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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Redenção...

Bom... Peço desculpas a todos pelo fato de não ter postado nada em relação ao jogo contra o Botafogo. Então para me redimir proponho a todos que faça a sua seleção do Campeonato e manda pra gente aqui do Vida Cancheira. Eis a minha:
Goleiro: Fernando Brass (vasco)

Zaga: Dedé (vasco) e Rhodolfo (São Paulo).

Laterais: Mario fernandes (Grêmio) e Kleber (Internacional).

Volantes: Marco Assunção (Palmeiras) e Guiñazu (Internacional)

Meio-Campo: D´Alessandro (Internacional) e Diego Souza (Vasco)

Ataque: Neymar (Santos) e Damião (Internacional).

Gosto de time simples taticamente e usei o criterio de regularidade alias criterio "cada um tem o seu" e todos serão bem vindos neste espaço de democracia ao futebol.

*Se não tiver email do Google por favor selecione como "anonimo" e assine no fim do comentario!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Motorista no trapézio namora a Rainha dos Caminhoneiros

Confesso que não fiz um acompanhamento adequado da partida entre Coritiba-Grêmio, na noite deste sábado. A agenda com jantar fora, e continuação da noite longe de casa, impossibilitaram qualquer atenção mais digna ao jogo, mesmo que eu me esforçasse para manter a conexão da internet no confronto. Porque foi difícil... Antes da divulgação da escalação eu já me sentia extremamente preocupado; em condições normais, teríamos 3 volantes no banco (além dos 2 em campo), e nenhum, eu disse nenhum jogador de armação. Com o veto a Edcarlos, cujo motivo nunca descobrirei - espero que deficiência técnica -, Gilberto Silva foi para o miolo de zaga, função onde ele cumpriu satisfatoriamente, diga-se de passagem, sobrando "apenas" 2 volantes na suplência.

Escalação divulgada, e meus cabelos ficaram em pé: Diego Clementino seria o jogador responsável pela ligação do meio com o ataque pelo lado direito. Ali Roth assinava com o empate, em 0-0, que seria um grande lucro; no meu imaginário um gol do Grêmio sairia com Rafael Marques, de "chiripa", ou algum gol fortuíto. Nem com muita torcida o Tricolor chegou perto disto, a atitude muda muito quando o time precisa utilizar um avião para jogar. Se em Porto Alegre os inícios de jogos são de uma pressão insuportável para o oponente, fora de casa o time não aprofunda as jogadas, mesmo tendo a bola, não é incisivo no ataque. Não bastasse isto, ainda levou um gol na primeira parte do 1º tempo, aos 13', com Marcos Aurélio.

Depois do gol sofrido, o time degringolou, o Coritiba tomou a posse da bola para si, assumindo as rédeas da partida, atuando com surpreendente cautela, considerando que já goleara Palmeiras e Vasco, em ocasiões anteriores. Mesmo assim, o time paranaense ressentiu-se da falta de um centroavante minimamente qualificado, uma vez que Bill é uma piada de extremo mal gosto, bem municiado pelo veterano Tcheco, que ainda tem muitas viúvas do lado Tricolor do Rio Grande do Sul... Na parte final do 1º tempo, tal qual a melhora antes da morte, o Grêmio voltou a ter a bola, entretanto ficou sem ter para quem passar, Brandão saía contundido para a entrada de Adílson, e Diego passando a ser o centroavante. Arrepios deste cronista.

Uma linha de 3 volantes (Fábio Rochemback-Adílson-Fernando), Marquinhos e os laterais liberado, e Escudero-Diego Clementino à frente puxando os ataques seria uma formação plausível, mas Roth alinhou Adílson à direita dos meias [!], mantendo o 4-2-3-1 original. Obviamente nada aconteceria, como não aconteceu, de fato. No intervalo, o golpe final em qualquer pretensão que o Grêmio pudesse ter em Curitiba, com a troca de Diego por Yuri. Daí em diante eu fui preparar as coisas para a noite de sábado, pois as atitudes do treinador não mereciam a minha atenção. Ouvi do chuveiro, ao longe, o 2º gol Coxa Branca, de Jéci, e o final da partida, com direito a gritos de "olé" da torcida do Coritiba. Ainda houve tempo para a entrada de mais um volante, o inexplicavelmente eterno Willian Magrão.

