Hoje inicia-se a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, voltando ao Japão e às gloriosas madrugadas, depois de 2 anos no calor infernal dos Emirados Árabes Unidos. Mais uma vez teremos representante brasileiro no Mundial, o Santos, campeão da América neste ano, e é ele quem normalmente seguiremos aqui no blog, além do Barcelona, considerando a projeção do duelo Messi vs Neymar. Entretanto, temos mais 5 participantes, cada qual com sua história, trajetória e objetivos. Daqui a pouco entram em campo os nossos 2 primeiros analisados, o Kashiwa Reysol, dono da casa, e o Auckland City, time da Nova Zelândia, recordista de participações no Mundial da FIFA [2006, 2009 e 2011]. Não acompanharemos este jogo que acontecerá na cidade de Toyota [!], apenas passando o resultado final, pois um destes clubes poderá ser adversário do Santos nas semi-finais.
Começamos com quem faz as honras da casa, o Kashiwa Reysol; na minha cidade [Viamão, RS] há um time amador quase honônimo, o Rey Sol, time fundado por familiares do ex-jogador do Internacional [e alguns times da Espanha] Everton Giovanella, hoje dono do Lajeadense. Esta é uma primeira curiosidade sobre o atual campeão japonês, por mais irrelevante que seja, mostra que o time serve ao menos de inspiração aqui no Brasil. Nelsinho Baptista, o atual técnico, é integrante decisivo da montanha russa pela qual o clube passou. No clube desde 2009, o brasileiro pegou o aurinegro na J2, a 2ª Divisão japonesa, e o levou para o Mundial de Clubes, fazendo a dobradinha de títulos. O Kashiwa conta com 2 jogadores brasileiros, os conhecidos Jorge Wagner, ex-São Paulo e Leandro Domingues, ex-Vitória, e destaque absoluto da última J-League. Outro destaque da equipe é o jovem zagueiro Sakai, de 21 anos, que começou a aparecer no time nesta temporada, e já acumula convocações para a Seleção Sub-23 do Japão que está quase classificada para o torneio olímpico.
O oponente é o Auckland City, que no 1º Mundial que disputou, em 2006, ficou conhecido por ser um time praticamente amador, com jogadores que não tinham o futebol como sua principal profissão. 5 anos depois, a situação mudou de figura, apesar de ainda haverem os "atletas de final de semana". A Nova Zelândia voltou a uma Copa do Mundo, ano passado, na África do Sul, e o Auckland teve 2 representantes: o meia Dave Mulligan, nascido na Inglaterra, mas que desde as seleções de base defendeu os All Whites; o veterano zagueiro Ivan Vicelich, capitão do time, descendente de croatas, e que fez boa parte de sua carreira na Holanda. Podemos dizer que isto estruturou o futebol neozelandês, a participação invicta na Copa [3 empates, contra Eslováquia, Paraguai e Itália] motivou-os a entrar de vez no profissionalismo, o que já havia proporcionado a sua arquirrival Austrália dar um salto de qualidade. Além dos destaques anteriores, o espanhol Manel Expósito é bom valor do Auckland, tendo sido artilheiro do time na OFC Champions League.
No momento, a partida entre o Kashiwa Reysol e o Auckland City está no intervalo, e o placar marca 2-0 para os donos da casa, gols de Tanaka, aos 37'1T e Kudo, aos 40'1T. No domingo, 11, teremos 2 partidas válidas pelas quartas-de-final do Mundial; a 1ª é entre o vencedor da partida que está rolando em Toyota, contra o Monterrey, do México, e a 2ª é entre o Esperánce, da Tunísia e o Al-Saad, do Catar.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Fechando o balanço
2011 foi um ano estranho para os lados da Azenha. Uma sequência de situações profundamente lamentáveis minou o ânimo da grande maioria dos torcedores, que esperavam que este ano que se encerra fosse o ano da virada, da retomada dos grandes títulos, principalmente tendo em vista a grande campanha na reta final do ano passado. Não dá para dizer que deu tudo errado, seria admitir uma preposição para o trágico, que aqui não se aplica. Contudo, havia um planejamento emocional dos torcedores e, acima de tudo, havia uma [enorme] esperança, que não se cumpriu, com requintes de tortura para o já machucado coração dos gremistas. É mais um ano, não para se esquecer, mas para aprender com os erros, e tentar recomeçar em 2012, com ânimo, planejamentos emocionais e esperança renovadas.
O king-kong do começo do ano foi recebido com festa da minha parte; apesar de não querer o retorno de Ronaldinho, admito que a perda do meia-atacante para o Flamengo foi vergonhosa, pela negociação em si, e não culpo a trupe dos Assis Moreira - os caras eram renomados pilantras, e os seus interesses se resumiam apenas ao crescimento em progressão geométrica da conta bancária. O mesmo se aplica ao "caso Jonas", que tinha uma multa recisória ridícula [créditos ao ex-presidente Duda Kroeff] e, claro, em vias de entrar em uma fase da carreira onde a queda de rendimento era eminente, achou muito importante uma experiência [e benefício$] na Europa e se foi para a Espanha. O erro foi não reforçar-se como deveria para a disputa de uma Copa [aí os créditos vão para o atual presidente], além de ser criada uma imbecil guerra de bastidores, Odone vs Portaluppi.
Mandou quem pode, obedeceu quem teve juízo [até determinado ponto] e chorou o torcedor. Eu tenho lembranças claras do Grêmio em Libertadores desde 1998, e digo com segurança: NUNCA o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense entrou em campo tão mal representado em uma partida de Copa. Fomos decidir uma vaga para as quartas-de-final, precisando vencer por 2 gols, e escalando como dupla de ataque [sic] Lins e Júnior Viçosa. Fomos jogar a liderança do grupo, contra o fraco Oriente Petrolero, na Bolívia, e voltamos com 3 gols na sacola. Não vencemos, ainda que fora de casa, o estreante em competições internacionais León de Huánuco, do Peru. Aliás, não ganhamos NENHUM jogo fora de casa na Libertadores '11. Pelo menos durante os jogos fora a cerveja é liberada...
Dizia anteriormente sobre obediência até determinado ponto, pois Renato Portaluppi abusou das suas convicções um tanto questionáveis. Para uma determinada parcela da torcida, Renato não era [é] somente o Rei do Rio de Janeiro, mas era o Rei do Rio Grande do Sul, ainda que apenas da parte azul dele, e diziam "amém" para opções bizarras do treinador futevoleiboleiro [sic]. Na minha modesta opinião, se ele mantivesse a estrutura com a qual venceu o 1º GREnal das finais do Gauchão, com um 4-3-3 bem estruturado, talvez tivessemos tido mais sorte na sua passagem. Entretanto, o vírus do 4-4-2 em losango já havia sido encrustado no grupo, e não creio que houvesse o que ser feito. Também não sou fã de exaltar o "se" por aqui, gosto mais de comentar os fatos, é mais simples e não me exige muita imaginação.
O fato é que o time corria grandes riscos nas mãos de Renato Portaluppi, vinha em aguda queda livre, sem perspectivas de melhora. Perder o Gauchão em casa, e ser eliminado de forma melancólica da Libertadores não foi o suficiente, ainda tinha que deixar a maionese começar a desandar no Brasileirão. Lá pelas tantas não deu mais, a situação ficou insustentável, e se fez uma experiência com o aprendiz de bicheiro e auxiliar técnico nas horas vagas Julinho Camargo. Nem vou me prestar a resgatar a campanha do rapaz comandando o Grêmio, cerca de 1 mês, e apenas 1 vitória, contra o Coritiba; se minha memória não me trai, ele foi o técnico que conseguiu a proeza de empatar com o América/MG, no Olímpico.
No seu lugar, Celso Roth, o Cláudio Duarte da 2ª década dos anos 2000. A missão era deixar o time tranquilo, e, pelo menos garantido na Série A do ano que vem. Ali a motivação e o ano tinham ido para o vinagre, os objetivos tinham se tornado minúsculos, em comparação ao final do ano passado. O time até conseguiu alguns resultados, que o colocaram na metade de cima da tabela, mas sem nenhuma estabilidade; Pelaipe voltou, trouxe alguns reforços, nada demais para voos mais altos, mas a direção já tinha estabelecido que jogar a 1ª Divisão de 2011 era o mais importante. A meta foi alcançada na vitória sobre o Flamengo, por 4-2, em mais um fiasco sobre o qual já falei por aqui, apesar do ótimo resultado, em CNTP [Condições Normais de Temperatura e Pressão].
