitória por 1-0 sobre o Argentinos Juniors, no Cilindro, em um jogo dramático. Gol marcado por Giovanni Moreno, aparando de cabeça um cruzamento de Toranzo, este que, diga-se de passagem, é essencial para qualquer pretensão que La Academia possa ter no torneio, até mais que Moreno. Segue meu descontentamento com Simeone, que parece ter voltado da Itália com doutorado em catenaccio.

  • A briga na parte de baixo da tabela parece começar a se definir, mesmo tendo mais 1 torneio a ser jogado. O Tigre só escapa do descenso direto se houver um milagre (leia-se título do Clausura). Se o San Martín/SJ não reagir, vai junto. Os times que ascenderam junto com o verdinegro de San Juan (A. Rafaela, Belgrano, Unión/SF) estão bem, todos com mais de 1.5 de promedio. Destaque para a situação preocupante do San Lorenzo. Mais a frente volto a tocar no assunto.

  • O River Plate está novamente na liderança da Primera B Nacional. Venceu, com autoridade, o Gimnasia Jujuy, no sábado, por 4-1. Show de Fernando Cavenaghi, que com os 4 gols marcados na goleada, já é o artilheiro do campeonato, com 10 gols em 13 jogos. Nada mal para quem voltou a Nuñez para jogar de graça, movido apenas pela paixão pelo clube. Por exemplos assim que torço para a volta do maior da Argentina.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Derrotado e invencível

O Apertura '11 nos reserva uma das situações mais peculiares nos últimos tempos, em se tratando dos principais campeonatos nacionais. O tradicionalíssimo Racing, clube do qual este blogueiro é um hincha distante, faz uma das campanhas mais curiosas da história do torneios curtos na Argentina, tendo empatado oito [!] vezes, em 12 partidas disputadas, mantendo-se invicto, na 3ª posição, com 20 pontos, oito a menos que o líder Boca Juniors. Esta sequência se solidifica à medida que o time não consegue se impor, ou transformar sua superioridade em gols, dentro do Cilindro de Avellaneda, uma vez que no mundo ideal, a combinação vitória em casa + empate fora serviria para praticamente dar taça a qualquer time.

O último empate da série aconteceu na noite de ontem, no Juán Domingo Perón, contra o também postulante ao título Lanús. Infelizmente pude acompanhar ao vivo apenas o 2º tempo do jogo, devido a compromissos acadêmicos, mas posteriormente assisti aos melhores momentos do 1º tempo, e posso garantir: canonize-se o goleiro[aço!] Marchesín, responsável direto pelo empate em 1-1 - não fosse ele, teríamos presenciado uma goleada histórica, com menção honrosa a trave, outra avalizadora do empate. Grande atuação de Giovanni Moreno, aos poucos voltando a ser o comandante de L'Academia, como sua imensa categoria lhe permite. O colombiano deu muito trabalho ao goleiro granate, principalmente em bolas paradas; no 1º tempo foram 2 cobranças de falta na trave, fora chutes de longe.

Destaco aqui a péssima atuação do árbitro Delfino, que, aliás, não é a primeira vez que o vejo interferir diretamente no resultado de uma partida. Que arbitragens mais lamentáveis que vemos tendo neste ano, sem favorecer ninguém premeditadamente, é tão somente ruindade dos homens do apito. Ontem, Delfino marcou um pênalti absurdo a favor do Lanús, quando Pelletieri cortou com a cabeça um chute do uruguaio Regueiro, e o árbitro inexplicavelmente marcou toque de mão. Valeri bateu forte, no meio do gol, quase-quase Saja consegue fazer a defesa, mas não deu, Lanús 1 a 0, aos 16'. Daí em diante, como já acontecia anteriormente, só deu Racing, que empilhou chances de gol, consagrando o goleiro do Lanús.

Schurrer ajustou bem o sistema defensivo, entretanto deu o seu campo para o livre trabalho do time local, que criava sempre boas chances, alicerçado pela já ressaltada ótima atuação de Moreno, e pelos bons lances de Toranzo, Hauche e Pillud, fazendo com que os ataques racinguistas fossem concentrados pelo lado direito do campo. Entretanto, mais um erro crasso de Germán Delfino abalou as estruturas, principalmente do bem articulado time de Simeone: Camoranesi deu entrada criminosa em Toranzo, causando revolta dos jogadores do Racing. No meio do bolo, o ex-juventista ainda chutou a cabeça de Pato, que levantou no reflexo, dando a impressão de que reagiria; não reagiu, porém, ignorando o fato, Delfino prepotentemente puxou tarjetas rojas para os 2 jogadores.