Pontuo, na conta do Roth, nem tanto as trocas, porque realmente era o que havia à disposição, mas, caramba!, por que montar tão mal um grupo para a viagem? Ao invés de queimar o garoto Yuri, cinco anos mais novo que este blogueiro (que já sente o peso da idade chegar - risos), poderia ter sido utilizado Everaldo, centroavante de melhor porte, mais experiente, ainda que de não tão grande potencial; Willian Magrão fica disponível e é lembrado - Pessali, que já mostrou valores aceitáveis nunca ficou no banco com Roth. E por aí vai... Meu pai é um que reclama muito que o Internacional utiliza muito os medalhões - se ele fosse gremista, tenho convicção que o velho já teria infartado de raiva (não sei como não aconteceu quando Roth treinava o tradicional rival).

Penso que ainda é possível uma classificação à Libertadores '12, até o final do 2º turno o Tricolor terá jogos onde a vitória é bastante acessível, mesmo longe do Olímpico, e pegará adversários de menor porte em Porto Alegre. Claro que tudo fica no campo das suposições, principalmente se consideramos que o Grêmio conseguiu perder pontos em casa para 3 dos 4 últimos colocados. Enfim, é focar nos erros cometidos em Curitiba, remobilizar e reorganizar o time para o confronto decisivo (e direto, por que não?) contra o Figueirense, na próxima quarta-feira. É feriado nacional, o jogo é as 16h, então não há nenhum motivo para que não hajam, no mínimo, 40 mil pessoas empurrando o Grêmio no grito. Outra vez, 1/2 a 0 é goleada e 3 pontos muito bem-vindos na conta.

Nos Acréscimos
  • Começou a Copa do Mundo na América do Sul, com a disputa do qualificatório, onde 4 países classificam-se diretamente à fase final, no Brasil, em 2014, e mais 1 joga a repescagem contra uma seleção asiática. Todos os mandantes fizeram valer o fator local e convenceram, vitórias do Uruguai sobre a Bolívia (4-2), Argentina sobre o Chile (4-1), Equador sobre a Venezuela (2-0) e do Peru sobre o Paraguai (2-0, com duplo sentido).
  • Enquanto isto, Mano Menezes rema para achar uma formação perfeita, visando o Mundial em casa, daqui a menos de 3 anos. Futebol burocrático, sonolento e sem-vergonha em San Juan. Uma certeza do time é Neymar, autor do gol da vitória sobre a Costa Rica; balaqueiro, marrento, cai-cai, como queiram, sempre que paro para assistir à Seleção Brasileira, a calopsita pedalante é a única criatura que veste amarelo que procura o jogo. De resto, lamentável, tudo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Nem para adubar a terra

Iniciando os trabalhos aqui no “Vida Cancheira”, destacamos a cobertura feita do jogo de volta da Copa Roca, que já não era disputada há longevas 3 décadas e meia. E o Brasil conquistou seu 9º título (ou 8º, desconsiderando o título dividido em 1971), graças à vitória tranquila por 2-0 sobre o maior rival, com gols dos meninos Lucas e Neymar.

Já nas convocações poderia ser perceber o que seria a tônica do jogo, com um Brasil muito ofensivo, até porque precisava desta vitória para levantar o moral, e uma Argentina fechada, com jogadores defensivos em sua maioria. Não houve surpresas, Mano Menezes mandou a campo um time armado no 4-3-3, apostando muito na velocidade e habilidade dos jovens pontas Neymar e Lucas, [mal] assessorados por Ronaldinho, enquanto Alejandro Sabella abusou da boa vontade de seus defensores, montando um 3-6-1 [com a maior cara de 5-4-1] com 3 volantes, formação de dar inveja a técnicos que passaram [ou estão] pela aldeia, como Celso Roth, ou Jorge Fossati.

Consegui acompanhar a partir dos 15’ da 1ª parte, mas se a televisão se mantivesse desligada todos os 45’ certamente teria perdido pouquíssimo. Foi praticamente um treino de ataque contra defesa, com grande público no Mangueirão. Contudo, não houveram maiores efeitos práticos, a muralha proposta por Sabella protegia muito bem o gol de Orión, inclusive descendo a lenha nos leves avantes brasileiros quando necessário. Jogo truncado, muitas faltas, algumas delas bastante desleais, destacando-se os zagueiros Réver e Sebá Domínguez neste critério. Chance de gol, somente uma, quando Borges cruza rasteiro, e Neymar erra em bola dentro da pequena área.

Na 2ª etapa o jogo começou bem mais agitado, os argentinos perceberam que o bicho não era tão feio quanto se pintava, e resolveu arriscar, soltando um pouco mais o meia Fernández, e os laterais Papa e Pillud. Como costuma dizer o locutor Galvão Bueno, a Argentina “começou a gostar do jogo”, e isto foi fatal. Em contra-ataque fulminante puxado nas costas de Papa, Lucas encarreirou 40 metros, e fuzilou Orión. O gol desestabilizou os argentinos, que já não vinham bem, e tinham o fardo de tentar ao menos empatar o jogo com um time deveras inferiorizado em relação ao brasileiro. As chegadas mais importantes eram em faltas laterais cobradas pelo bom volante Canteros, do Vélez Sarsfield, jogador a se observar com atenção.