A partir daí, o time, o clube, a torcida, todo mundo pareceu largar de mão e o time foi arrefecendo, e não vence desde então. As atuações tornaram-se fraquíssimas, mesmo no Olímpico. Houve apenas 1 jogo onde o time mostrou empolgação, na derrota por 5-4 contra o Fluminense, que mais pareceu uma pelada de solteiros vs casados - talvez este espírito motive mais os atletas do que defender as cores do clube, quem sabe? Nos 2 últimos jogos em casa, em 2 tardes modorrentas, abafadas, o time foi preguiçoso, e conseguiu não vencer Atlético/GO e Ceará, turistas na Série A para quem o Grêmio já havia perdido longe de seus domínios. O pior é ver a tabela final do campeonato e constatar que, pelos jogos que o Tricolor teria no fim, dava para almejar algo maior. Entretanto, é óbvio que não seria nem um pouco merecido.
O time termina o Brasileirão na 12ª colocação, com 48 pontos [13V, 9E, 16D], 24 em cada turno. Nota-se, analisando friamente, que a campanha em Porto Alegre [33P; 9V, 6E, 4D] comprometeu as pretensões do clube, até porque jogando fora o Grêmio não foi o fiasco de algumas temporadas atrás [15P; 4V, 3E, 12D]. Com 15 vitórias em casa, o time teria chegado no G5. Por exemplo, o Fluminense teve 15 derrotas [!] e foi 3º colocado - importante ressaltar que foram apenas 3 empates, todos fora. Mais números: em 2011, somando Gauchão, Libertadores e Brasileirão, o Grêmio jogou 71 vezes, com 30 vitórias, 17 empates e 24 derrotas; encerra a temporada em sua pior série sem vitórias, 6 jogos; fez seu último jogo em Libertadores da América no Olímpico, terminando com uma derrota por 1-2 contra a Universidad Católica/CHI [ao todo, 64P; 45V, 13E, 6D].
Assim finaliza-se o ano. Um ano onde o Grêmio diminui ainda mais, e não faço qualquer comparação com adversários, este apequenamento se dá em comparação a si próprio, com suas glórias passadas, que a cada ano que passa ficam na poeira do esquecimento. 2011, como eu disse anteriormente, não deve ser esquecido, pois são com nossos erros que aprendemos, efetivamente. Espero, sinceramente, que a direção tenha aprendido com as burradas cometidas neste ano, e pense mais no clube que eles estão comandando do que nos nossos rivais. ESQUEÇAM OS RIVAIS. O nosso clube é infinitamente maior que isto. E peço desculpas pelo extenso texto. Muitas das coisas escritas vocês já sabem, estão carecas de saber, diga-se de passagem. Que siga o baile.
O king-kong do começo do ano foi recebido com festa da minha parte; apesar de não querer o retorno de Ronaldinho, admito que a perda do meia-atacante para o Flamengo foi vergonhosa, pela negociação em si, e não culpo a trupe dos Assis Moreira - os caras eram renomados pilantras, e os seus interesses se resumiam apenas ao crescimento em progressão geométrica da conta bancária. O mesmo se aplica ao "caso Jonas", que tinha uma multa recisória ridícula [créditos ao ex-presidente Duda Kroeff] e, claro, em vias de entrar em uma fase da carreira onde a queda de rendimento era eminente, achou muito importante uma experiência [e benefício$] na Europa e se foi para a Espanha. O erro foi não reforçar-se como deveria para a disputa de uma Copa [aí os créditos vão para o atual presidente], além de ser criada uma imbecil guerra de bastidores, Odone vs Portaluppi.
Mandou quem pode, obedeceu quem teve juízo [até determinado ponto] e chorou o torcedor. Eu tenho lembranças claras do Grêmio em Libertadores desde 1998, e digo com segurança: NUNCA o Grêmio Foot-ball Porto Alegrense entrou em campo tão mal representado em uma partida de Copa. Fomos decidir uma vaga para as quartas-de-final, precisando vencer por 2 gols, e escalando como dupla de ataque [sic] Lins e Júnior Viçosa. Fomos jogar a liderança do grupo, contra o fraco Oriente Petrolero, na Bolívia, e voltamos com 3 gols na sacola. Não vencemos, ainda que fora de casa, o estreante em competições internacionais León de Huánuco, do Peru. Aliás, não ganhamos NENHUM jogo fora de casa na Libertadores '11. Pelo menos durante os jogos fora a cerveja é liberada...
Dizia anteriormente sobre obediência até determinado ponto, pois Renato Portaluppi abusou das suas convicções um tanto questionáveis. Para uma determinada parcela da torcida, Renato não era [é] somente o Rei do Rio de Janeiro, mas era o Rei do Rio Grande do Sul, ainda que apenas da parte azul dele, e diziam "amém" para opções bizarras do treinador futevoleiboleiro [sic]. Na minha modesta opinião, se ele mantivesse a estrutura com a qual venceu o 1º GREnal das finais do Gauchão, com um 4-3-3 bem estruturado, talvez tivessemos tido mais sorte na sua passagem. Entretanto, o vírus do 4-4-2 em losango já havia sido encrustado no grupo, e não creio que houvesse o que ser feito. Também não sou fã de exaltar o "se" por aqui, gosto mais de comentar os fatos, é mais simples e não me exige muita imaginação.
O fato é que o time corria grandes riscos nas mãos de Renato Portaluppi, vinha em aguda queda livre, sem perspectivas de melhora. Perder o Gauchão em casa, e ser eliminado de forma melancólica da Libertadores não foi o suficiente, ainda tinha que deixar a maionese começar a desandar no Brasileirão. Lá pelas tantas não deu mais, a situação ficou insustentável, e se fez uma experiência com o aprendiz de bicheiro e auxiliar técnico nas horas vagas Julinho Camargo. Nem vou me prestar a resgatar a campanha do rapaz comandando o Grêmio, cerca de 1 mês, e apenas 1 vitória, contra o Coritiba; se minha memória não me trai, ele foi o técnico que conseguiu a proeza de empatar com o América/MG, no Olímpico.
No seu lugar, Celso Roth, o Cláudio Duarte da 2ª década dos anos 2000. A missão era deixar o time tranquilo, e, pelo menos garantido na Série A do ano que vem. Ali a motivação e o ano tinham ido para o vinagre, os objetivos tinham se tornado minúsculos, em comparação ao final do ano passado. O time até conseguiu alguns resultados, que o colocaram na metade de cima da tabela, mas sem nenhuma estabilidade; Pelaipe voltou, trouxe alguns reforços, nada demais para voos mais altos, mas a direção já tinha estabelecido que jogar a 1ª Divisão de 2011 era o mais importante. A meta foi alcançada na vitória sobre o Flamengo, por 4-2, em mais um fiasco sobre o qual já falei por aqui, apesar do ótimo resultado, em CNTP [Condições Normais de Temperatura e Pressão].
A partir daí, o time, o clube, a torcida, todo mundo pareceu largar de mão e o time foi arrefecendo, e não vence desde então. As atuações tornaram-se fraquíssimas, mesmo no Olímpico. Houve apenas 1 jogo onde o time mostrou empolgação, na derrota por 5-4 contra o Fluminense, que mais pareceu uma pelada de solteiros vs casados - talvez este espírito motive mais os atletas do que defender as cores do clube, quem sabe? Nos 2 últimos jogos em casa, em 2 tardes modorrentas, abafadas, o time foi preguiçoso, e conseguiu não vencer Atlético/GO e Ceará, turistas na Série A para quem o Grêmio já havia perdido longe de seus domínios. O pior é ver a tabela final do campeonato e constatar que, pelos jogos que o Tricolor teria no fim, dava para almejar algo maior. Entretanto, é óbvio que não seria nem um pouco merecido.