Na segunda etapa, seguiu a pressão quase insuportável do time blanquiceleste, ao passo que, sem o escape de Camoranesi, os granate ficaram restritos ao seu campo. Moreno, com alto risco, seguia arquitetando as principais jogadas de ataque, até que aos 13', em ótima jogada de Hauche e Teo Gutiérrez, "El Demonio" aproveitou rebote do chute de Gio, e empatou a partida. Na sequência do lance, Izquierdoz foi expulso, por cair em uma catimba sem noção (e mesmo assim genial) de Gutiérrez, que deu um tapinha na cabeça do goleiro do Lanús. A torcida de La Academia reacendeu, transformando o Juán Domingo Perón em um caldeirão, mas, mesmo assim o aperto constante não deu em nada. Chutes de longa distância, gol feito perdido por Pelletieri, e ficou por aí.

O texto está sendo publicado com um pouco de atraso, tanto que a 13ª rodada já vem sendo disputada. Para variar, o Boca Juniors ganhou, em La Bombonera, 3-1 sobre o vice-líder Atletico Rafaela, com 3 gols de Blandi. Os xeneizes já enxergam longe os concorrentes, com 9 pontos de vantagem sobre o time de Rafaela. O Racing volta a campo hoje, podendo ficar a 8 pontos do líder, isolado na 2ª posição. La Academia vai ao Centenario de Quilmes enfrentar o lanterna Estudiantes de La Plata, as 19h05, no horário local (20h05, no horário de verão brasileiro). Infelizmente não poderei acompanhar nada desta 13ª rodada do Apertura, caso queiram saber mais detalhes, recomendo o ótimo portal Futebol Portenho, que cobre com extrema qualidade o futebol argentino.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Muchas gracias!

Algumas coisas são sensacionais no futebol. No Clausura passado o Belgrano, de Córdoba, como todos sabem, foi o coveiro do Club Atletico River Plate, consolidando o descenso do maior campeão da Argentina para a temível Primera B Nacional. Ontem, este mesmo Belgrano foi enfrentar o Boca Juniors, maior rival Millonario, no mítico estádio de La Bombonera. A barra La 12 tem uma faixa onde se lê "Nunca hicimos amistades", ou algo assim. Pois bem, o clima era de confraternização total entre os torcedores xeneizes e do Pirata, graças aos históricos acontecimentos do mês de junho, ou melhor, de agradecimento por parte dos hinchas de Boca, por proporcionar uma temporada inteira de galhofas intermináveis para cima de seu tradicional inimigo.

No torneio atual, era o confronto do líder absoluto, que tinha nas mãos a chance de abrir 8 pontos sobre seus principais concorrentes, depois de 11 rodadas (!!) transcorridas, botando uma mão e 2 dedos na taça, contra um time recém-promovido, que faz campanha bastante digna, e que, na opinião deste blogueiro, joga o futebol mais eficiente na Republica Argentina neste Apertura, além de ter desempenho impecável fora de casa, estando invicto (3V, 3E). A promessa era de um jogo acima da média do torneio, que vem apresentando jogos lamentáveis, entretanto, Boca Juniors-Belgrano caiu no lugar comum deste Apertura: jogo morno, com muita transpiração, pouquíssima inspiração de parte a parte e 0-0 cravado no placar.

O maior destaque da partida, sem sombra de dúvida, foi o goleiro Olave, figura importantíssima na campanha do Ascenso e, principalmente, na Promoción. Sempre seguro nas intervenções, ainda fez um verdadeiro milagre na 2ª etapa, salvando conclusões de Cvitanich e Blandi, na mesma jogada. O Boca Juniors vive, há 10 anos (exceto o período entre 2003 e 2006), uma síndrome de Riquelmedependência. Todas, eu disse todas as jogadas precisam passar pelos pés de Román, para que haja alguma possibilidade de sair algo que preste. Com o craque apagado, ou com má vontade, praticamente nada acontece ofensivamente, a estrutura é preparada especialmente para o brilho do #10 xeneize.

A linha ofensiva do Boca me parece insuficiente ao extremo, mesmo que Viatri e Mouche tenham sido (inexplicavelmente) chamados para a disputa da Copa Roca. Com a contusão gravíssima de Viatri (rompeu ligamentos do joelho e fica fora por 6 meses), praticamente não há alternativas - Mouche, em uma dupla com maior mobilidade com Cvitanich, é uma tendência, embora Blandi e Fragapane não possam ser descartados, mesmo que o último seja muito jovem. O time segue invicto, o sistema defensivo funciona muito bem com a linha Roncaglia-Schiavi-Insaurralde-Clemente Rodríguez e com a proteção de Somoza, tanto é que o time tem a melhor defesa, com apenas 2 gols sofridos.