Enquanto isto, Neymar e Ronaldinho faziam exibicionismo, ou “graça para o Diabo rir”, como prefiram, que levava do nada a lugar algum. Tanto é, que Orión praticamente não trabalhava, Domínguez, Ré [!] e Cellay [!!] não ficavam tão expostos aos avantes do Brasil, e o jogo se arrastava modorrentamente rumo ao seu final. Mas ninguém escala meia defesa que há 4 dias atrás levou 3 gols do Belgrano de Córdoba, e era questão de tempo para que o queijo suíço ficasse exposto às moscas. No caso, a Diego Souza e Neymar, que matou o jogo, com participação importante de Papa. Sabella sentiu a partida escorrendo pelo ralo, e apostou em Mouche, pensando que a dupla de ataque líder do Apertura com o Boca Juniors resolveria alguma coisa.

Ledo engano. Jefferson até que trabalhou um pouco, Viatri incomodou um bocado, só que com pouca ajuda dos meio-campistas – e ressalto aqui o esforço comovente de Montillo em fazer da Argentina o seu Cruzeiro, e tentar, sem sucesso, levar o time nas costas –, não havia a menor condição tirar o placar do visitante do zero. Teve até taça para comemorar o título [sic] da Copa Roca, festa nas arquibancadas, Galvão dizendo que “ganhar é muito bom, ganhar da Argentina é melhor ainda”, mas não esperei para ver a volta olímpica. Foi mais fácil conjecturar conclusões sobre este confronto, e tentar fazer com que saísse alguma coisa útil em nível de comentário.

A partida de hoje apresentou ao mundo o excelente lateral Bruno Cortês, para mim (e para o Casagrande) o melhor jogador em campo, como há 2 semanas atrás Leandro Damião havia tido seu maior destaque com a canarinho. Houve um momento em que o jogador do Botafogo fez a jogada na linha de fundo, os argentinos ensaiaram um contra-ataque rápido, e, como por tele transporte, 15 segundos depois, nem isto, Cortês estava afastando a bola no fundo do campo defensivo. Impressionante. Lucas provou que merece mais algumas chances no time titular, Neymar precisa ser um pouco mais o do Santos, e menos o da Seleção, e só, o resto pode ensacar e mandar para o Leste Europeu.

Considerei fraca a convocação de Sabella, mais fraco ainda o time mandado a campo. Os argentinos vieram decididos a levar a partida para a marca da cal, e nada mais que isto. Muita marcação, por vezes violenta, alguns lampejos técnicos de Montillo que, mesmo assim, é jogador de clube, não tendo capacidade para lustrar as chuteiras dos seus compatriotas que atuam no futebol europeu. Os demais são insuficientes até para o futebol argentino, tendo em vista que Hauche, Mouche e Papa, por exemplo, sequer são titulares absolutos em seus clubes. Entretanto, ao contrário do Brasil, os melhores jogadores argentinos atuam na Europa, e a Copa Roca foi mais um passatempo caça-níqueis para a AFA.

Foram 2 partidas de pouca valia, somente para constar no registro histórico e fazer com que os fãs de Belém [e Córdoba?] vissem seus ídolos de perto. Um torneio [?] nestes moldes serve para muitos poucos testes, mais para a Seleção Brasileira, tendo em vista as poucas alternativas disponíveis no exterior. Pelo visto, ao contrário do que o resultado sugere, Mano Menezes terá muito mais trabalho do que Alejandro Sabella...

Nos Acréscimos
  • A noite de futebol na quarta-feira não limitou-se apenas à Copa Roca. Tivemos um confronto importante entre os 2 últimos campeões da Copa Sul-Americana, LDU Quito e Independiente. Vitória tranquila de Los Albos, por 2-0, jogando no Casablanca. Gols de Paúl Ambrosi e Luis Bolaños, ex-Inter e Santos.

  • Também tivemos a festa comemorativa do Decano do futebol uruguaio, o Peñarol, que recebeu o San Lorenzo de Almagro, para um amistoso festivo [em um Centenário esvaziado]. Acompanhei alguns momentos da partida, dominada e vencida pelo Carbonero, pelo placar de 2-0. Gols de Marcelo Zalayeta e Jorge Zambrana.