O time termina o Brasileirão na 12ª colocação, com 48 pontos [13V, 9E, 16D], 24 em cada turno. Nota-se, analisando friamente, que a campanha em Porto Alegre [33P; 9V, 6E, 4D] comprometeu as pretensões do clube, até porque jogando fora o Grêmio não foi o fiasco de algumas temporadas atrás [15P; 4V, 3E, 12D]. Com 15 vitórias em casa, o time teria chegado no G5. Por exemplo, o Fluminense teve 15 derrotas [!] e foi 3º colocado - importante ressaltar que foram apenas 3 empates, todos fora. Mais números: em 2011, somando Gauchão, Libertadores e Brasileirão, o Grêmio jogou 71 vezes, com 30 vitórias, 17 empates e 24 derrotas; encerra a temporada em sua pior série sem vitórias, 6 jogos; fez seu último jogo em Libertadores da América no Olímpico, terminando com uma derrota por 1-2 contra a Universidad Católica/CHI [ao todo, 64P; 45V, 13E, 6D].
Assim finaliza-se o ano. Um ano onde o Grêmio diminui ainda mais, e não faço qualquer comparação com adversários, este apequenamento se dá em comparação a si próprio, com suas glórias passadas, que a cada ano que passa ficam na poeira do esquecimento. 2011, como eu disse anteriormente, não deve ser esquecido, pois são com nossos erros que aprendemos, efetivamente. Espero, sinceramente, que a direção tenha aprendido com as burradas cometidas neste ano, e pense mais no clube que eles estão comandando do que nos nossos rivais. ESQUEÇAM OS RIVAIS. O nosso clube é infinitamente maior que isto. E peço desculpas pelo extenso texto. Muitas das coisas escritas vocês já sabem, estão carecas de saber, diga-se de passagem. Que siga o baile.
Liberto...
Liberto. O Inter venceu o Grêmio com todos os méritos foi
melhor que seu eterno rival e provou neste domingo que tem mais time do que a rapaziada
da Azenha. Foi um GRENAL aguerrido, disputado e muito nervoso por ambos os times.
O time colorado no primeiro tempo ficou travado mas na segunda etapa melhorou
tanto que fez o gol e poderia ter ampliado o placar não fosse a fome de
Gilberto. A defesa do Inter se portou segura com Moledo e Indio, Tinga e
Guiñazu foram novamente muito competentes em suas funções desarmando e dando uma
qualificada saída de bola, D´Alessandro foi o nome do jogo e Oscar incansável marcando,
armando e correndo pelo campo todo resumindo voltou a tomar Nescau. Não gostei
dos laterais que sucumbiram com a investida de Marquinhos pelo lado do Kleber e
Escudeiro afugentando o Nei.
Mas neste GRENAL ficou claro que o Inter tem mais time e
poderia ter ido adiante na briga de um brasileirão que ficou limitado num
torneio “RIO-SÃOPAULO” pois o colorado foi o time que mais chegou perto em uma
modesta quarta posição.
Portanto o ano colorado foi bom com um titulo internacional,
Gauchão e uma quinta posição que leva a seletiva da Competição mais charmosa
das Américas mas poderia ter sido muito melhor não fosse o desperdício e falta
de competência pelo lado dos gestores de futebol que ficaram presos na falta de
convicção que foi salva ainda a tempo por Dorival que a arrumou a cozinha,
colocou o lixo para fora e deu um 2012 para a torcida colorada ficar LIBERTA
para sonhar...
Destaque: D´Alessandro foi o melhor em campo mostrando que é
sim um dos melhores da função e indispensável para o time da Padre Cacique.
Oscar voltou a tomar Nescau e resolveu correr e fazer o que sabe jogar bola.
Indio apesar da idade mostra que têm ainda um pouco de café no bule.
Decepção: O ataque colorado não foi bem... Damião estava
irritado com não sei o que e prova que precisa de férias.
*Parabéns ao técnico Tite que mereceu o caneco por suportar
a pressão que é treinar o Corinthians mantendo sempre um padrão de jogo. Assim dando alegria de mais titulo brasileiro a sua fanática torcida em um dia tão triste que foi a morte de um grande ídolo Sócrates.
** Coitada da torcida do Atlético-MG que não consegue
comemorar nada. Onde tinha tudo para empurrar o Cruzeiro para o inferno da
segundona tomou um bordoada de 6 gols e murcho a crista do Galo...
*** O Vasco mesmo não conquistando o titulo mostra para
muito dirigente que da sim jogar todas as competições em alto novel.
Pergunta: Será que o brasileirão 2012 vai continuar sendo disputado
apenas pelos times do RIO-SÃOPAULO
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Sólo necesito un respiro
O Apertura '11/12 argentino está praticamente decidido. Na verdade, já estava a algumas rodadas, virtualmente. Agora, somente um desastre futebolístico sem precedentes nos nossos hermanos tira a taça do Boca Juniors. A matemática é simples: temos 3 jogos, 9 pontos em disputa, e é justamente de 9 pontos a diferença dos xeneizes para o 2º colocado, o brioso Tigre, de Victoria, que luta por pontos somente para fugir do descenso. Isto mesmo, teriam que haver 3 derrotas do Boca, com 2 jogos em casa, contra os fracos Banfield e All Boys, e 3 vitórias do Matador, que joga 2 como visitante, contra o ameaçado San Lorenzo e Independiente. O que era um questionamento, tornou-se uma afirmação: entreguem a taça.
O time de Falcioni foi a Mendoza encarar o Godoy Cruz, que estava invicto como mandante no Apertura. Estava. O Malvinas Argentinas viu um dos melhores jogos do torneio até aqui, onde os 2 times buscaram o ataque o tempo todo, visto que ambos ainda tem objetivos no campeonato: o Boca querendo garantir o título, e o Tomba, uma vaga na Libertadores do ano que vem. Os auriazuis foram muito eficientes no 1º tempo, onde praticamente garantiram a vitória, se utilizando do ímpeto ofensivo do Godoy Cruz para escapar em contra-ataques, na velocidade do quarteto Chávez, Rivero, Mouche e Cvitanich, este último de excelente atuação. E foi o camisa 20 quem abriu o marcador, aos 9', aproveitando boa jogada de Rivero, pela direita. Cvitanich também sofreu o pênalti que originou o 2º gol, marcado pelo zagueiro Schiavi, a 36'.
Na 2ª etapa, o Godoy Cruz conseguiu, diferentemente da primeira etapa, chegar à meta de Orión, criando algumas chances em chutes de média distância, entretanto, a bola não encontrava Ramírez na grande área, limitando qualquer possibilidade dos mandantes diminuirem. Enquanto isto, o Boca cozinhava o jogo, bloqueando bem a defesa, mas escapando menos em contra-ataques, procurando manter um pouco mais a posse da bola. No final do jogo, Rojas acertou um chutaço, do meio da rua, diminuindo o placar, mas não passou disto. Vitória do Boca Juniors, que, além de praticamente garantir o título, garantiu vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. O Godoy Cruz não se complica tanto, visando vaga continental, mas uma vitória do Independiente hoje, fora de casa, contra o Unión de Santa Fé, coloca o Rojo no retrovisor dos mendoncinos.
A situação fica relativamente tranquila para o Godoy Cruz, pois o Racing enfim perdeu sua invencibilidade no torneio, jogando em casa, no sábado, contra o Belgrano. Ainda por cima, o fantasma da Promoción volta a assombrar o time de Avellaneda. A partida foi bastante disputada no Cilindro, com Los Piratas abrindo 2 a 0 na primeira parte do jogo, com Pereyra e Turus, em 2 inacreditáveis falhas defensivas do time de Simeone. Giovanni Moreno diminuiu, com um golaço de falta, o que não adiantou em nada, pois no final do 1º tempo, novamente El Picante Pereyra marcaria, em mais uma falha da defesa, que havia sofrido 4 gols em 15 jogos - e levou 3 em 44 minutos.
Na 2ª etapa, um show de cartões vermelhos, 2 para o Belgrano [Rodríguez e Quiroga] e 1 para o Racing [Hauche], o que contribuiu diretamente para a pressão d'La Academia, principalmente a expulsão do volante uruguaio, aos 21' da 2ª parte. Não fossem as expulsões, talvez o desastre tivesse sido pior. A estrela de Simeone [sic] brilhou, ao colocar Valentín Viola na partida, e este marcar o gol do desconto, aos 22', no lance posterior à 1ª expulsão. Daí em diante o que se viu foi uma série de tentativas malogradas do Racing, que esbarrou no seu nervosismo, e na muito boa atuação de Olave. Nos momentos de maior pressão, eu fiquei em frente a televisão pensando que poderia ser diferente se não houvesse a birra de Teo Gutiérrez com o grupo, ou se não houvesse El Cholo Simeone no comando da equipe.