A tendência é que o Boca caminhe para o título, que não vem desde o Apertura 2008, mesmo com todas as dificuldades, uma vez que Riquelme é um fator desequilibrante que nenhum outro clube no país possui. Do Belgrano eu venho gostado, desde a disputa da Promoción contra o River, tem um sistema de jogo muito bem definido e azeitado por Ricardo Zielinski, e jogadores com qualidade para estar em times grandes da Argentina, como Cesar "El Picante" Pereyra, Lucas Parodi e, principalmente, Franco Vázquez, este já negociado com o Palermo, da Itália. Sigo torcendo para que continue com esta campanha digna, considerando o equilíbrio que é a tônica atual no futebol argentino.

O outro invicto do Apertura é o Racing, de Avellaneda, que empatou pela 7ª vez em 11 jogos (!), mas é vice-líder, junto com o Atletico de Rafaela, ambos com 19 pontos. No sábado o time dirigido por Diego Simeone empatou fora de casa contra o fraco San Martín, de San Juan. Mesmo mostrando um futebol mais plástico que os demais concorrentes, La Academia não convence, e a volta de Giovanni Moreno parece ter prejudicado o time. G10 é um jogador de extrema qualidade técnica, me lembra muito Rivaldo, só que por vezes demasiado individualista, o que acaba prejudicando suas atuações. A lesão de Toranzo, ponto de equilíbrio do time, é outro fator relevante, pois não há a ligação de Yacob e Pelletieri com os armadores Moreno e Castro (Viola, na partida de sábado), uma vez que em seu lugar vem jogando "El Demonio" Gabriel Hauche, atacante de lado de campo, que apenas compõe a banda direita nos lances ofensivos e defensivos. Na próxima rodada, o acompanhamento deste blog será justamente no jogo do Racing, que receberá o Lanús no domingo, as 21h15, no Cilindro de Avellaneda.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Não é Gre-Nal, e vice-versa

Ontem, contrariando minha expectativa inicial, rumei ao Olímpico Monumental, no meio da tarde, para acompanhar Grêmio-Cruzeiro. Não teria porque ficar em casa assistindo a outras partidas sem relevância, e deixando de torcer pelo meu time de sempre. Claro, quando se vai a um estádio com o intuito de torcer, o ato analítico fica comprometido, contudo, entre bandeiras e cantorias, sempre ficam algumas impressões do que aconteceu dentro das 4 linhas. Destaco, inicialmente, que a atuação foi, com o mínimo de boa vontade, segura, contra um Cruzeiro que insiste na sua queda livre - na próxima rodada poderá entrar no famigerado Z4.

Um gol cedo é uma das variáveis mais definitivas dentro de uma partida de futebol em alto nível, ainda mais quando quem o faz é o dono da casa, pois obriga o adversário a se soltar, e a oferecer campo para contra-golpes. Some-se a isto o fato do oponente estar desesperado, e temos o panorama do Olímpico no final da tarde de ontem. Rafael Marques, depois de tentativa desastrada de Edcarlos, e bola no poste de Brandão, abriu o placar precocemente, a 4'. A partir daí, o Grêmio se postou muito a vontade no campo, esperando um Cruzeiro que, mesmo com todos os problemas, conseguia equilibrar a contenda. A dobradinha Júlio César-Escudero foi a válvula de escape preferencial, aliás, Júlio César que entrou para arrumar o time, que sentiu muita falta do #15, na última partida no Olímpico, contra o Botafogo.

O título original deste texto seria, em um primeiro momento, "Jogando demoníacamente com um tridente endiabrado", e eu destacaria, essencialmente, a boa atuação do trio de meio-campistas do Tricolor, Marquinhos-Douglas-Escudero, principalmente do 1º, que deu assistência espetacular no gol de Damián Escudero, a 3' do 2º tempo. Falo mais sobre a alteração mais a frente, mas não poderia deixar de citar o quão bem foram os referidos meias. O gol na volta do intervalo arrefeceu qualquer ímpeto reativo que o Cruzeiro pudesse ter. O time mineiro jogava muito em busca do argentino Walter Montillo, qual um "exército de um homem só", entretanto a marcação implacável de Fernando, outro bom valor do time - e que cala minha boca com louvores -, não deixou que o ótimo armador cruzeirense respirasse com tranquilidade.

Celso Roth me surpreendeu na tarde de ontem. Trocou Marquinhos por Ezequiel Miralles, e Escudero por Adílson, deixando o time no 4-3-1-2, afirmando em jogo os testes feitos antes da partida contra o Avaí, no último final de semana. Não fossem os ótimos momentos dos substituídos, esta formação deveria ser uma tendência. Leandro, felizmente, foi arquivado por Roth, e vai para o Pan-Americano. Boa sorte para ele em Guadalajara... Hoje me agrada a ideia de saber de cor e salteado o time titular do Grêmio, coisa que não sabíamos o que era desde a reta final do Brasileirão '10. Padronização, repetição, entrosamento, são 3 palavras que façam com que qualquer equipe, tanto no esporte, quanto em outros âmbitos da vida, cresça e se desenvolva.