Foi o adeus definitivo a qualquer chance de título, e o chancelamento de uma campanha que parecia boa, graças a longa invencibilidade, mas que trazida para números absolutos, não é mais que medíocre [5 vitórias em 16 partidas], sem contar os maus desempenhos, acima dos maus resultados. O time também se complicou muito na briga por uma vaga na Libertadores, tendo que tirar 6 pontos do Godoy Cruz em apenas 3 jogos, sem confronto direto. Na tabela do Apertura, o time se mantém na 3ª posição, com 25 pontos, podendo ser ultrapassado pelo Unión, que é o outro time que, vencendo, mantém chance de título, mas na mesma situação do Tigre. O Boca garantiu vaga na Libertadores '12, e só uma combinação improvável de resultados tira a vaga direta dos xeneizes.
Nos Acréscimos
O time de Falcioni foi a Mendoza encarar o Godoy Cruz, que estava invicto como mandante no Apertura. Estava. O Malvinas Argentinas viu um dos melhores jogos do torneio até aqui, onde os 2 times buscaram o ataque o tempo todo, visto que ambos ainda tem objetivos no campeonato: o Boca querendo garantir o título, e o Tomba, uma vaga na Libertadores do ano que vem. Os auriazuis foram muito eficientes no 1º tempo, onde praticamente garantiram a vitória, se utilizando do ímpeto ofensivo do Godoy Cruz para escapar em contra-ataques, na velocidade do quarteto Chávez, Rivero, Mouche e Cvitanich, este último de excelente atuação. E foi o camisa 20 quem abriu o marcador, aos 9', aproveitando boa jogada de Rivero, pela direita. Cvitanich também sofreu o pênalti que originou o 2º gol, marcado pelo zagueiro Schiavi, a 36'.
Na 2ª etapa, o Godoy Cruz conseguiu, diferentemente da primeira etapa, chegar à meta de Orión, criando algumas chances em chutes de média distância, entretanto, a bola não encontrava Ramírez na grande área, limitando qualquer possibilidade dos mandantes diminuirem. Enquanto isto, o Boca cozinhava o jogo, bloqueando bem a defesa, mas escapando menos em contra-ataques, procurando manter um pouco mais a posse da bola. No final do jogo, Rojas acertou um chutaço, do meio da rua, diminuindo o placar, mas não passou disto. Vitória do Boca Juniors, que, além de praticamente garantir o título, garantiu vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem. O Godoy Cruz não se complica tanto, visando vaga continental, mas uma vitória do Independiente hoje, fora de casa, contra o Unión de Santa Fé, coloca o Rojo no retrovisor dos mendoncinos.
A situação fica relativamente tranquila para o Godoy Cruz, pois o Racing enfim perdeu sua invencibilidade no torneio, jogando em casa, no sábado, contra o Belgrano. Ainda por cima, o fantasma da Promoción volta a assombrar o time de Avellaneda. A partida foi bastante disputada no Cilindro, com Los Piratas abrindo 2 a 0 na primeira parte do jogo, com Pereyra e Turus, em 2 inacreditáveis falhas defensivas do time de Simeone. Giovanni Moreno diminuiu, com um golaço de falta, o que não adiantou em nada, pois no final do 1º tempo, novamente El Picante Pereyra marcaria, em mais uma falha da defesa, que havia sofrido 4 gols em 15 jogos - e levou 3 em 44 minutos.
Na 2ª etapa, um show de cartões vermelhos, 2 para o Belgrano [Rodríguez e Quiroga] e 1 para o Racing [Hauche], o que contribuiu diretamente para a pressão d'La Academia, principalmente a expulsão do volante uruguaio, aos 21' da 2ª parte. Não fossem as expulsões, talvez o desastre tivesse sido pior. A estrela de Simeone [sic] brilhou, ao colocar Valentín Viola na partida, e este marcar o gol do desconto, aos 22', no lance posterior à 1ª expulsão. Daí em diante o que se viu foi uma série de tentativas malogradas do Racing, que esbarrou no seu nervosismo, e na muito boa atuação de Olave. Nos momentos de maior pressão, eu fiquei em frente a televisão pensando que poderia ser diferente se não houvesse a birra de Teo Gutiérrez com o grupo, ou se não houvesse El Cholo Simeone no comando da equipe.
Foi o adeus definitivo a qualquer chance de título, e o chancelamento de uma campanha que parecia boa, graças a longa invencibilidade, mas que trazida para números absolutos, não é mais que medíocre [5 vitórias em 16 partidas], sem contar os maus desempenhos, acima dos maus resultados. O time também se complicou muito na briga por uma vaga na Libertadores, tendo que tirar 6 pontos do Godoy Cruz em apenas 3 jogos, sem confronto direto. Na tabela do Apertura, o time se mantém na 3ª posição, com 25 pontos, podendo ser ultrapassado pelo Unión, que é o outro time que, vencendo, mantém chance de título, mas na mesma situação do Tigre. O Boca garantiu vaga na Libertadores '12, e só uma combinação improvável de resultados tira a vaga direta dos xeneizes.
Nos Acréscimos
- Amanhã o Vélez joga sua vida na Copa Sul-Americana, quando recebe a Liga de Quito, em Liniers. O time de Gareca precisa vencer por 2-0 para levar a decisão para os pênaltis, e 3 gols de diferença para ganhar a vaga no tempo normal. Grande parte dos titulares foram poupados no final de semana, no empate em 1-1 contra o Colón, também no José Amalfitani.
- O River tropeçou pela 2ª vez seguida em casa, na Primera B Nacional. O Millonario já havia sido [muito] surpreendido pelo Atlético Tucumán [derrota por 0-2], na 14ª rodada, e, na 16ª, não saiu do 1-1 contra o Rosario Central, no sábado. Cavenaghi fez o gol do River, que segue na liderança, com 30 pontos, a mesma pontuação do Instituto, de Córdoba, que tem um jogo a menos e recebe o Independiente Rivadavia, na noite de hoje.
Redenção...
Bom... Peço desculpas a todos pelo fato de não ter postado nada em relação ao jogo contra o Botafogo. Então para me redimir proponho a todos que faça a sua seleção do Campeonato e manda pra gente aqui do Vida Cancheira. Eis a minha:
Goleiro: Fernando Brass (vasco)
Zaga: Dedé (vasco) e Rhodolfo (São Paulo).
Laterais: Mario fernandes (Grêmio) e Kleber (Internacional).
Volantes: Marco Assunção (Palmeiras) e Guiñazu (Internacional)
Meio-Campo: D´Alessandro (Internacional) e Diego Souza (Vasco)
Ataque: Neymar (Santos) e Damião (Internacional).
Gosto de time simples taticamente e usei o criterio de regularidade alias criterio "cada um tem o seu" e todos serão bem vindos neste espaço de democracia ao futebol.
*Se não tiver email do Google por favor selecione como "anonimo" e assine no fim do comentario!
Goleiro: Fernando Brass (vasco)
Zaga: Dedé (vasco) e Rhodolfo (São Paulo).
Laterais: Mario fernandes (Grêmio) e Kleber (Internacional).
Volantes: Marco Assunção (Palmeiras) e Guiñazu (Internacional)
Meio-Campo: D´Alessandro (Internacional) e Diego Souza (Vasco)
Ataque: Neymar (Santos) e Damião (Internacional).
Gosto de time simples taticamente e usei o criterio de regularidade alias criterio "cada um tem o seu" e todos serão bem vindos neste espaço de democracia ao futebol.
*Se não tiver email do Google por favor selecione como "anonimo" e assine no fim do comentario!
Vitima....
O Inter jogou muita bola, foi superior e fez o goleiro do
Flamengo Felipe se tornar o nome do jogo porém foi vitima da máxima do futebol
onde “quem não faz leva”. Na primeira
etapa o Flamengo não viu a cor da bola pois o meio campo colorado fez neste domingo
uma das suas melhores atuações com os volantes Tinga e Guiñazu que foram
soberanos, D´Alessandro mais uma vez foi o nome do jogo e Oscar fazendo nada mais
do que se espera dele com dribles e arrancadas curtas. Também ficou provado que
o Inter com 2 (DOIS) avantes é mais time pois se torna mais equilibrado assim
Gilberto incomodou muito a defesa carioca facilitando o trabalho de Damião
mesmo não fazendo” gol” o ataque colorado criou muito coisa que vem acontecendo
ultimamente. Mas o R. Moledo acabou entregando a rapadura ainda nos
primeiros 45min logo para o Ronaldinho Gaucho que vem jogando coisa nenhuma mas
“de bobo” não tem nada e guardou a pelota dentro do barbante. Mas o Inter seguiu superior ao Mengo na
segunda etapa mesmo perdendo um pouco da efetividade com saída do bom atacante
Gilberto para entrada de Andrezinho e conseqüentemente com a entrada do Jô que
continua devendo...
Portanto o time da P. Cacique volta do Rio Janeiro sem ponto
nenhum , fora da Zona da Libertadores e vai ter que torcer por resultados
paralelos de Flamengo e Coritiba e precisará do passo mais fundamental vencer o
time da Azenha.
Destaque: Os volantes Ginazu e Tinga estão jogando em um excelente
nível e se permanecer tem tudo para virar titular também em 2012. Gilberto vem
mantendo uma regularidade boa e se credenciando a ser o primeiro reserva de
Damião.
Decepção: Kleber deixou a desejar sumindo do jogo poderia ser
mais do foi neste domingo. R. Moledo fez sua pior atuação como titular.
*A Fiel estava comemorando o titulo até o jovem Bernard do
Vasco fazer o gol no final da partida contra o Fluminense deixando o campeonato
brasileiro emocionante até o fim...
**O Ceará não desistiu, engrossou o caldo e conseguiu o
empate contra a Raposa no fim de uma partida muito emocionante e claro que o
povo azul de Minas Gerais vai ficar com o coração na mão e vai jogar a vida
contra seu maior rival o Galo que promete uma partida histórica.
*** O Grêmio prova a cada jogo que pode jogar menos ... Mas
parabenizo os torcedores que foram ao estádio Olímpico provando da grandeza de
um clube mesmo sem nada a disputar porém com o amor sempre a amostra pelo seu
time.
Pergunta: Qual a partida será a mais histórica da ultima
rodada?
sábado, 26 de novembro de 2011
Elevador
Há alguns minutos terminou a disputa da Série B deste ano, com uma rodada final de tirar o fôlego. 5 times chegaram na última rodada podendo abocanhar a última vaga do acesso, e fazer companhia para os já classificados Portuguesa, Náutico e Ponte Preta. As torcidas de Sport, Vitória, Boa Esporte, Bragantino e Americana [existe torcida dos 3 últimos?] viveram momentos de alta tensão, que começou com o atraso no jogo de Curitiba, entre Paraná e Bragantino, passou pela reação inacreditável do Duque, contra o Boa, e terminou no dilúvio em Goiânia [!], e a vitória e consequente acesso do Sport, sobre o Vila Nova. Minha torcida particular era pelo Sport Recife, e a coincidência jogou a favor do Leão da Ilha [o original]. Sim, pois com a rodada final sendo jogada em 26 de novembro, eu só poderia torcer mesmo pelo rubro-negro pernambucano, único time que torceu por nós há exatos 6 anos, quando disputamos acesso contra seus maiores rivais.
A televisão aqui transmitiu Paraná Clube-Bragantino, que teve atraso de 15 minutos, aproximadamente, devido à contusão do goleiro Gilvan no aquecimento. E a história da decisão poderia ser diferente se o árbitro não tivesse anulado um gol legal de Léo Jaime, que tomou uma bolada na cara do goleiro Zé Carlos, e o apitador absurdamente viu toque de mão do avante bragantino. Daí em diante, o time pareceu esmorecer, enquanto o Tricolor paranista não arriscava muito, devido ainda ao risco de rebaixamento [precisava do empate]. Mesmo com o goleiro à meia-boca, os jogadores não chutavam, mas, quando tentavam, levavam muito perigo a Gilvan. Estranhei o fato de Itaqui, ex-Grêmio, não tentar nenhuma vez, sendo que sua melhor qualidade é o chute de média distância.
Na 2ª etapa, mais atraso do time de Bragança Paulista. Parece que deixaram algo no vestiário, pois aos 6', Jefferson Maranhão abriu o placar. O time paulista não conseguia criar, talvez um dos motivos pelo não-acesso, não havia um jogador que armasse o jogo com qualidade, o esquema era bola no centroavante Lincom, e seja o que Deus quiser. Lá pelas tantas Marcelo Veiga arriscou tudo, tirando o zagueiro e capitão Luiz Carlos e o lateral-esquerdo Murilo Ceará [ex-Juventude], e botando Deyvid Sacconi, ex-Palmeiras e Luís Mário, o eterno Papa-Léguas da torcida gremista. O veterano atacante até exigiu uma boa defesa de Zé Carlos, mas nada que fosse ameaçador demais. A notícia do gol do Sport, em Goiânia, foi um balde de água fria nas intenções do Bragantino, o que beneficiou o Paraná, que levou o jogo em banho-maria até o apito final.
Por falar em balde, o aguaceiro que caiu no Serra Dourada não estava no gibi, e a gurizada do Vila Nova parecia querer botar água no chopp na festa armada pela torcida rubro-negra, que foi ao cerrado brasileiro em grande número para apoiar o time. O gol da vitória foi marcado por Bruno Mineiro, com colaboração significativa do goleiro Luis Cetin, para delírio dos cerca de 2 mil rubro-negros que estavam no estádio. Alguns mais exaltados invadiram o gramado quando do final da partida, e imagino que o frevo deve estar comendo frouxo em Recife. Cidade que presenciou a despedida do vice-campeão e do 3º colocado, Náutico e Ponte Preta, respectivamente, que empataram em 2-2 nos Aflitos. Resultados dos demais envolvidos na briga pelo acesso: ASA/AL 1-2 Vitória; Duque de Caxias 2-2 Boa Esporte/MG; ABC/RN 3-1 Americana.
Na rodada, o Icasa, do Ceará, foi rebaixado com a derrota por 0-2 para a Portuguesa, jogando em Juazeiro do Norte. Cairam também Salgueiro/PE, Vila Nova e Duque de Caxias, este, aliás, com a pior campanha da história dos pontos corridos no Brasil [Séries A e B], conforme informação do pessoal do Carta na Manga. Aqui fica os parabéns especiais a Portuguesa e Sport Recife, clubes que contam com minha simpatia, e que, por sua tradição, merecem voltar à Primeira Divisão, e por aqui ficar por mais algum tempo, já que suas últimas passagens na Série A foram muito breves. E, claro, ressaltando os méritos de Náutico e Ponte, que também não fizeram por menos o merecimento.
A televisão aqui transmitiu Paraná Clube-Bragantino, que teve atraso de 15 minutos, aproximadamente, devido à contusão do goleiro Gilvan no aquecimento. E a história da decisão poderia ser diferente se o árbitro não tivesse anulado um gol legal de Léo Jaime, que tomou uma bolada na cara do goleiro Zé Carlos, e o apitador absurdamente viu toque de mão do avante bragantino. Daí em diante, o time pareceu esmorecer, enquanto o Tricolor paranista não arriscava muito, devido ainda ao risco de rebaixamento [precisava do empate]. Mesmo com o goleiro à meia-boca, os jogadores não chutavam, mas, quando tentavam, levavam muito perigo a Gilvan. Estranhei o fato de Itaqui, ex-Grêmio, não tentar nenhuma vez, sendo que sua melhor qualidade é o chute de média distância.
Na 2ª etapa, mais atraso do time de Bragança Paulista. Parece que deixaram algo no vestiário, pois aos 6', Jefferson Maranhão abriu o placar. O time paulista não conseguia criar, talvez um dos motivos pelo não-acesso, não havia um jogador que armasse o jogo com qualidade, o esquema era bola no centroavante Lincom, e seja o que Deus quiser. Lá pelas tantas Marcelo Veiga arriscou tudo, tirando o zagueiro e capitão Luiz Carlos e o lateral-esquerdo Murilo Ceará [ex-Juventude], e botando Deyvid Sacconi, ex-Palmeiras e Luís Mário, o eterno Papa-Léguas da torcida gremista. O veterano atacante até exigiu uma boa defesa de Zé Carlos, mas nada que fosse ameaçador demais. A notícia do gol do Sport, em Goiânia, foi um balde de água fria nas intenções do Bragantino, o que beneficiou o Paraná, que levou o jogo em banho-maria até o apito final.