Me parece que o Grêmio resolveu engrenar, o jogo de ontem era deveras perigoso, uma derrota seguraria o time no bolo de Bahia, Ceará, e do próprio Cruzeiro. Quarta-feira haverá o jogo atrasado contra o Santos, no Olímpico, e será mais uma decisão, por consequência, mais um jogo tenso. Quem vencer, se habilita a começar a lutar na parte de cima da tabela, ultrapassando o trio Atlético/GO-Figueirense-Coritiba, que são figurantes incômodos no campeonato. Empate é trágico, para ambos, logo, penso que será um jogo muito aberto, com pressão gremista, e com o Santos apostando na velocidade do seu contra-ataque, e na habilidade dos jogadores do meio para frente.

Saindo um pouco do mote do futebol dentro do campo, os últimos dias mostraram a indecisão da empreiteira Andrade Gutiérrez para iniciar as reformas no Beira-Rio, e ontem, o infeliz acidente que vitimou um operário da OAS, e desencadeou um movimento revoltoso nos alojamentos dos trabalhadores. No frigir dos ovos, a culpa é desta maldita bipolarização que temos aqui na aldeia. Maldita mania de tudo ser dividido entre, ou Grêmio, ou Internacional. Isto se reflete nas obras de construções e reformas dos estádios, que são coisas concretas, mais relevantes que a qualidade subjetiva na montagem de elencos, por exemplo. Por quê? Porque as empreiteiras sabem disto, e se aproveitam buscando maiores vantagens para elas, seja segurando contratos, seja empregando emigrantes em condições sub-humanas.

Enquanto os 2 clubes não se unirem, de forma efetiva, nestas questões extra-campo, viveremos este eterno Gre-Nal, e seremos condenados a disputar Gauchão, e quem chega na frente de quem no Campeonato Brasileiro, isto se ambos mantiverem-se na Série A. Ficando no exemplo dos estádios: ao invés de a Grêmio Empreendimentos ficar tentando puxar o tapete da candidatura do Beira-Rio a sede da Copa '14, deveria focar nos absurdos vistos no aditivo que tornará a "Arena Grêmio, o maior estádio do Rio Grande do Sul". E o Internacional deveria ter se inspirado no Grêmio, que não demoliu estádio sem contrato assinado, o que, no meu modo de ver, é ridículo - tanto é que o Brasileirão está sendo prejudicado pelas reformas dos estádios, essencialmente Maracanã e Mineirão.

Particularmente, nunca fui muito crente nesta história de termos uma Copa do Mundo na República Tupiniquim, sempre achei nosso país muito atrasado para receber uma competição deste naipe. Sim, somos mais atrasados que a África do Sul [!], em vários aspectos. Como este é um blog com cunho futebolístico, não vem ao caso entrar a fundo neste assunto. A ideia estúpida de permitir apenas 1 estádio por sede vai botar o Mundial a perder, anotem! Ou alguém acha que brotará um estádio nas imediações da Floresta Amazônica ou das praias paradisíacas do Nordeste até 2014? Por que não utilizarmos Engenhão ou as Arenas do Grêmio e do Palmeiras [ainda em construção]? Politicagem, amigos, pura politicagem, em descréscimo do parâmetro esportivo e desportivo...

Do lado de lá do Plata...

Racing e Independiente fizeram, na tarde de ontem, o maior clássico da temporada '11/12 do futebol argentino. Acompanhei alguns minutos do 1º tempo, e vi os melhores momentos mais tarde, na TyC Sports. Lamentável a briga entre torcidas, principalmente depois do show nas arquibancadas que foi o clássico anterior. Empate em 1-1, e decepção completa da minha parte com La Academia, invicta, mas recordista de empates no Apertura. Me parece um time sem huevos, como se diz nos países hispânicos, que faz um gol e se estafa do jogo, desde os tempos de Miguel Ángel Russo - Simeone terá trabalho para ajustar a parte anímica do time. Os gols foram de Gabriel Hauche, para o Racing, e Facundo Parra, para o Independiente.

Nos Acréscimos
  • Fluminense e Santos fizeram o melhor jogo da rodada do Brasileirão, no sábado. Vitória do Tricolor das Laranjeiras, parida com suor e um homem a menos, com o gol decisivo saindo aos 50' do 2º tempo. Marquinho, Rafael Sóbis e Márcio Rozário marcaram para o Fluminense, e Neymar e Wason Rentería diminuiram para o Santos.
  • Na Inglaterra, o Arsenal assusta. Faz sua pior arrancada em mais de 3 décadas, vencendo apenas 2 de 7 partidas. Ontem, perdeu o dérbi londrino contra o Tottenham, seu maior rival, por 2-1, em White Hart Lane. Gols de Rafael van der Vaart e Kyle Walker, para os Spurs, e Aaron Ramsey, para os Gunners.