Por falar em balde, o aguaceiro que caiu no Serra Dourada não estava no gibi, e a gurizada do Vila Nova parecia querer botar água no chopp na festa armada pela torcida rubro-negra, que foi ao cerrado brasileiro em grande número para apoiar o time. O gol da vitória foi marcado por Bruno Mineiro, com colaboração significativa do goleiro Luis Cetin, para delírio dos cerca de 2 mil rubro-negros que estavam no estádio. Alguns mais exaltados invadiram o gramado quando do final da partida, e imagino que o frevo deve estar comendo frouxo em Recife. Cidade que presenciou a despedida do vice-campeão e do 3º colocado, Náutico e Ponte Preta, respectivamente, que empataram em 2-2 nos Aflitos. Resultados dos demais envolvidos na briga pelo acesso: ASA/AL 1-2 Vitória; Duque de Caxias 2-2 Boa Esporte/MG; ABC/RN 3-1 Americana.
Na rodada, o Icasa, do Ceará, foi rebaixado com a derrota por 0-2 para a Portuguesa, jogando em Juazeiro do Norte. Cairam também Salgueiro/PE, Vila Nova e Duque de Caxias, este, aliás, com a pior campanha da história dos pontos corridos no Brasil [Séries A e B], conforme informação do pessoal do Carta na Manga. Aqui fica os parabéns especiais a Portuguesa e Sport Recife, clubes que contam com minha simpatia, e que, por sua tradição, merecem voltar à Primeira Divisão, e por aqui ficar por mais algum tempo, já que suas últimas passagens na Série A foram muito breves. E, claro, ressaltando os méritos de Náutico e Ponte, que também não fizeram por menos o merecimento.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Primeiro ato das lides copeiras
Hoje se realizou o sorteio dos grupos da Copa Libertadores da América 2012, na sede da Conmebol, em Assunção. Sem mais delongas, vamos aos grupos, e às primeiras análises e previsões [entre parênteses, o time que ocuparia a respectiva vaga HOJE]:
GRUPO 1
Santos
Peru 1 (Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do campeão)
Bolívia 2 (campeão do Apertura)
vencedor de Brasil 6 (Figueirense)-Colômbia 3 (Deportes Tolima)
GRUPO 2
Paraguai 1 (Nacional)
Equador 2 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do vice-campeão)
Argentina 3 (Lanús)
vencedor de Brasil 5 (Internacional)-Bolívia 3 (Real Potosí)
GRUPO 3
Bolívar
Colômbia 2 (campeão do Finalización)
Chile 2 (campeão do Clausura)
vencedor de Tigres UANL-Chile 3 (Universidad Católica)
GRUPO 4
Argentina 2 (Boca Juniors)
Zamora
Brasil 4 (Fluminense)
vencedor de Argentina 5 (Arsenal de Sarandí)-Peru 3 (Sport Huancayo)
GRUPO 5
Nacional/URU
Peru 2 (Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do vice-campeão)
Vasco da Gama
vencedor de Paraguai 3 (Libertad)-LDU Quito
GRUPO 6
Brasil 2 (Corinthians)
Deportivo Táchira
Paraguai 2 (Olimpia)
Cruz Azul
GRUPO 7
Vélez Sarsfield
Equador 1 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do campeão)
Defensor Sporting
Chivas Guadalajara
GRUPO 8
Universidad de Chile
Atlético Nacional
Argentina 4 (Godoy Cruz)
vencedor de Peñarol-Caracas
Já é previsível que teremos mais uma Libertadores parelha, de acordo com o que temos hoje, e que não deverá mudar muito ao longo das próximas semanas. Vamos destacar, nesta primeira análise, os times argentinos. Do lado de lá do Prata, estão garantidos, além do Vélez Sarsfield [campeão do Clausura '10/11] e do Arsenal de Sarandí [melhor argentino não-campeão na Copa Sul-Americana '11], Boca Juniors e Lanús, e é quase impossível que não ocupem os grupos 3 e 2, respectivamente. A última vaga, como falei anteriormente, será disputada até a última rodada do Apertura '11/12. O Tigre entrou na briga hoje [venceu o Atlético Rafaela por 3-0 e tem 2 pontos a menos que o Godoy Cruz], mas tem que terminar o Apertura fora da Promoción para poder pleitear uma (a 5ª) vaga. Está menos inviável para Racing e Independiente, que estão 6 pontos atrás dos mendoncinos, só com um milagre ultrapassam o Lanús. Acredito em um bom sprint do Racing na reta final, mas a ordem dos argentinos na Libertadores '12 deve mesmo ser a atual.
O Vélez Sarsfield caiu no grupo 7, um dos mais definidos já no sorteio, e que tem tendências a ser um dos "de la muerte" na próxima Copa. Defensor e Chivas já são times extremamente perigosos, especialmente os mexicanos, algozes dos de Liniers na Libertadores '10. Poderá haver uma viagem à altitude de Quito, caso o Deportivo ganhe o campeonato equatoriano, mais um complicador no caminho do Vélez. Com alguns reforços pontuais, o time de Ricardo Gareca poderá ir ainda mais longe do que foi este ano [é quase obrigatória a contratação de um centroavante decente].
Os argentinos do grupo 4, provavelmente Boca Juniors e Arsenal de Sarandí [caso este passe da 1ª fase] encararão o Fluminense, e oponentes brasileiros em Libertadores sempre provocam grandes jogos e, o Tricolor carioca, em especial, más lembranças, os próprios Boca [ESTE vídeo é genial!] e Arsenal que o digam. O virtual campeão do Apertura possui um time bem estruturado, entretanto não tem um grupo muito forte, apesar de ainda jovem. Deverá se reforçar muito bem para a disputa da maior competição das Américas, sem sombra de dúvida, e terá sede de vingança contra o Flu. Já o Arse, poderá ter a maior das sedes, se passar da 1ª fase, contra um representante do Peru, tem que agradecer; o time é fraco, e, salvo uma injeção de grana inacreditável no clube, os filhos de Grondona apenas farão figuração na Copa.
O Lanús é aquele time que volta e meia vai muito bem nos torneios domésticos, mas tem um estigma de inofensividade nas competições internacionais. Um time que perde uma final internacional para o Atlético/MG [!] não pode ser levado a sério, mesmo que tenha ganho a Copa Conmebol do ano seguinte [1996]. Digamos que o Lanús é o nosso Botafogo sem Garrincha e sem grife. A única certeza é que ele não será o campeão, e ninguém lembrará que o granate jogou a Libertadores. O time até é bom, conta com jogadores rodados, como o uruguaio Regueiro e o italiano Camoranesi, e alguns argentinos de boa qualidade, como Valeri, Pavone e Fritzler, mas a mística não falha. Aconteça o que acontecer, ano que vem não estaremos noticiando uma grande campanha do Lanús.
Mais adiante este post será atualizado com as análises do último clube classificado, o sobrevivente desta briga de facão no escuro entre Godoy Cruz, Racing e Independiente.
GRUPO 1
Santos
Peru 1 (Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do campeão)
Bolívia 2 (campeão do Apertura)
vencedor de Brasil 6 (Figueirense)-Colômbia 3 (Deportes Tolima)
GRUPO 2
Paraguai 1 (Nacional)
Equador 2 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do vice-campeão)
Argentina 3 (Lanús)
vencedor de Brasil 5 (Internacional)-Bolívia 3 (Real Potosí)
GRUPO 3
Bolívar
Colômbia 2 (campeão do Finalización)
Chile 2 (campeão do Clausura)
vencedor de Tigres UANL-Chile 3 (Universidad Católica)
GRUPO 4
Argentina 2 (Boca Juniors)
Zamora
Brasil 4 (Fluminense)
vencedor de Argentina 5 (Arsenal de Sarandí)-Peru 3 (Sport Huancayo)
GRUPO 5
Nacional/URU
Peru 2 (Juan Aurich/Alianza Lima -vaga do vice-campeão)
Vasco da Gama
vencedor de Paraguai 3 (Libertad)-LDU Quito
GRUPO 6
Brasil 2 (Corinthians)
Deportivo Táchira
Paraguai 2 (Olimpia)
Cruz Azul
GRUPO 7
Vélez Sarsfield
Equador 1 (Emelec-Deportivo Quito -vaga do campeão)
Defensor Sporting
Chivas Guadalajara
GRUPO 8
Universidad de Chile
Atlético Nacional
Argentina 4 (Godoy Cruz)
vencedor de Peñarol-Caracas
Já é previsível que teremos mais uma Libertadores parelha, de acordo com o que temos hoje, e que não deverá mudar muito ao longo das próximas semanas. Vamos destacar, nesta primeira análise, os times argentinos. Do lado de lá do Prata, estão garantidos, além do Vélez Sarsfield [campeão do Clausura '10/11] e do Arsenal de Sarandí [melhor argentino não-campeão na Copa Sul-Americana '11], Boca Juniors e Lanús, e é quase impossível que não ocupem os grupos 3 e 2, respectivamente. A última vaga, como falei anteriormente, será disputada até a última rodada do Apertura '11/12. O Tigre entrou na briga hoje [venceu o Atlético Rafaela por 3-0 e tem 2 pontos a menos que o Godoy Cruz], mas tem que terminar o Apertura fora da Promoción para poder pleitear uma (a 5ª) vaga. Está menos inviável para Racing e Independiente, que estão 6 pontos atrás dos mendoncinos, só com um milagre ultrapassam o Lanús. Acredito em um bom sprint do Racing na reta final, mas a ordem dos argentinos na Libertadores '12 deve mesmo ser a atual.
O Vélez Sarsfield caiu no grupo 7, um dos mais definidos já no sorteio, e que tem tendências a ser um dos "de la muerte" na próxima Copa. Defensor e Chivas já são times extremamente perigosos, especialmente os mexicanos, algozes dos de Liniers na Libertadores '10. Poderá haver uma viagem à altitude de Quito, caso o Deportivo ganhe o campeonato equatoriano, mais um complicador no caminho do Vélez. Com alguns reforços pontuais, o time de Ricardo Gareca poderá ir ainda mais longe do que foi este ano [é quase obrigatória a contratação de um centroavante decente].
Os argentinos do grupo 4, provavelmente Boca Juniors e Arsenal de Sarandí [caso este passe da 1ª fase] encararão o Fluminense, e oponentes brasileiros em Libertadores sempre provocam grandes jogos e, o Tricolor carioca, em especial, más lembranças, os próprios Boca [ESTE vídeo é genial!] e Arsenal que o digam. O virtual campeão do Apertura possui um time bem estruturado, entretanto não tem um grupo muito forte, apesar de ainda jovem. Deverá se reforçar muito bem para a disputa da maior competição das Américas, sem sombra de dúvida, e terá sede de vingança contra o Flu. Já o Arse, poderá ter a maior das sedes, se passar da 1ª fase, contra um representante do Peru, tem que agradecer; o time é fraco, e, salvo uma injeção de grana inacreditável no clube, os filhos de Grondona apenas farão figuração na Copa.
O Lanús é aquele time que volta e meia vai muito bem nos torneios domésticos, mas tem um estigma de inofensividade nas competições internacionais. Um time que perde uma final internacional para o Atlético/MG [!] não pode ser levado a sério, mesmo que tenha ganho a Copa Conmebol do ano seguinte [1996]. Digamos que o Lanús é o nosso Botafogo sem Garrincha e sem grife. A única certeza é que ele não será o campeão, e ninguém lembrará que o granate jogou a Libertadores. O time até é bom, conta com jogadores rodados, como o uruguaio Regueiro e o italiano Camoranesi, e alguns argentinos de boa qualidade, como Valeri, Pavone e Fritzler, mas a mística não falha. Aconteça o que acontecer, ano que vem não estaremos noticiando uma grande campanha do Lanús.
Mais adiante este post será atualizado com as análises do último clube classificado, o sobrevivente desta briga de facão no escuro entre Godoy Cruz, Racing e Independiente.
Navegando na altitude
Ontem se finalizou a 1ª semana das semi-finais da Copa Bridgestone Sul-Americana, com a partida entre Liga Deportiva Universitaria e Vélez Sarsfield, em Quito, no Equador. A promessa de um grande jogo, assim como havia sido Vasco da Gama-Universidad de Chile, na quarta, se cumpriu. Los Albos largam em grande vantagem no confronto, com a vitória por 2-0, ambos os gols do ótimo centroavante argentino Hernán Barcos, com participações decisivas do também portenho Equi González, ex-Fluminense. Os de Liniers valorizaram muito a vitória da Liga, não apelando para o tradicional retrancão na altitude, e criando algumas chances de gol - inclusive Domínguez [da LDU] foi outro destaque da partida -; não fossem as atuações deploráveis de Canteros e Guille Franco, e os desfalques, e a sorte fortínera poderia ter sido muito melhor. Confronto bastante agradável de se assistir, clima de Libertadores dentro da (cada vez mais valorizada) Sul-Americana, como eu já tinha visto, p.ex., em Nacional-Universidad de Chile e Universitario-Vasco da Gama, nas fases anteriores, só para ficar nos jogos que acompanhei. A parada se tornou torta para os comandados de Gareca, que terão que fazer 3 gols de diferença em Buenos Aires para chegar à grande final. Acredito que, como a Liga conseguiu 2 gols no Casablanca, o Vélez também possa conseguir 2 gols no Amalfitani, levando o jogo para os pênaltis, aposta pessoal deste blogueiro [que gosta de ver o circo pegando fogo].
Update às 21h56: O que me leva a crer em uma reação do Vélez são os retornos importantíssimos de David Ramírez e Juan M. Martínez, que fizeram muita falta no Equador. Sem contar que a LDU não terá mais a seu favor o fator altitude, o que dificulta uma de suas melhores virtudes, que são os chutes de média/longa distância. Só no jogo de ontem, 3 chances claríssimas de gol foram criadas desta forma, com Hidalgo, que parou em Barovero, e Equi González e Barcos, que acertaram o poste. Ricardo Gareca precisará, também, fazer correções pontuais no posicionamento defensivo, que fez muita água na bola aérea; no 1º tempo, especialmente, cada escanteio marcado por Larrionda era o prenúncio de um filme de terror.
Contudo, aconteça o que acontecer na próxima semana, já defino que esta terá sido a melhor das 8 edições da Copa Sul-Americana até agora, vencendo até a excelente edição de 2008. Todos os semi-finalistas chegaram até aqui com credenciais para o título, mostrando ótimo futebol [especialmente Universidad de Chile e Vélez Sarsfield] e, salvo exceções, batendo seus adversários com total autoridade [e requintes de copeirismo - que o digam os torcedores do Vasco]. Na próxima terça, em Liniers, Vélez e LDU fazem a revanche; a Liga pode perder por 1 gol de diferença, e até 2, caso marque gol[s]. O Vélez, como destacado anteriormente, para passar no tempo normal, precisará de, no mínimo, 3 gols [2-0 leva aos pênaltis]. Na noite seguinte, Universidad de Chile e Vasco decidem seus futuros no Santa Laura, em Santiago; empate sem gols dá a vaga na finalíssima aos chilenos, enquanto igualdade em 2-2 ou mais classifica os brasileiros - quem vencer, passa.
Nos Acréscimos
Update às 21h56: O que me leva a crer em uma reação do Vélez são os retornos importantíssimos de David Ramírez e Juan M. Martínez, que fizeram muita falta no Equador. Sem contar que a LDU não terá mais a seu favor o fator altitude, o que dificulta uma de suas melhores virtudes, que são os chutes de média/longa distância. Só no jogo de ontem, 3 chances claríssimas de gol foram criadas desta forma, com Hidalgo, que parou em Barovero, e Equi González e Barcos, que acertaram o poste. Ricardo Gareca precisará, também, fazer correções pontuais no posicionamento defensivo, que fez muita água na bola aérea; no 1º tempo, especialmente, cada escanteio marcado por Larrionda era o prenúncio de um filme de terror.
Contudo, aconteça o que acontecer na próxima semana, já defino que esta terá sido a melhor das 8 edições da Copa Sul-Americana até agora, vencendo até a excelente edição de 2008. Todos os semi-finalistas chegaram até aqui com credenciais para o título, mostrando ótimo futebol [especialmente Universidad de Chile e Vélez Sarsfield] e, salvo exceções, batendo seus adversários com total autoridade [e requintes de copeirismo - que o digam os torcedores do Vasco]. Na próxima terça, em Liniers, Vélez e LDU fazem a revanche; a Liga pode perder por 1 gol de diferença, e até 2, caso marque gol[s]. O Vélez, como destacado anteriormente, para passar no tempo normal, precisará de, no mínimo, 3 gols [2-0 leva aos pênaltis]. Na noite seguinte, Universidad de Chile e Vasco decidem seus futuros no Santa Laura, em Santiago; empate sem gols dá a vaga na finalíssima aos chilenos, enquanto igualdade em 2-2 ou mais classifica os brasileiros - quem vencer, passa.
Nos Acréscimos
- Está sendo discutido na Conmebol o direito de o campeão da Copa Sul-Americana disputar a Copa Libertadores do ano seguinte. Este ano uma situação interessante está ocorrendo, pois os 4 semi-finalistas já estão na Libertadores '12, classificados cada um ao seu modo, nos torneios/ligas domésticas. Deste modo, o 5º [!] colocado na Sul-Americana '11 herdaria a vaga. Pelo critério de eliminação, seria o Libertad/PAR, que pode conquistar a vaga também pelo Clausura paraguaio. Enfim, uma salada de frutas que está longe de ser doce, ou ter vitaminas. No meu ver, Libertadores é uma coisa, Sul-Americana é outra, e ambas levam à Recopa Sul-Americana. Ponto. Até porque, no "mundo ideal", as 2 seriam disputadas em concomitante; espero que a "queda" da vaga libertadora ao campeão da 'Sula' seja o início de uma reestruturação de calendário, ainda que seja mais fácil o Cruzeiro de Porto Alegre ganhar uma Libertadores antes disto...
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Entreguem a taça?
Domingo foi disputada a partida mais decisiva do corrente Apertura, entre os 2 ponteiros, Boca Juniors e Racing. Como de costume, não assisti a todo o jogo, portanto, vou com as impressões que tive em aproximadamente 60 minutos de futebol [não estive tão bem focado assim], e com alguma base dos amigos do Futebol Portenho, que, além de informarem muito bem sobre o futebol argentino, trocam muito boas ideias, com quem quer que seja. Bombonera lotada, expectativa de já ver os xeneizes garantirem, virtualmente, o título do torneio, adversário tradicional que jogava sua última cartada, 2 times invictos no campeonato... ingredientes de sobra para um excelente jogo.
Em uma análise pré-jogo, o 0-0 final seria uma tragédia para os albicelestes, que, deste modo, entregariam a taça nas mãos do Boca; entretanto, o desenrolar da partida tornou o resultado palatável a ambos os times, principalmente se considerarmos as declarações do DT Simeone, dizendo estar satisfeito com a postura do time, que conseguiu "silenciar a Bombonera". Creio que La Academia jogou fora a última chance de título que tinha, que, aliás, já estaria dificílimo com a vitória; com o empate, no meu ver, tornou-se impossível. O nome do jogo, sem dúvida alguma, foi o ex-Grêmio Sebastián Saja, pegando o que podia e o que não podia, salvando o time em muitas, mas muitas oportunidades [listá-las daria um novo texto].
O Boca Juniors pressionou na maior parte do tempo, demonstrando muito mais volume de jogo, enquanto o Racing aproveitava-se da leveza do seu time do meio para a frente, e tentava algum envolvimento somente nos contra-ataques, sempre puxados pelo colombiano Giovanni Moreno. Hauche era o avante mais ativo do time de Avellaneda, enquanto Teófilo Gutiérrez... bom, Téo é um caso à parte. Demorou para reapresentar-se no clube, fato não-inédito, mesmo assim argumentando que "não havia do quê desculpar-se", e teve participação praticamente nula no domingo; praticamente nula é um eufemismo, pois ele fez a maior bobagem da partida, tentando reinvindicar um penal [de forma ridícula, diga-se], dando um peitaço à Patrício no árbitro, sendo expulso.
E deixando o Racing com 2 a menos, visto que Pelletieri já havia sido expulso, de forma discutível. Daí em diante, Simeone pegou o "manual do catenaccio", botou embaixo do braço, e fez o possível e o impossível para segurar o 0-0, e evitar a festa xeneize. Logrou êxito, o time foi muito bem defensivamente, como em toda a competição, e quando os zagueiros [e Matías] Cahais e Martínez não davam jeito em Blandi e Mouche, Saja garantia o ponto. Na segunda, o Lanús poderia chegar na vice-liderança, e ficar, ainda que embaçado, distante, no retrovisor do Boca Juniors; não conseguiu, perdendo em casa para o Arsenal, que empatou em pontos [23] com o próprio granate, nesta disputa pelo vice-campeonato, que vai do Racing [2º, 25] até o Godoy Cruz [11º, 20].
Nos Acréscimos
Em uma análise pré-jogo, o 0-0 final seria uma tragédia para os albicelestes, que, deste modo, entregariam a taça nas mãos do Boca; entretanto, o desenrolar da partida tornou o resultado palatável a ambos os times, principalmente se considerarmos as declarações do DT Simeone, dizendo estar satisfeito com a postura do time, que conseguiu "silenciar a Bombonera". Creio que La Academia jogou fora a última chance de título que tinha, que, aliás, já estaria dificílimo com a vitória; com o empate, no meu ver, tornou-se impossível. O nome do jogo, sem dúvida alguma, foi o ex-Grêmio Sebastián Saja, pegando o que podia e o que não podia, salvando o time em muitas, mas muitas oportunidades [listá-las daria um novo texto].
O Boca Juniors pressionou na maior parte do tempo, demonstrando muito mais volume de jogo, enquanto o Racing aproveitava-se da leveza do seu time do meio para a frente, e tentava algum envolvimento somente nos contra-ataques, sempre puxados pelo colombiano Giovanni Moreno. Hauche era o avante mais ativo do time de Avellaneda, enquanto Teófilo Gutiérrez... bom, Téo é um caso à parte. Demorou para reapresentar-se no clube, fato não-inédito, mesmo assim argumentando que "não havia do quê desculpar-se", e teve participação praticamente nula no domingo; praticamente nula é um eufemismo, pois ele fez a maior bobagem da partida, tentando reinvindicar um penal [de forma ridícula, diga-se], dando um peitaço à Patrício no árbitro, sendo expulso.
E deixando o Racing com 2 a menos, visto que Pelletieri já havia sido expulso, de forma discutível. Daí em diante, Simeone pegou o "manual do catenaccio", botou embaixo do braço, e fez o possível e o impossível para segurar o 0-0, e evitar a festa xeneize. Logrou êxito, o time foi muito bem defensivamente, como em toda a competição, e quando os zagueiros [e Matías] Cahais e Martínez não davam jeito em Blandi e Mouche, Saja garantia o ponto. Na segunda, o Lanús poderia chegar na vice-liderança, e ficar, ainda que embaçado, distante, no retrovisor do Boca Juniors; não conseguiu, perdendo em casa para o Arsenal, que empatou em pontos [23] com o próprio granate, nesta disputa pelo vice-campeonato, que vai do Racing [2º, 25] até o Godoy Cruz [11º, 20].
Nos Acréscimos
- A briga pelas vagas coperas está muito acirrada. Temos o Vélez Sarsfield garantido, como campeão do Clausura '10/11, e o Arsenal, melhor argentino na Copa Sul-Americana '11 [fora o Vélez, que já campeonou em 2011]. Boca Juniors e Lanús só perdem as vagas se houver um desastre nos próximos 4 jogos. O Godoy Cruz está bem encaminhado, 6 pontos à frente de Racing e Independiente, e 5 à frente do Tigre; contudo, como o Matador está na zona do descenso direto, não poderá ganhar a vaga. Mais 2 vagas estão reservadas para estes 3 [ou 4] times.
- Amanhã o Vélez começa a jogar seu destino na Copa Sul-Americana. Começará jogando na [sempre perigosa] altitude de Quito, contra o [sempre perigoso] time da LDU. E bastante desfalcado, assim como na vitória por 1-3 contra o Belgrano, em Córdoba. Ricardo Gareca não poderá contar com o meia "El Mago" Ramírez, o atacante Martínez e o volante/lateral Zapata. O jogo está marcado para as 19h15, no horário local, 22h15 no horário de verão brasileiro, e o blog seguirá esta partida, que será apitada pelo uruguaio Jorge Larrionda.
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